Jovem morre em igreja após exorcismo feito por sua família

(Reprodução/The Mirror)

Quem nunca assistiu ao filme ‘Ouija – O jogo dos espíritos’ talvez possa não entender muito bem o que se passou com Jaqueline Sanchez, nascida em Belize, um país da América Central. De acordo com sua família ela havia jogado no famoso tabuleiro que, em tese, é capaz de invocar espíritos de pessoas que já morreram. Desde então, ela agia de uma forma estranha que fez com que seus familiares acreditassem que e moça estava possuída por alguma entidade sobrenatural. (Reprodução/The Mirror)

Sanchez faleceu por uma parada cardiorrespiratória durante uma cerimônia de exorcismo que a família realizava em uma igreja local. Os que estavam presentes no momento afirmaram terem enxergado a jovem levitando no ar, ao mesmo tempo em que ela falava com uma voz bem mais grossa que a habitual. Para quem já viu muitos filmes de terror, esta seria uma possessão demoníaca.

Os pais da moça contaram, em matéria do The Mirror, que ela estava sofrendo periodicamente de convulsões e ataques de histeria, porém, ao ser levada ao hospital da cidade de Santa Cruz, os médicos não eram capazes de diagnosticar nenhuma doença ou irregularidade em relação à condição de saúde dela. Tal fato, somado aos comportamentos diferentes, levaram os pais à conclusão de que ele havia sido tomada por espíritos, depois de jogar Ouija.

Ela parou de respirar depois do aparente exorcismo que aconteceu na Igreja Pentecostal de Santo Inácio de Velasco. Ainda assim, a morte está sendo investigada pela Força Especial de Combate ao Crime da cidade de Santa Cruz, já que um “diagnóstico” de morte como este pode ser considerado bastante polêmico.

A perícia alegou que a jovem morreu de causas naturais após um ataque cardíaco, durante um estado de transe não explicado. As escoriações em seu corpo seriam também por conta das batidas causadas pelo estado de consciência alterado da moça, de acordo com o porta-voz da polícia local.

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LÍDERES FAJUTOS PARA UM MOMENTO CRUCIAL: ‘Cheguei a duvidar de Deus’, diz líder da Igreja Anglicana sobre ataques em Paris

(BBC)

[Papa anglicano babaca – no momento em que um cristão do porte dele deveria ser um testemunho vivo de fé e firmeza em Deus – esse homem (revisitando o Gondin embasbacado com tsunami na Ásia) vem com papinho furado de fé abalada por terrorismo. Me poupe!]

O Arcebispo da Cantuária, o equivalente ao papa para a Igreja Anglicana, disse que os ataques em Paris o fizeram “duvidar” da presença de Deus.

Em entrevista à BBC, Justin Welby confidenciou que as mortes abriram uma “brecha em sua armadura”.

Há cerca de uma semana, Paris foi alvo de uma série de ataques coordenados que deixou 130 mortos e mais de 350 feridos. A autoria dos atentados foi reivindicada pelo grupo extremista autodenominado ‘Estado Islâmico’.

Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequenaProvérbios 24:10

Welby afirmou que sua reação aos ataques foi “primeiro de choque e horror e depois de profunda tristeza”, especialmente porque ele e a mulher já moraram na capital francesa.

Diferentemente do papa, o líder espiritual da Igreja Anglicana pode se casar.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, vai se encontrar com o presidente da França, François Hollande, em Paris para discutir a luta contra o terrorismo.

Segundo fontes do governo britânico, Cameron e Hollande devem falar sobre como os dois países podem cooperar no contraterrorismo e no combate contra o ‘EI’ na Síria e no Iraque.

Leia também: Bélgica eleva alerta de terror para nível máximo

‘Ato desesperado’

Welby lembrou que começou a duvidar da presença de Deus na manhã seguinte ao ataque.

“No sábado pela manhã, estava fora de casa e enquanto caminhava rezava e dizia: “Deus, por que isso está acontecendo? Onde Você está? Duvidei dele”.

O líder espiritual lembrou que o choque que sentiu foi acrescido “pelo fato de que minha mulher e eu moramos em Paris por cinco anos”.

“Vivemos momentos muito felizes ali. Ver esse lugar de celebração da vida sucumbir a tamanho sofrimento é de partir o coração completamente”.

Após os ataques, a França lançou ataques aéreos contra o ‘EI’ na Síria, mas o arcebispo criticou a ofensiva.

“Se começarmos a matar aleatoriamente aqueles que não fizeram nada errado, não teremos soluções para este conflito”, afirmou ele.

Welby disse ainda que a maneira como os militantes do ‘EI’ distorcem sua fé, de modo a pensar que seus atos glorificam Deus, é “um dos atos mais desesperados do nosso mundo”.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/11/151122_depoimento_arcebispo_cantuaria_lgb

Sem medo de dizer que sei e que não sei

 

por Sandro Baggio

ESCOLA

Certa vez um repórter perguntou a Karl Barth se ele poderia sintetizar sua imensa obra Church Dogmatics. O grande teólogo pensou e respondeu com uma canção infantil: “Jesus me ama, isso eu sei, pois a Bíblia diz assim”.

Ao ouvir isso, o Novo Tipo de Cristão talvez respondesse: “Jesus me ama? Eu não sei, não. A Bíblia diz isso? Hummm, acho que isso carece de interpretação, crítica textual, etc. e tal.”

Duvidar está em alta. Parece que estamos vivendo a Era da Dúvida e Incertezas.  Não se trata de lutar com a dúvida como aquele pai do menino endemoninhado de Marcos 9.24. Não se trata de reconhecer os mistérios de Deus como o fizeram tantos cristãos através dos séculos, desde São Paulo em seu belo hino de adoração em Romanos 11.33,  Pseudo-Dionísio Aeropagita em sua obra De divinis nominibus, ou mais recentemente Rudolf Otto com seu conceito do numinoso (Mysterium tremendum et fascinans).

Não, o que temos hoje é a celebração da dúvida!

O padroeiro da Igreja deste Novo Tipo de Cristianismo seria São Tomé. Ainda que o Novo Tipo de Cristão se apresente como seguidor de Jesus, ele não deseja ser crente. Prefere ficar em cima do muro para não ofender aqueles que sucumbiram nas filosofias pós-modernas que ridicularizam a crença em absolutos e exaltam o relativismo.

São Paulo não se encaixaria neste Novo Tipo de Cristianismo. São Paulo estava cheio demais de declarações de fé como “sabemos”,  “tenho certeza” e “estou certo” para ser aceito entre aqueles que nada sabem e não têm certeza de nada. O Evangelho que Paulo pregava “com absoluta convicção” não encontraria espaço no coração do Novo Tipo de Cristão, onde parece haver espaço somente dúvidas e incertezas.

Possivelmente Jesus também não se encaixaria neste novo cristianismo. Afinal de contas a resposta de Jesus para a dúvida de Tomé soa mais como uma repreensão e admoestação do que como um encorajamento para que Tomé continuasse duvidando. Jesus disse: “Tomé, você quer provas, então toma! Coloca aqui a sua mão e veja, cara! Agora, deixa de ser incrédulo! Seja crente!”.

Esta é uma das dificuldades que encontro com o Novo Tipo de Cristianismo. Há muita conversa sobre Jesus e sobre viver a vida do Modo de Jesus. Mas Jesus chamou pessoas para serem seus discípulos, isto é, aprendizes. Se alguém é aprendiz de Jesus, então pressupõe-se que esta pessoa esteja aprendendo com Ele. Seria muito estranho que alguém fosse aluno de Medicina e, depois de cinco anos de estudos, dissesse: “Não sei nada, não aprendi nada.” Certamente não saberá tudo, mas terá aprendido algumas coisas. Do mesmo modo, me parece estranho que alguém esteja trilhando o Caminho de Jesus, seja Seu aprendiz e, depois de alguns anos tudo que tenha a dizer é: “Só sei que nada sei…”

Posso ser rotulado de moderno, racional, conservador, ultrapassado, fundamentalista, mas não tenho dúvidas sobre o fato de que “Jesus me ama, isso eu sei…” Como é que sei? “Porque a Bíblia diz assim”.

Reconheço não saber muitas coisas, mas tem coisas que posso afirmar com certeza “porque a Bíblia diz”.

E se posso estar certo do amor de Jesus “porque a Bíblia diz”, então posso estar certo de outras verdades também “porque a Bíblia diz”.

http://www.sandrobaggio.com/2010/05/08/um-exame-da-duvida/

José incomoda muita gente

por José San Martín Camiña Neto

José é um ramo frutífero junto à fonte, cujos galhos se estendem sobre o muro”. (Gn 49.22)

Como tipo de Cristo, José é também o emblema de uma vida frutífera em meio a qualquer dificuldade. O ódio de seus irmãos não impediu que fosse um filho obediente, correto e, por isso, amado pelo seu pai. Mesmo a condição de escravo num país estrangeiro não foi barreira ao jovem hebreu. Tal qual o homem fiel, retratado no Salmo 1, ele tornava fecundo tudo quanto chegasse às suas mãos. E a calúnia? Será que uma covardia, uma mentira sem tamanho, capaz de destruir sua reputação, conseguiu desanimá-lo? Não. Aquele que está comprometido com Deus supera o golpe mais baixo, vindo de onde e quem quer que seja. Assim, José, até na prisão, deu frutos.

Frutos na vida

Há muitas desculpas, até certo ponto convincentes, para justificarmos nossa esterilidade espiritual. Sempre haverá alguém falso, mau, ímpio no caminho, impedindo nossos frutos. E na verdade, há. Mas com a história de José, Deus quer mostrar que é possível vencer a hipocrisia, a mediocridade de “irmãos”, “amigos”, “pastores”, “patrões”, “parentes” e outros. José possuía um segredo revelado pelo Espírito Santo na boca do seu pai, Israel, enquanto este ministrava-lhe a bênção: “Ramo ligado à fonte…”.

Não se pode ser frutífero sem o novo nascimento, sem conversão, sem revelação de Jesus cristo, sem a experiência pessoal com Deus. Mais que seguidores da doutrina da Bíblia. Mais que religião que preenche este e aquele requisito. Nada de mero exterior, aparência, “sepulcro caiado”, e sim Vida Nova sem as coisas velhas. Vida abundante sem murmuração, língua mentirosa. Nada de humildade planejada, mecânica, submissão profissional e interesseira, mas sinceridade, simplicidade e compromisso. Fora disso, nossa crença é apenas iniquidade e perda de tempo.

Frutos na morte

É nos momentos negativos que são conhecidos aqueles que são ligados à Fonte. Não são super-homens ou supermulheres. Não são privilegiados, melhores que eu e você. Nesse sentido, Thiago lembra-nos de Elias, um “homem sujeito às mesmas paixões que nós”, cuja oração retinha ou liberava a chuva (Tg 5.11).

Francis Schaeffer, o grande teólogo francês, não deixou de falar das boas novas da salvação a médicos, enfermeiras e funcionários do hospital em que aguardava a morte. Seu estado terminal, causado pelo câncer, não tornou seu rosto carrancudo, tampouco sua língua lamentadora. Ao partir aquele bravo servo de Deus, todo o hospital lamentou sua perda, pois nunca haviam convivido com um doente tal qual aquele. Schaeffer, como José, deu fruto em condições aparentemente impossíveis.

Sérgio Pimenta, um dos maiores compositores da música evangélica brasileira, também tombou precocemente consumido pelo câncer. Ao longo de sua curta carreira, deixou claro o alvo do seu viver: “Lá, está  o meu tesouro/Lá, onde não há choro/Onde todos cantaremos juntos/Hinos de louvor”, ou  “O que me faz viver é tão intenso/Que até me perco se explicar/O que me faz viver é tão profundo/Mas me vê no mundo no singular… /O que me faz viver, eu sei, é isto:/De Jesus, o Cristo, o amar!

Muralhas transpostas

Há um segundo aspecto crucial na revelação divina através das palavras abençoadoras de Israel ao amado José: “…e os seus galhos se estendem sobre o muro”. Cristianismo sem impedimentos e barreiras, sem as perseguições e dificuldades não é Cristianismo. Muitos dos pastores aprisionados pelos comunistas da antiga União Soviética, anos depois quando foram soltos, se maravilharam diante do crescimento da igreja – enquanto estiveram encarcerados  – em meio à crueldade imposta pelo maldito regime. Os muros e cortinas de ferro do ateísmo não puderam impedir que as raízes de um verdadeiro Cristianismo os transpusessem e dessem frutos em quantidade e qualidade.

Frutificar ou morrer

O mundo lá fora permanece em turbulência. Vidas jovens sem alvo, em crise vocacional, famílias destruídas ou em risco de desintegrar-se. Essa gente espera ouvir a Boa Notícia. Mas vidas estéreis não farão nenhuma diferença. O mundo e o Diabo estão muito satisfeitos com aqueles crentes que todos os domingos religiosamente apanham suas Bíblias e rumam para a igreja impávidos. Leem, cantam, glorificam. Uns até pulam e gritam, mas na segunda-feira retomam a vida como se não tivessem ouvido nenhuma mensagem da Palavra. Suas Bíblias voltam ao armário para dali a sete dias serem retomadas na rotina infame.

O exemplo da vida de José precisa ser revivido pela igreja. Não bastassem os inimigos externos, o Cristianismo vai sendo prostituído pela autoestima e prosperidade da Nova Era. É a adequação ao mundo e seus atrativos. É o liberalismo justificadamente imoral, ou imoralmente justificado, que tem transformado igrejas vivas em um exército de moribundos espirituais. São tantas as razões do declínio, mas todas na mesma base: Desligamento da Fonte, separação da Videira Verdadeira…

Os milhões de evangélicos de hoje, ironicamente num tempo em que o avanço tecnológico proporciona todas as possibilidades de comunicação, podem não chegar a fazer pelo Reino o mínimo que os 120 crentes do cenáculo fizeram no Poder do Espírito Santo. Eles evangelizaram o mundo do seu tempo. “Cada crente ganhando uma alma por ano” é um raciocínio perfeitamente possível hoje. Mas os poucos ‘Josés’ não poderão agir mais rápido.

É aí que a história de José desafia e coloca nossa negligência, incompetência a quilômetros da diferença que ele fazia. José incomoda porque desmascara nossa fachada. É mais fácil crer que ele tenha sido alguém “mais” privilegiado do que nós porque resistiu aos apelos da vaidade, dos prazeres, das glórias humanas que tanto nos embaraçam hoje e vão adiando a nossa decisão de viver de verdade com Deus e para Deus.

Necessitamos de arrependimento, restauração, religação à Fonte de Água Viva. Fora de sintonia com a Fonte divina nossas raízes permanecerão rasteiras e os talentos enterrados na desobediência: Cristianismo estéril, sem objetivo… Sem fruto a vara é irremediavelmente cortada. Por isso, é bom começarmos produzir, cem por cem, agora!

 

José San Martín Camiña Neto
Jornalista, radialista, ministro evangélico
Josesanmartin.jor@gmail.com

`Preparem-se para a perseguição´, alerta pastor Billy Graham às igrejas dos EUA

O reverendo Billy Graham emitiu uma advertência por escrito para as igrejas norte-americanas: “Preparem-se para a perseguição”.

O evangelista de renome internacional e fundador da Associação Evangelística Billy Graham escreveu um comentário que foi postado em seu site oficial, na semana passada e está programado para integrar a edição de Novembro da revista ‘Decisão’.

No comentário, Graham observa que a igreja americana tem sido amplamente familiarizada com a perseguição, por escrito, mas a “imunidade à perseguição que os cristãos dos EUA têm experimentado nos últimos dois ou três séculos é incomum”.

“Como um todo, a nossa nação não sabe o que realmente é a privação. Nós não sabemos o que é sacrifício. Nós não sabemos o que é sofrimento. A perseguição deve atingir a Igreja na América, como aconteceu em outros países”, escreveu Graham.

“Uma vez que temos experimentado pouca perseguição religiosa neste país, é provável que, sob pressão, muitos negariam Cristo. Aqueles que gritam mais alto sobre a sua fé podem render-se mais rápido”.

Graham passou a lista das “cinco maneiras para fortalecer a si mesmo de modo que você seja capaz de se firmar diante da perseguição”. Estes incluíram certificar-se de sua relação com Deus, caminhar com Deus, ler regularmente as Escrituras Sagradas, orar sempre e meditar sobre Cristo.

“Hoje nossa nação se classifica como o maior poder sobre a face da Terra. Mas, se colocarmos a nossa confiança no poder das armas em vez do Deus Todo-Poderoso, o conflito que está por vir pode se voltar contra nós”, prosseguiu Graham.

“A história e a Bíblia indicam que a tecnologia e bens materiais não são suficientes em tempos de grande crise”.

Por muitos anos, alguns – especialmente nos círculos socialmente conservadores – têm argumentado que os Estados Unidos estão gradualmente ‘marginalizando’ os cristãos.

Eles apontam para coisas como a censura a exposição de presépios e a um monumento aos dez mandamentos, na propriedade do governo do Tennessee como resultado de um crescimento inerente do secularismo na mídia.

Nos últimos anos, o filho de Graham, o reverendo Franklin Graham tornou-se um crítico franco do que ele acredita ser a crescente hostilidade contra os cristãos na América.

No início de outubro, Franklin Graham escreveu um post em em sua página do Facebook, no qual ele citou o tiroteio na Universidade Umpqua, em Roseburg, Oregon (EUA) como um exemplo desta hostilidade.

Chris Harper-Mercer abriu fogo contra estudantes em Umpqua, matando nove pessoas e ferindo outras sete, antes de cometer suicídio. Os primeiros relatórios indicaram que ele se dirigiu de forma específica a estudantes cristãos.

“A perseguição e segmentação dos cristãos não acontece apenas no Irã ou no Oriente Médio, mas também aqui na América”, escreveu Franklin Graham.

“As almas corajosas da universidade de Umpqua, que se levantaram para dizer que eram seguidoras de Jesus Cristo, foram baleadas sem piedade. Jesus disse: ‘Se eles odeiam você, lembre-se que eles me odiavam antes de odiarem vocês” (João 15.18)”.

http://www.cpadnews.com.br/universo-cristao/30810/%60preparem-se-para-a-perseguicao%C2%B4-alerta-pastor-billy-graham-as-igrejas-dos-eua.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=facebook

A Estratégia Mundial de Satanás

por Renald E. Showers

Deus entregou à humanidade o domínio sobre a terra e estabeleceu a teocracia como a forma de governo original deste mundo (Gn 1.26-29). Numa teocracia, o governo divino é administrado por um representante. Deus designou o primeiro homem, Adão, para ser Seu representante. Adão recebeu a responsabilidade de administrar o governo de Deus sobre a parte terrena do Reino universal de Deus.

Pouco tempo depois de ter dado esse poder ao homem, Satanás induziu Adão e Eva a se aliarem a ele em sua revolta contra Deus (Gn 3.1-13). Como resultado, a humanidade afastou-se de Deus e a teocracia desapareceu da face da terra. Além disso, com a queda de Adão, Satanás usurpou de Deus o governo do sistema mundial. A partir de então, ele e suas forças malignas passaram a governar o mundo. Conforme veremos a seguir, muitos fatores revelam essa terrível transição.

A Negação da Revelação Divina

O reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível, incentivando o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade.

O diabo tinha autoridade para oferecer o domínio sobre o sistema do mundo a quem ele quisesse, inclusive a Jesus Cristo, pois essa autoridade lhe tinha sido entregue por Adão (veja Lc 4.5-6). Foi por isso que Jesus chamou Satanás de“príncipe [literalmente, governador] do mundo” (Jo 14.30). João disse que o mundo inteiro jaz no maligno (1 Jo 5.19) e Tiago declara que todo aquele que é amigo do atual sistema mundano é inimigo de Deus (Tg 4.4).

Até este ponto de nossa história, o reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível. Trata-se de um domínio espiritual que incentiva o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade. As Escrituras nos ensinam que, no futuro, Satanás irá tentar converter esse domínio espiritual e invisível em um reino político, visível e permanente – dominando o mundo inteiro. Para alcançar seu objetivo, Satanás precisa induzir a humanidade a buscar a unificação sob um governo mundial. Ele também tem de condicionar o mundo a aceitar um governante político supremo que terá poderes únicos e fará grandes declarações a respeito de si mesmo.

Utilizando-se da tendência secular e humanista da Renascença e de algumas ênfases propagadas pelo Iluminismo, o diabo conseguiu minar a fé bíblica de porções importantes do protestantismo e também determinadas crenças do catolicismo romano e da Igreja Ortodoxa. O resultado foi que, no final do século XIX e no início do século XX, o mundo começou a ouvir que a humanidade nunca havia recebido a revelação divina da verdade.

No entanto, o único modo pelo qual a existência de Deus, Sua natureza, idéias, modos de agir, ações e relacionamento com o Universo, com a Terra e com a humanidade podem ser conhecidos é através da revelação divina da verdade. Por isso, a negação dessa revelação fez com que durante o século XX muitas pessoas concluíssem que o Deus pessoal, soberano e criador descrito na Bíblia não existe; ou, se existe, que Ele é irrelevante para o mundo e para a humanidade.

Essa negação da revelação divina da verdade resultou em mudanças dramáticas, que tiveram graves conseqüências na sociedade e no mundo. Em primeiro lugar, ela levou muitas pessoas ao desespero. Deus criou os seres humanos com a necessidade de terem um relacionamento pessoal com Ele, para conhecerem o sentido e propósito supremos desta vida. A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas. Esse vazio levou ao desespero e à extinção da perspectiva de alcançar o sentido e propósito supremos desta vida. Satanás, então, ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher esse vazio e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.

A Negação dos Absolutos Morais

A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas.

A negação da revelação divina da verdade resultou também na negação dos absolutos morais. O argumento mais usado é: se os padrões morais não foram revelados por um Deus soberano que determinou que os indivíduos são responsáveis por suas ações, então os absolutos morais tradicionalmente aceitos foram criados pela humanidade. Assim sendo, uma vez que a humanidade é a fonte desses absolutos, ela tem o direito de rejeitar, mudar ou ignorá-los.

O resultado dessa racionalização falaciosa é que a sociedade acabou testemunhando uma tremenda decadência moral. Ela passou a rejeitar a idéia de que apenas as relações heterossexuais e conjugais são moralmente corretas, passando a desprezar e ameaçar cada vez mais os que defendem essa idéia. Movimentos estão surgindo em todo o mundo para redefinir legalmente o conceito de matrimônio e para forçar a sociedade a aceitar essa nova idéia, a abolir ou reestruturar a família e proteger a propagação da pornografia.

O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países. Algumas pessoas ainda insistem em dizer que não existe questão moral nenhuma envolvida no suicídio assistido, na clonagem humana e na destruição de embriões humanos em nome da pesquisa de células-tronco. O assassinato e a mentira passaram a ser aceitos como norma. Essa falência moral ameaça as próprias bases da nossa sociedade.

A Negação da Verdade Objetiva e de Seus Padrões

A negação da revelação divina da verdade resultou na conclusão de que não existe uma verdade objetiva que seja válida para toda a humanidade. Cada indivíduo seria capaz de determinar por si mesmo o que é a verdade. Assim sendo, aquilo que é verdade para uma pessoa não é, necessariamente, verdadeiro para outra. A verdade passou a ser algo subjetivo e relativo.

A racionalização nos levou à conclusão de que não há padrão objetivo pelo qual uma pessoa seja capaz de avaliar se algo está certo ou errado. Agora ninguém mais pode dizer legitimamente a outra pessoa que algo que ela está fazendo é errado. Seguindo essa racionalização, nunca se deve dizer a outra pessoa que seu modo de vida é errado, mesmo que, vivendo dessa maneira, ela possa morrer prematuramente. Também não será permitido que alguém diga a um adolescente que o sexo não deve ser praticado antes do casamento. Afinal de contas, ninguém tem o direito de impor seus conceitos de certo ou errado sobre os outros.

Essa negação da verdade objetiva e do padrão objetivo de certo e errado é propagada através de uma “redefinição de valores” promovida por escolas, por universidades, pela mídia, pela internet, por várias publicações, por alguns tipos de música e pela indústria do entretenimento como um todo. Algumas universidades, inclusive, já adotaram uma política que abafa qualquer expressão do que é certo ou errado por parte de seus alunos e professores. Esse tipo de atitude resulta em censura e intolerância.

A negação da verdade objetiva e dos padrões objetivos de certo e errado motivaram alguns a defenderem que os pais devem ser proibidos de bater nos filhos quando estes fizerem algo que os pais acreditam ser errado.

A Redefinição da Tolerância

Satanás ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher o vazio espiritual e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.

Isso tudo também resultou em um movimento que visa forçar a sociedade a aceitar um novo conceito de tolerância. A visão histórica da tolerância ensinava que as pessoas de opiniões e práticas diferentes deveriam viver juntas pacificamente. Cada indivíduo tinha o direito de acreditar que a opinião ou prática contrária à sua estava errada e podia expressar essa crença abertamente, mas não podia ameaçar, aterrorizar ou agredir fisicamente aqueles que discordavam dele.

Porém, a tolerância passou por uma redefinição. O novo conceito diz que acreditar ou expressar abertamente que uma opinião ou prática de uma pessoa ou de um grupo é errada equivale a um “crime de ódio” e, portanto, deve ser punido pela lei. Grupos poderosos estão pressionando o Congresso americano, por exemplo, para fazer com que esse novo conceito torne-se lei. Isso ocorrerá se for aprovado o que passou a ser conhecido como “lei anti-ódio”. Uma vez que nos EUA já existem leis contra ameaças ou prejuízos físicos causados a pessoas ou grupos de opiniões e práticas distintas, é óbvio que o objetivo desse projeto é tornar ilegal a liberdade de crença e de expressão. Se esse projeto for aprovado, os EUA passarão a ser mais um Estado totalitário, comparado àqueles que adotaram a Inquisição e o comunismo. [Tendências semelhantes se verificam na maior parte dos países ocidentais – N.R.]

Já que o mundo foi levado a acreditar que não há verdade objetiva válida para toda a humanidade e nenhum padrão objetivo que sirva para verificar se algo está certo ou errado, cada vez mais defende-se a idéia de que todos os deuses, religiões e caminhos devem ser aceitos com igualdade. Por isso, todas as tentativas de converter pessoas de uma religião para outra devem ser impedidas e as afirmações de que existe apenas um Deus verdadeiro, uma religião verdadeira e um único caminho para o céu são consideradas formas visíveis de preconceito. O pluralismo religioso está se tornando lugar-comum hoje em dia.

Se não há nenhum padrão objetivo para determinar o certo e o errado, então qual base uma sociedade ou um indivíduo pode usar para concluir que matar é errado? Isso incluiu os assassinatos praticados por médicos que fazem abortos ou os massacres provocados por psicopatas em escolas e em lugares públicos? Pois, talvez alguns desses atos violentos sejam resultantes do fato de seus autores terem concluído que, se não existe um padrão objetivo para determinar o que é certo e o que é errado, para eles é correto assassinar.

Se essa espécie de lei anti-ódio for aprovada, ela terá conseqüências drásticas. As pessoas que virem esse tipo de lei sendo posta em prática acreditarão que esse é o caminho correto. Mas, durante as campanhas eleitorais e nas sessões legislativas, os políticos poderão fazer acusações uns aos outros ou dizer que as ações dos seus oponentes são erradas?

O Desejo de Unidade

A negação da revelação divina da verdade gerou uma crescente convicção de que o objetivo da humanidade deve ser a unidade. O Manifesto Humanista II diz:

Não temos evidências suficientes para acreditar na existência do sobrenatural. Trata-se de algo insignificante ou irrelevante para a questão da sobrevivência e satisfação da raça humana. Por sermos não-teístas, partimos dos seres humanos, não de Deus, da natureza, não de alguma deidade.[1]

O argumento prossegue:

Não somos capazes de descobrir propósito ou providência divina para a espécie humana… Os humanos são responsáveis pelo que somos hoje e pelo que viermos a ser. Nenhuma deidade irá nos salvar; devemos salvar a nós mesmos.[2]

À luz do pensamento de que a salvação da destruição total depende da própria humanidade, o Manifesto continua:

Repudiamos a divisão da humanidade por razões nacionalistas. Alcançamos um ponto na história da humanidade onde a melhor opção é transcender os limites da soberania nacional e andar em direção à edificação de uma comunidade mundial na qual todos os setores da família humana poderão participar. Por isso, aguardamos pelo desenvolvimento de um sistema de lei e ordem mundial baseado em um governo federal transnacional.[3]

O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países.

Finalmente, o documento declara:

O compromisso com toda a humanidade é o maior compromisso de que somos capazes. Ele transcende as fidelidades parciais à Igreja, ao Estado, aos partidos políticos, a classes ou raças, na conquista de uma visão mais ampla da potencialidade humana. Que desafio maior há para a humanidade do que cada pessoa tornar-se, no ideal como também na prática, um cidadão de uma comunidade mundial?[4]

A existência de instituições internacionais, como a Corte Internacional de Justiça e as Nações Unidas, os meios de transporte rápidos, a comunicação instantânea e a internacionalização crescente da economia fazem com que a formação de uma comunidade mundial unificada pareça ser possível. O tremendo aumento da violência, incluindo a ameaça de terrorismo que paira sobre todo o mundo, pode levar a civilização a uma governo mundial unificado em nome da sobrevivência.

A Deificação da Humanidade

A negação da revelação divina da verdade criou uma tendência em deificar-se a humanidade. Thomas J. J. Altizer, um dos teólogos protestantes do movimento “Deus está morto” da década de 60, alegava que, uma vez que a humanidade negou a existência de um Deus pessoal, ela deve alcançar sua auto-transcendência como raça, algo que ele chamava de “deificação do homem”.[5] O erudito católico Pierre Theilhard de Chardin ensinava que o deus que deve ser adorado é aquele que resultará da evolução da raça humana.[6]

Com tais mudanças iniciadas com a negação da revelação divina, Satanás está seduzindo o mundo para que caminhe em direção à unificação da humanidade. Ela ocorrerá quando todos estiverem sob um governo mundial único que condicionará o planeta a aceitar seu líder político máximo, o Anticristo, o qual terá poderes únicos e alegará ser o próprio Deus. (Renald E. Showers — Israel My Gloryhttp://www.chamada.com.br)

Notas:

  1. Humanist Manifesto II, American Humanist Association [www.americanhumanist.org/about/manifesto2.html].
  2. Idem.
  3. Ibidem.
  4. Ibidem.
  5. John Charles Cooper, The Roots of The Radical Theology, Westminster, Philadelphia, 1967, p. 148.
  6. Idem.
Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite agosto de 2002

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TRAVESSIA NUM PÂNTANO E NÃO NO MAR? – Na esteira de sucesso de folhetim da tevê do bispo, BBC escreve textinho questionando o Êxodo

Foto: Getty

Uma das principais figuras religiosas do mundo, o profeta Moisés e sua história fundamentam há séculos a fé de bilhões de pessoas – e intrigam cientistas em igual medida. (Foto por Getty: Cientistas investigam há décadas se episódios bíblicos de fato ocorreram)

A Bíblia diz que Moisés foi escolhido por Deus para liderar a saída dos hebreus do Egito, onde eram escravos, rumo à terra prometida de Canaã. Após o reino ser atingido pelas dez pragas, o faraó Ramsés 2º admite sua libertação, pedida por Moisés.

Durante o êxodo, um dos momentos mais marcantes, segundo o relato bíblico, é a abertura do Mar Vermelho pelo profeta para que seu povo fugisse da perseguição do faraó, que havia se arrependido de sua decisão. É nesta jornada que Moisés recebe de Deus as tábuas dos dez mandamentos.

Após vagar 40 anos no deserto, os hebreus chegam a seu destino, mas Moisés falece no fim do caminho, depois de avistar Canaã ao longe.

Esta história está na base não só do Cristianismo, como também do Judaísmo, e Moisés também é reconhecido pelo Islamismo e outras religiões.

Ela também inspirou diversas interpretações artísticas no cinema, no teatro e na televisão. Entre as produções mais recentes, está o filme Êxodo: Deuses e Reis(2014), dirigido por Ridley Scott. Atualmente no ar, a novela Os Dez Mandamentos, da TV Record, vem atraindo o interesse do público brasileiro e obtendo altos índices de audiência para a emissora.

De forma inédita, o folhetim foi líder de audiência na Grande São Paulo durante a exibição de todo o capítulo em que Moisés abre o Mar Vermelho, na última terça-feira, com pico de 31 pontos no Ibope e média de 28,1 pontos (cada ponto equivale a 67 mil domicílios), tornando-se o programa mais visto no país neste dia.

Estes resultados fizeram a Record anunciar uma segunda novela bíblica para substituir a atual produção e uma continuação de Os Dez Mandamentos para o próximo ano.

Mas seria o texto bíblico ficção ou um reflexo de fatos históricos? Seus acontecimentos têm correspondência em registros históricos desta sociedade antiga? Quais evidências foram encontradas em investigações científicas realizadas ao longo das últimas décadas?

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MOISÉS

Moisés era hebreu, mas não escravo, segundo a Bíblia, porque foi encontrado em um cesto em rio pela filha do faraó, que o adotou.

O egiptolólogo Jim Hoffmeier, autor de Israel Antigo no Sinai (Oxford University Press, 2005) explica que esta prática era comum no Egito Antigo e que persiste de certa forma até os dias de hoje.

“Era uma forma antiga de colocar uma criança à mercê do destino determinado pelos deuses. Hoje, colocamos bebês em cestos e os deixamos na porta de igrejas”, afirma Hoffmeier.

A história da primeira infância de Moisés ainda compartilha muitas semelhanças com um antigo mito da Babilônia de um rei chamado Sargon, que foi encontrado em um cesto boiando em um rio.

Entre 600 e 300 a.C., escribas judeus em Jerusalém registraram as lendas e histórias antigas de seu povo, para que fossem passadas de geração em geração.

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Eles teriam se baseado no mito de Sargon para criar a história de Moisés? É uma teoria possível, pois os judeus foram capturados pelos babilônios em 587 a.C e mantidos em exílio por algum tempo. Neste momento, o mito de Sargon poderia ter servido de base para o relato sobre o profeta. (Foto copyright Thinkstock: Ilustração do momento em que Moisés foi resgatado do rio pela filha de Ramsés II)

Hoffmeier ainda explica que seria normal a adoção de Moisés pela filha do rei. Registros deixados pelos faraós mostram que os palácios tinham creches onde os filhos da realeza eram educados e que crianças estrangeiras também eram trazidas para participar.

“Nesta época em que supomos que viveu Moisés, crianças que não faziam parte da nobreza passaram a poder integrar estas instituições, assim como os filhos de reis estrangeiros, que eram levados para elas para aprender a ler e escrever”, diz Hoffmeier.

Teria sido simples para filha do faraó, segundo o especialista, colocar um bebê encontrado por ela em uma destas creches.

Estudiosos do tema ainda questionam se os hebreus eram de fato escravos neste período do Egito Antigo, pois, além do texto bíblico, não existe provas históricas ou arqueológicas disso.

“Havia semitas, alguns dos quais poderiam chamar a si mesmos de hebreus, que faziam parte de grupos de trabalho. Eles não eram propriedade de um indivíduo. Eles viviam em vilarejos de trabalhadores”, afirma Carol Meyes, professora de estudos bíblicos da Universidade Duke, nos Estados Unidos.

O rabino Burton L. Visotzky, professor do Seminário Teológico Judaico, em Nova York, afirma que, apesar da Bíblia determinar claramente que os hebreus eram escravos que foram libertados, “há muito pouca evidência desta escravidão” além deste texto.

“A lição final do (livro bíblico) Êxodo é que a liberdade vem da aceitação da soberania de Deus.”

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AS PRAGAS

Na Bíblia, as dez pragas são um ato de Deus, que age por meio da natureza. São elas:

  • As águas do rio Nilo viram sangue;
  • Rãs cobrem a terra;
  • Piolhos atormentam a população;
  • Moscas escurecem os céus;
  • O gado morre;
  • Chagas afligem homens e animais;
  • Uma chuva de granizo destrói plantações;
  • Nuvens de gafanhotos consomem cultivos;
  • Trevas encobrem o Sol por três dias;
  • Os primogênitos morrem.

Especialistas de diversas áreas, como climatologistas, oceanógrafos e vulcanólogos, sugerem haver evidências de uma série de eventos naturais que poderiam explicar estas pragas.

O epidemiologista especializado em desastres naturais John Marr, autor de um artigo sobre o assunto publicado nojornal americano New York Times, que que serviu de base para um documentário da BBC, acredita que as pragas podem ter sido causadas pela proliferação de um micro-organismo, o Pfiesteria piscicida, nas águas do Nilo, o que teria envenenado os peixes e levado uma série de eventos trágicos.

Esta teoria explica as seis primeiras pragas. Em 1999, ocorreu uma catástrofe ambiental na cidade americana de New Burn, no Estado da Carolina do Norte. Ao acordar, seus habitantes viram que um rio local haviam ficado vermelho.

Mais de um bilhão de peixes morreram. Pessoas que trabalhavam próximo do curso d’água ficaram cobertas por feridas.

A causa foi poluição, após milhões de litros de excrementos dos animais serem despejados na água em uma fazenda de porcos localizada à beira do rio. A contaminação causou uma mutação genética no Pfiesteria, que fez com que o micro-organismo passasse de inócuo a letal.

Para Marr, o micro-organismo teria matado os peixes, o que teria feito com que o rio assumisse um tom avermelhado. A poluição teria forçado as rãs a invadir a terra, onde elas morreriam, gerando uma multiplicação de moscas e piolhos – que teriam perdido seus predadores naturais. Por sua vez, as moscas poderiam ter transmitido doenças virais para os animais, levando-os à morte.

O cientista ainda aponta que “pragas” como gafanhotos e chuvas de granizo continuam a assolar o Oriente Médio até hoje. O golpe final – a morte dos primogênitos – poderia ser um resultado direto da combinação da tradição local e tentativas de lidar com as outras pragas.

Os cultivos que resistiram aos gafanhotos e ao granizo poderiam ter sido colhidos e armazenados ainda úmidos, criando as condições perfeitas para a proliferação de toxinas mortais. Em uma posição social privilegiada, os primogênitos teriam sido alimentados com duas porções dos grãos contaminados.

Outra teoria dá conta de que as pragas teriam sido causadas pela erupção de um vulcão. Em maio de 1980, o monte Santa Helena, no noroeste dos Estados Unidos, entrou em erupção, matando tudo em um raio de quase 38 km. As cinzas expelidas na atmosfera ainda escureceram os céus num raio de 160 km.

Marr argumenta que cinzas de um vulcão poderiam ter dado início a uma proliferação de algas, com efeito tóxico, no rio Nilo, desencadeando os mesmos eventos que teriam sido causados pelo Pfisteria.

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Esta teoria parece frágil diante do fato de não existirem vulcões ativos no Egito, mas a ilha grega de Santorini fica a 800 km ao norte do delta do Nilo. No século 16 a.C., a ilha foi destruída por uma grande erupção, milhares de vezes mais potente que uma bomba nuclear e uma das mais fortes dos últimos 10 mil anos. (Image copyright Thinkstock: Erupção em ilha grega teria gerado tempestade de raios que poderia ser vista do Egito)

Os efeitos deste evento poderiam ter atingido o Egito? Quando a erupção ocorreu, o vento soprava na direção sudeste, rumo ao reino egípcio. Amostras das cinzas foram coletadas do fundo do oceano, e sua maior concentração foi encontrada na direção do delta do Nilo.

O oceanógrafo Jean-Daniel Stanley, do Instituto Smithsonian, em Washington, nos Estados Unidos, coletou amostras de lama e lodo para verificar se as cinzas teriam chegado tão longe e identificou no Egito fragmentos vulcânicos ligados a esta erupção.

“Deve ter sido uma experiência aterrorizante. Primeiro, teria sido ouvida a explosão. Depois, as pessoas teriam sentido a queda das cinzas jogadas no ar”, diz ele.

Mas como isso poderia ter levado às pragas? Mike Rampino, especialista em modelos climatológicos da New York University, simulou com a ajuda de um programa de computador os efeitos da erupção em Santorini.

Suas cinzas teriam bloqueado o Sol e levado a escuridão ao delta do Nilo. Isso teria sido acompanhado por eventos climáticos adversos relacionados a erupções, como tempestades de raios e granizo.

A erupção também teria levado a uma queda de 2ºC na temperatura, o que teria reduzido as chuvas e feito o nível dos rios baixar e sua água se estagnar. Junto com minerais tóxicos das cinzas trazidos pela chuva, isso teria provocado um grande impacto no Nilo e gerado as condições ideais para a proliferação de pragas.

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O ÊXODO

Foto: Thinkstock

Segundo a Bíblia, quando os hebreus deixaram o Egito, o faraó mudou de ideia e enviou 600 bigas para perseguir os escravos. Este número seria um exagero bíblico? (Image copyright Thinkstock: História de Moisés fundamenta a fé cristã e judaica)

Em 1997, no sítio arqueológico onde ficava a cidade de Ramsés 2º, arqueólogos descobriram as fundações de um estábulo, com espaço suficiente para ao menos 500 cavalos e suas bigas.

O texto bíblico diz ainda que Deus guiou os hebreus em sua jornada com uma coluna de fumaça durante o dia e de fogo à noite.

Se este êxodo ocorreu no século 16 a.C., estas colunas poderiam ser explicadas pela erupção em Santorini?

Apesar da ilha grega estar a 800 km de distância, a coluna de fumaça saída do vulcão poderia ter atingido até 64 km de altura acima do nível do mar.

O climatologista Mike Rampino diz que isso permitiria que ela fosse vista desde o Egito. Durante p dia, as cinzas poderiam ter sido confundidas com fumaça e, à noite, a eletricidade estática na atmosfera poderia ter gerado raios no céu.

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A TRAVESSIA

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Trata-se do episódio mais famoso – e controverso – do êxodo hebreu.

Ao ler a Bíblia em hebraico, é possível notar que a palavra “vermelho” foi traduzida de forma errada. Nesta versão, Moisés e seu povo cruzam o “yam suph”, ou “mar de junco (tipo de planta)”. (Image copyright Thinkstock: Travessia teria ocorrido em um pântano, não no Mar Vermelho)

“Esta é uma história estranha. Você pode imaginar que cruzar o Mar Vermelho seria uma tarefa muito difícil, mas fazer o mesmo em um mar de junco seria algo bem diferente. Esta é uma área de pântano e é provavelmente o local da travessia”, diz o egiptólogo David Rohl, ex-diretor do Instituto de Estudos de Ciências Interdisciplinares e autor de Êxodo: Mito ou História (Thinking Media Man, 2015).

Mas como explicar o relato de que o mar teria retornado a seu estado original e afogado os soldados do faraó?

“Se estamos falando de um pântano raso composto por juncos, haveria ali no máximo dois ou três metros de profundidade. Então, este tipo de fenômeno seria fisicamente possível”, afirma Rohl.

“Na verdade, isso já foi testemunhado nos últimos cem anos. O exército egípcio pode não ter sido completamente dizimado. Muitos cavalos teriam morrido e as bigas ficado presas na lama.”

Mas e quanto à famosa imagem do cânion formado pela elevação da água? Isso teria qualquer correspondência na realidade?

Simulações da erupção de Santorini mostram que o colapso da ilha gerou um enorme tsunami de 182 metros de altura, que viajou a 640 km/h.

O geólogo e especialista em tsunamis Floyd McCoy, da Universidade do Havaí, nos Estados Unidos, diz que essa foi uma das maiores ondas já registradas na história e provavelmente atingiu o Egito.

“Acredite ou não, encontramos evidências dela no fundo do oceano. Tsunamis de fato rasparam o fundo do Mediterrâneo e moveram sedimentos. Podemos encontrar estes sedimentos – e isso nos dá uma ideia de sua direção”, diz McCoy.

“Um modelo computacional nos mostrou ondas irradiando por todo o Mediterrâneo e atingindo o delta do Nilo.”

Esse tsunami poderia ter dividido as águas do “mar de juncos”? Ao analisar as ondas pouco antes de quebrarem, percebemos que a água se retrai da costa.

Um mega tsunami teria feito o mesmo com bilhões de litros de água – não apenas da costa, mas de rios e lagos conectados ao litoral – fazendo com que a terra “secasse” por até duas horas.

“Um tsunami de dois metros provoca uma mudança rápida do nível do mar de mesma proporção e viaja por vários quilômetros terra adentro”, diz Costas Synolakis, especialista neste fenômeno da Universidade da Califórnia do Sul. “A força destrutiva de um mega tsunami seria mais do que suficiente para destruir um exército.”

Outra evidência torna esta teoria plausível. Em 1994, a ilha de Mindoro, nas Filipinas, foi atingida por um tsunami e um terremoto. O tremor abrir uma grande rachadura no fundo de um lado localizado a 1,5 km da costa.

Uma testemunha contou na época que viu a água do lago escorrer como em uma cachoeira, sendo tragada até revelar o fundo.

O tsunami ainda percorreu 1,5 km de um rio, levando consigo uma embarcação de 6 mil toneladas. A mega onda que atingiu o delta do Nilo foi mil vezes mais devastadora do que este fenômeno recente.

Outra teoria formulada por cientistas americanos ainda dá conta que o movimento dos ventos poderia ter aberto uma passagem de terra nas águas, o que permitiria a travessia.

Os resultados, divulgados na publicação científica Plos One, foram baseados em simulações de computador, nas quais os pesquisadores mostram como um vento forte vindo do leste e soprando ao longo da noite poderia ter provocado a retração das águas no local onde um rio antigo se encontrava com uma lagoa costeira no delta do Nilo. Quando o vento perdeu força, as águas teriam voltado ao normal.

“A simulação vai de encontro ao relato do êxodo”, diz o líder do estudo, Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos.

A pesquisa faz parte de um projeto científico mais amplo que avalia o impacto de ventos em corpos de água e, ao identificar o local no sul do Mediterrâneo onde a travessia teria ocorrido, pode ajudar arqueólogos na busca por novas evidências.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/11/151110_exodo_moises_mandamentos_rb.shtml?ocid=socialflow_facebook

Justiça manda Igreja Mórmon pagar R$ 30 mil a demitido por não pagar o dízimo

Uma decisão do TRT-PR (Tribunal Regional do Trabalho do Paraná) manda a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias pagar R$ 30 mil de indenização a um ex-funcionário, demitido porque deixou de pagar o dízimo à instituição.

As informações são da assessoria de imprensa do tribunal.

De acordo com a decisão, o funcionário, que atuava como coordenador de ensino, foi despedido sem justa causa em março de 2012 após 12 anos de trabalho para a igreja.

“Pouco tempo antes da demissão, um documento emitido pelo bispo e líder eclesiástico da instituição informou ao empregador que o coordenador de ensino não estava em dia com a contribuição mensal, que corresponde a 10% do salário”, informou o tribunal.

O funcionário foi à Justiça alegando ter sido vítima de discriminação.

Na primeira instância, foi vitorioso. A igreja recorreu, e perdeu novamente. Cabe recurso.

http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/2015/11/1701913-demitido-por-nao-pagar-o-dizimo.shtml