Os “camelos” engolidos por Calvino

Calvinistas_Pontuais

O site solascriptura tem um desabafo de um dos seus pesquisadores que, depois de muitos anos de estudo, resolveu discordar do sistema “reformado calvinista” e que achamos bastante producente reverberar aqui nesta obra tais conclusões:

“Tendo lido as Institutas de Calvino e tendo estudado os escritos de muitos calvinistas antigos e contemporâneos, estou convencido de que Calvino foi culpado de coar [adotar] mosquitos e engolir [destruir] camelos. Aceitar o calvinismo (em qualquer de suas formas) é negar os ensinos claros de dúzias de Escrituras.

Examinei o calvinismo muitas vezes durante os 33 anos desde que fui salvo. A primeira vez foi logo depois de me converter, quando estava numa Faculdade Bíblica e o calvinismo foi um dos muitos tópicos que eram persistentemente discutidos pelos alunos. Eu nunca tinha ouvido sobre o calvinismo antes disso e não sabia o que pensar a respeito, então li A Soberania de Deus, de Arthur Pink e alguns outros títulos sobre o assunto, desejando entendê-lo e saber se era escritural ou não. Alguns dos alunos se tornaram calvinistas, mas eu concluí que, embora o calvinismo tenha alguns pontos positivos sobre a soberania de Deus e, embora eu pessoalmente aprecie o modo como ele exalta a Deus acima do homem, e embora eu concorde com seu ensinamento que a salvação é 100% de Deus, e embora eu despreze e rejeite o esquema de ganhar almas raso, manipulador e centrado no homem (tão comum entre batistas independentes), e embora ele pareça ser apoiado por algumas Escrituras, a linha base para mim é que ele [o calvinismo] acaba se contradizendo em relação a muitas Escrituras claras.

No ano 2000 fui convidado a pregar a uma conferência sobre calvinismo na Universidade Batista da Herança [Heritage Baptist University] em Greenwood, Indiana, que ocorreu posteriormente, em abril de 2001. A conferência foi oposta ao calvinismo e concordei em falar, porque era simpático a tal posição [oposta ao calvinismo], desde que examinei pela primeira vez o assunto na Escola Bíblica. Antes de dar a mensagem da conferência, no entanto, eu queria reexaminar o calvinismo de maneira mais profunda. Contatei Dr. Peter Masters em Londres, Inglaterra e discuti o assunto do calvinismo com ele. Disse-lhe que o amava e o respeitava em Cristo e também amava e respeitava seu antecessor, Charles Spurgeon, embora não concordasse com nenhum deles sobre o calvinismo (ou com alguns itens, de fato). Disse ao Dr. Masters que queria que ele me relatasse que livros ele recomendaria para eu compreender adequadamente o que ele acredita sobre o assunto (sabendo haver muitas variedades de calvinismo). Eu não queria representar mal coisa nenhuma. Entre outras coisas, Dr. Masters recomendou que eu lesse os “Institutos da Religião Cristã” [Institutes of the Christian Religion] de Calvino e “Spurgeon versus os Hiper-Calvinistas” [Spurgeon vs. the Hyper-Calvinists], de Iain Murray, o que eu fiz.

Nos últimos anos reinvestiguei novamente o calvinismo por ambos os lados. Li “Que Amor é Este” [What Love Is This?] de Dave Hunt e “As Dúvidas Honestas de um Calvinista Resolvidas pela Razão e a Maravilhosa Graça de Deus” [A Calvinist’s Honest Doubts Resolved by Reason and God’s Amazing Grace]. Li “Debatendo o Calvinismo: Cinco Pontos, Duas Visões” [Debating Calvinism: Five Points, Two Views], de Dave Hunt e James White. Reli cuidadosamente “A Soberania de Deus” [The Sovereignty of God] de Arthur Pink, assim como “A Confissão de Fé de Westminster” [Westminster Confession of Faith]. Estudei também em torno de 100 páginas de materiais publicados em defesa do calvinismo pela Faculdade Bíblica do Extremo Oriente [Far Eastern Bible College], em Singapura. Esta é uma Escola Bíblica Presbiteriana.

No melhor do meu conhecimento, estudei esses materiais com o único desejo de saber a verdade e com a boa vontade de seguir a verdade aonde quer que ela me levasse.

Assim, enquanto não li cada livro sobre este assunto que poderia ser recomendado por meus leitores, fiz um considerável esforço para entender o calvinismo adequadamente e para não representá-lo mal (embora eu tivesse aprendido que um não calvinista SEMPRE será acusado de má-representação).

O calvinista sem dúvida questionará que eu simplesmente não entendi adequadamente o calvinismo e a isso respondo que, se o calvinismo é tão complicado, não pode ser a verdade. Se um pregador razoavelmente inteligente que estudou e ensinou a Bíblia diligentemente por 32 anos e publicou uma enciclopédia bíblica e muitos outros estudos bíblicos pode estudar o calvinismo com um desejo de entendê-lo adequadamente e ainda não o entende, então ele [o calvinismo] é muito complicado para ser verdadeiro! O apóstolo Paulo advertia que é o diabo que torna a teologia tão complicada. ‘Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.’ (2Co. 11.3 ARC). Claro que calvinismo não é simples, de forma nenhuma, e esta é uma razão porque ele produz uma mentalidade elitista. Para entender o calvinismo, deve-se lidar com compatibilidade, monergismo versus sinergismo, graça eleitora versus a graça irresistível, chamado eficaz versus chamado geral, expiação- propiciação eficaz versus expiação- propiciação hipotética, livre vontade libertariano versus livre vontade escravizada a submissão da vontade, graça objetiva versus graça subjetiva, habilidade natural vs habilidade moral, imputação do pecado de Adão mediata vs imediata (…), vontade desiderativa vs decretiva, e vontade hipotética antecedente, para citar alguns!

Além disso, o calvinista argumentará que a razão por que estudei o calvinismo e o rejeitei é porque penso que o homem deve ser igual a Deus. Os calvinistas invariavelmente clamam que os não calvinistas não acreditam na soberania de Deus. Não posso falar pelos outros, mas este não-calvinista certamente acredita na soberania de Deus. Deus é Deus e Ele pode fazer o que quiser, quando quiser. Como disse alguém, ‘o que quer que a Bíblia diga, eu acredito. A Bíblia diz que uma baleia engoliu Jonas e eu o creio. E se a Bíblia dissesse que Jonas engoliu a baleia, eu acreditaria!’ Se a Bíblia ensinasse que a soberania de Deus seleciona alguns pecadores para irem para o paraíso e Sua soberania elegeu o resto para o inferno, e que Ele escolheu apenas alguns para serem salvos e permite que o resto seja destruído, eu o creria, porque acredito que Deus é Deus e o homem não pode dizer a Deus o que é certo ou errado.

O fato é que cada vez que estudo o calvinismo, me convenço que ele simplesmente contradiz muitas Escrituras, pois é construído mais sobre a lógica e filosofia humanas que sobre o claro ensinamento da Palavra de Deus. O que quer que signifique a eleição divina (e esta é certamente uma doutrina importante e frequentemente ensinada na Palavra de Deus), não pode significar aquilo que o calvinismo conclui [pela sua lógica e raciocínio], pois aceitar tal posição requer que alguém coe [adote] mosquitos e engula [destrua] camelos. Os mosquitos são os argumentos e raciocínio extraescriturais dos calvinistas e os camelos são as Escrituras entendidas claramente por seu contexto.

Considere alguns mosquitos que os calvinistas coam [adotam].  Os calvinistas deduzem [lógica humana, sem provas bíblicas] que, se Deus é soberano, então os homens não podem ter vontade e não podem resistir a Ele. Os calvinistas deduzem [lógica humana, sem provas bíblicas] que, se o pecador está morto, então ele obviamente não pode responder ao evangelho; e, se ele não pode responder ao evangelho e se a própria fé é um dom soberanamente entregue (baseado na errada exegese de Ef. 2:8-9), então os eleitos devem nascer de novo antes de poder exercer a fé.

Os calvinistas deduzem [lógica humana, sem provas bíblicas] que, já que Deus opera todas as coisas pela Sua própria vontade, então se Ele realmente quisesse que todos os homens fossem salvos, Ele salvaria todos os homens.

Os calvinistas argumentam [lógica humana, sem provas bíblicas] que, já que Deus predestinou alguns à eterna salvação, então Ele deve ter predestinado outros à eterna danação. Em cada um desses casos, o calvinista aplica a lógica humana ao fato, ao invés de [citar] uma afirmação clara das Escrituras; e as Escrituras que ele usa para apoiar sua doutrina não diz tal coisa. Assim, ele coa [adota] mosquitos enquanto engole [destrói] centenas de afirmações claras das Escrituras que demolem sua doutrina.” (Em: <http://www.solascriptura-tt.org/&gt;. Acesso em 05 junho 2014)

http://www.cacp.org.br/os-camelos-engolidos-por-calvino/

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A Moça Que Quase Ninguém Amava

por Mark Johnson

Uma das muitas coisas maravilhosas sobre a Bíblia é quão cheia ela é de pessoas reais e de seus reais conflitos. Não é um livro estéril. Deus revestiu Sua verdade com uma película através das centenas de indivíduos sobre quem Ele nos fala.

Geralmente negligenciada é Lia, a esposa do patriarca Jacó, que viveu aproximadamente 4.000 anos atrás. Embora a cultura antiga de Gênesis 29-31 nos pareça estranha, a disfunção da família do marido de Lia soa como uma moderna novela de televisão. O relato da vida dela é fascinante, ressoando com a autenticidade da natureza humana e aproximando nossos corações através do poder do Espírito Santo.

Como Lia, você pode ter satisfeitos, em Deus, seus verdadeiros desejos, pois Ele é o Deus que ama você e que lhe deu Jesus, para ir à cruz e, assim, levar você ao Seu Pai.

Todos nós temos desejos, sonhos, esperanças, aspirações. Isto faz parte do ser humano. Lia certa vez foi uma menininha com toda uma vida pela frente, até que seu pai a fez casar-se com alguém que não a amava. Sua vida difícil se desdobra nas Escrituras, descrevendo seus quatro relacionamentos vitais: com seu pai, com seu marido, com sua irmã e com seu Deus.

O Pai Imprudente

Quando Deus chamou Abraão, Ele fez com Abraão uma aliança incondicional, prometendo abençoar o mundo inteiro por meio de seu filho Isaque e, mais tarde, por meio do filho de Isaque, Jacó. A bênção incluiria o Messias vindouro.

Abraão achou uma esposa (Rebeca) para Isaque de entre seus parentes da Mesopotâmia. Ela deu a Isaque dois filhos gêmeos quando Isaque já estava velho. O gêmeo que nasceu em segundo lugar, Jacó, conspirou com sua mãe, enganou seu pai, que estava cego e enfraquecido, e defraudou seu irmão Esaú, para receber a bênção da aliança. Jacó, então, fugiu de Esaú para ir viver com os parentes de sua mãe, a família de seu tio Labão.

Ora, Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Lia, e o da mais nova, Raquel. Lia tinha olhos meigos, mas Raquel era bonita e atraente” (Gn 29.16-17, NVI).

A palavra hebraica traduzida por “meigos” significa “fracos” e é de difícil interpretação. Algo sobre os olhos de Lia soava negativamente. Talvez ela enxergasse pouco ou fosse vesga. Ou, talvez, seus olhos fossem claros quando a maioria das pessoas tinha olhos escuros. Seja qual for o motivo, ela não era considerada atraente e cresceu à sombra de sua linda irmã mais nova, Raquel. Para piorar as coisas, Labão não foi sábio em guiar suas filhas e em evitar a comparação entre elas. Na verdade, seu comportamento ao arranjar o casamento delas foi de um pai que achava que a única maneira de arrumar um casamento para Lia seria enganando alguém e fazendo esse alguém se casar com ela.

Labão também não era sábio espiritualmente. Seus negócios com Jacó indicam que ele era um homem de negócios desonesto, que vivia para as coisas materiais. Quando Jacó finalmente foi embora, depois de servir a Labão durante 20 anos, ele disse para Lia e para Raquel: Seu pai “tem me feito de tolo, mudando o meu salário dez vezes. Contudo, Deus não permitiu que ele me prejudicasse” (Gn 31.7, NVI).

Labão valorizava as posses materiais e estava disposto a enganar as pessoas a fim de obtê-las. Além disso, ele era idólatra e não um crente em Yahweh, o Deus de Jacó (Gn 31.29 30). Portanto, Lia foi criada por um pai imprudente, materialista e idólatra.

O Marido Desafetuoso

Entra Jacó. Imediatamente apaixonado por Raquel, Jacó propôs-se a trabalhar sete anos em troca da mão dela em casamento. Esse era um preço exorbitante por uma noiva naquela cultura. Percebendo a vulnerabilidade do jovem rapaz, Labão deu-lhe uma resposta evasiva: “Será melhor dá-la a você do que a algum outro homem. Fique aqui comigo” (Gn 29.19, NVI). Depois de trabalhar sete anos, Jacó exigiu casar-se com Raquel. É preciso ter imaginação fértil para pensar em como Labão maquinou esse embuste. Imagine uma festa de casamento dos tempos da antigüidade, durando até tarde da noite, com bastante vinho, uma noiva com um véu grosso sobre o rosto e sem luzes elétricas no local. Jacó pensou que tivesse se casado com Raquel, “mas quando chegou a manhã, lá estava Lia” (v. 25). Dá para imaginar o choque. Quando Jacó confrontou Labão, dizendo: “Que foi que você me fez? Eu não trabalhei por Raquel? Por que você me enganou?” (v.25). A resposta de Labão deve ter penetrado como uma adaga no coração de Jacó: “Aqui não é costume entregar em casamento a filha mais nova antes da mais velha” (v.26). O Espírito Santo certamente usou essas palavras para confrontar Jacó sobre como seu pai devia ter se sentido, sendo enganado em sua cegueira por seu filho mais novo, que tomou o lugar do primogênito. O enganador havia sido enganado.

Labão então permitiu que Jacó se casasse com Raquel depois de esperar uma semana; porém, apenas com a promessa de que trabalharia para o sogro outros sete anos. Jacó concordou e a triste prática da poligamia mostrou seu feio rosto. Assim, o palco foi preparado para outra comparação devastadora na vida de Lia:“Jacó deitou-se também com Raquel, que era a sua preferida” (v.30).

A Irmã Infeliz

O desejo de Lia de ser amada por seu marido não foi satisfeito. Ironicamente, Jacó, quando em idade avançada, escolheu ser enterrado na sepultura da família, perto de Lia (Gn 49.31), em vez de escolher ser sepultado perto de Belém, onde Raquel estava enterrada. Talvez, ele finalmente tenha vindo a apreciar Lia.

Por meio de Lia, Deus rapidamente deu a Jacó quatro filhos, um após o outro: “Quando o Senhor viu que Lia era desprezada, concedeu-lhe filhos; Raquel, porém, era estéril” (Gn 29.31). Após alguns anos, Raquel estava frustrada e confrontou Jacó: “Dê-me filhos ou morrerei!” (Gn 30.1). A resposta de Jacó foi dura, mas expressou uma importante verdade teológica: “Por acaso estou no lugar de Deus, que a impediu de ter filhos?” (Gn 30.2). Deus é soberano e filhos são um presente vindo dEle. Quão irônico é que cada irmã possuía o que a outra queria. Lia tinha filhos, mas não tinha o amor de seu marido. Raquel tinha o amor de seu marido, mas não tinha filhos. Por meio disso tudo, Deus estava buscando a atenção de ambas as mulheres para atraí-las a si mesmo.

Os comentários de Lia quando deu o nome a seus três primeiros filhos mostraram uma mulher faminta pelo amor de seu marido. Ela deu o nome de Rúben (de “ver”) ao seu primogênito, dizendo: “O Senhor viu a minha infelicidade. Agora, certamente o meu marido me amará” (Gn 29.32). O nome de seu segundo filho foi Simeão (de “ouvir”). Lia lamentou:“Porque o Senhor ouviu que sou desprezada, deu-me também este. Pelo que o chamou Simeão” (Gn 29.33). Ao terceiro filho ela chamou Levi (de “apegar”). Como dói o coração ler sobre o lamento de Lia: “Agora, finalmente, meu marido se apegará a mim, porque já lhe dei três filhos” (Gn 29.34).

O Deus que ama

Alguma coisa mudou com a chegada do quarto filho. Deus fez um grande trabalho no coração de Lia: “Engravidou ainda outra vez e, quando deu à luz mais outro filho, disse: Desta vez louvarei aoSenhor. Assim deu-lhe o nome de Judá (de “louvor”)” (Gn 29.35).Foi como se Lia tivesse decidido: “Não deixarei que os homens, ou minhas difíceis circunstâncias, me impeçam de louvar a Deus e de desfrutar de Suas bênçãos!”. Lia aprendeu aquilo que Deus está tentando ensinar a nós todos: a verdadeira alegria da vida é encontrada no Senhor somente. O casamento pode ser bom e os filhos podem ser bênçãos, mas eles não são nossa fonte extrema de realização e significado. Deus é!

Deus realizou algo grandioso em Lia, mas também fez algo grandioso através dela. Quando tudo havia sido dito e feito, Ele fez dela a mãe de seis dos filhos de Jacó, de quem vieram as doze tribos de Israel. Ela se tornou conhecida por gerações como uma das duas mulheres que, “juntas formaram as tribos de Israel” (Rt 4.11).

Deus também fez de Lia uma dentre os ancestrais do Messias. Os leitores de Gênesis que conhecem todo o relato bíblico se alegram por ver o papel de Judá (“louvor”), filho de Lia, como o cabeça da tribo do rei (Gn 49.10), por meio de quem veio o rei Davi e, finalmente, o “Filho de Davi”, Jesus, o Messias. Deus tem prazer em usar “as coisas loucas do mundo (…) as coisas fracas do mundo (…) insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são”para realizar Suas grandes obras, “para que ninguém se vanglorie diante dele” (1Co 1.27-29, NVI).

O próprio Messias “não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos” (Is 53.2, NVI). Deus tomou uma mulher que não era amada, como Lia e, em Seu amor, fez dela a mãe da linhagem messiânica. Como Lia, você pode ter satisfeitos, em Deus, seus verdadeiros desejos, pois Ele é o Deus que ama você e que lhe deu Jesus, para ir à cruz e, assim, levar você ao Seu Pai. Entregue seus desejos a Deus e veja o que Ele fará em você e através de você. (Mark Johnson — Israel My Glory — Chamada.com.br)

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Uma nova chance

por José San Martín Camiña Neto

A Bíblia fala de vinho melhor no final de uma festa de casamento, da glória maior de uma segunda casa e até nos exorta a não ficar suspirando pelos bons momentos passados. “Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque não provém da sabedoria esta pergunta”, Eclesiastes 7:10. Não podemos negar o passado tanto quanto não precisamos viver nele enquanto a vida passa ligeiro. Para quem crê em Deus há sempre uma boa perspectiva. A expectativa de um depois, daqui a pouco, amanhã, próximo mês, novo ano melhores.

O Salvador deu a Sua vida para que os mortos em ofensas e pecados pudessem renascer

Há quem viva morrendo a cada dia em seus feitos passados. Histórias de um sucesso que não existe mais. Outros alimentam traumas, humilhações, desilusões, paixões despedaçadas, sonhos fracassados. Coisas velhas, iniquidades. Seu fardo já pesado abre espaço para os algozes imperdoáveis. Vão morrendo com a alma amargurada.

No passado da humanidade está a Queda, tragédia, pecado, errar o alvo, separação da glória de Deus. No passado está a morte, recompensa da desobediência à Vontade de Deus. No passado está a vergonha, a nudez, a sentença justa. Todos colocados em seu devido lugar: pó, caco, cinzas, sombras, vapor, flor da erva que se seca, conto ligeiro…

Mas, graças a Deus que no passado houve a promessa do Redentor!

O Salvador deu a Sua vida para que os mortos em ofensas e pecados pudessem renascer. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”, 2 Coríntios 5:17. O salvo experimenta permanentemente um progresso que se encerra na bênção eterna. “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar”, João 14:2 . “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe”, Apocalipse 21:1.

José San Martín Camiña Neto — Jornalista, ministro evangélico
Dedico a Deus o que escrevi
josesanmartin.jor@gmail.com

O Pecado Destruiu a Imagem de Deus

por Peter Malgo

Há uma história interessante envolvendo o famoso pintor Pablo Picasso. Depois de muito trabalho ele concluiu uma obra que mostrava de forma impressionante toda a crueldade da guerra. Um oficial do Exército entrou em seu ateliê e quando viu a pintura ficou parado, petrificado. Depois de alguns momentos fez a pergunta completamente supérflua a Picasso: “Você fez isso?” “Não”, respondeu Picasso, mirando o estranho com seu olhar penetrante, e completou: “Não – foi você quem fez isso!” É lógico que o oficial se referia à pintura e Picasso falava dos horrores da guerra.

O ser humano tenta apresentar-se aos outros da melhor forma possível, mostra uma fachada bonita e faz parecer que tudo está na mais perfeita ordem. Mas será que suportará o exame do olhar divino, que a tudo vê e prescruta os cantos mais escondidos do nosso coração?

Será que às vezes as pessoas não são como o oficial? Quando ficam profundamente consternadas com a miséria no mundo, questionam: “Por que Deus permite tudo isso?” “Onde estava Deus?” “Esse é um Deus de amor?” Mas quem se atreveria a contradizer a Deus se Ele respondesse: “Não, não fui eu quem estragou o mundo. Vocês fizeram isso!” Em Gênesis 1.26 lemos acerca da maravilhosa criação de Deus: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. “À nossa imagem e semelhança”. No versículo 27 Deus se põe em ação: “Criou, Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Esses dois primeiros seres humanos, homem e mulher, devem ter sido indescritivelmente belos. Não precisavam de produtos de beleza. E hoje? Não estou me referindo à aparência exterior, falo do interior. O ser humano tenta apresentar-se aos outros da melhor forma possível, mostra uma fachada bonita e faz parecer que tudo está na mais perfeita ordem. Mas será que suportará o exame do olhar divino, que a tudo vê e prescruta os cantos mais escondidos do nosso coração? Será que nossas correções e retoques terão qualquer valor diante da luz de Deus?

A história de Picasso aconteceu realmente e se encontra em muitos registros de sua vida e de sua obra. Ele havia feito da guerra e da destruição o tema de sua pintura. Deus, em Sua genialidade, criou algo incomparavelmente maravilhoso: o homem, uma imagem dEle mesmo e imaculadamente belo! Depois que Deus acabou Sua obra, entrou em cena a serpente, Satanás, o Inimigo. Com astúcia ele conseguiu convencer os homens a desobedecer às ordens claras de Deus. Com isso o homem, coroa da criação, ficou marcado pelas conseqüências do pecado e sua imagem divina ficou irreconhecível. Satanás tentara encobrir essa realidade prometendo: “sereis como Deus” (Gn 3.5). Mas a linda imagem que Deu pintara foi encoberta e desfigurada pelo pincel do pecado.

É interessante ver que muitas vezes Deus fala às pessoas através de imagens e simbolismos. Já no Antigo Testamento podemos encontrar muitas ilustrações proféticas e prefigurações do clímax do Plano de Salvação: a morte de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, no lugar do pecador. Se seguirmos as indicações e as setas que apontam para a cruz, veremos que Deus nos criou à Sua imagem. Perceberemos que caímos em pecado, mas também veremos que Deus, em Seu grande amor, não desistiu de ninguém. Ainda antes da fundação do mundo Ele planejou uma salvação maravilhosa para cada um de nós – por meio de Jesus Cristo!

O pecado destruiu a imagem de Deus no homem. Mas o alvo expresso de Deus é voltar a transformar o homem em Sua imagem (Rm 8.29). Ele faz isso por meio do Seu Filho: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.7). Somos transformados por Jesus de tal forma que, no final, seremos semelhantes a Ele (1 Jo 3.2).

Infelizmente é possível desfigurarmos a imagem de Deus em nós, por exemplo, através de um pecado de estimação, um erro que não queremos corrigir ou um defeito que negamos a consertar em nós. Assim estaremos nos comportando como Pilatos, que errou tanto em relação a Jesus! Por isso é bom que nos perguntemos hoje, de forma muito concreta: até que ponto Deus já conseguiu gravar Sua imagem em mim? Permitamos que Ele trabalhe em nós! Ele quer usar Seu corretor nas nossa imperfeições, encobrindo manchas e apagando pecados, para que a cada pincelada cheguemos mais perto da imagem que Ele quer ver em nós.

Peter Malgo — http://www.chamada.com.br/mensagens/pecado_imagem.html

Viver para agradá-lO

por José San Martín Camiña Neto

A Bíblia fala de vinho melhor no final de uma festa, em João 2. Fala da glória maior de um segundo templo. Que melhor é fim das coisas do que o começo (Eclesiastes 7:8). Que uma vez posta a mão no arado deve-se sempre em frente ir até o final (Lucas 9:62). Que é preciso perseverar até o fim para ser salvo (Mateus 24:13). Fala da transitoriedade-inutilidade do sistema mundano em oposição à indestrutibilidade-eternidade de todo aquele que vive para fazer a Vontade de Deus (1 João 2:17).

O salvo, renascido, transformado pelo Poder do Evangelho em nova criatura está “nas regiões celestiais em Cristo

Há sempre um dinamismo sobressaindo das páginas sagradas. Um progresso mais que incessante da alma em direção ao Alvo (Filipenses 3:14). Como a luz que se expande da hora mais escura até ser dia perfeito (Provérbios 4:18). Há uma certeza de que a fé está posta naquele que é poderoso para guardar o nosso tesouro até fim (2 Timóteo 1:12). A esperança é viva por estar colocada no Salvador que venceu a morte, 1 Pedro 1:3.

O salvo, renascido, transformado pelo Poder do Evangelho em nova criatura está “nas regiões celestiais em Cristo” (Efésios 2:6), acima de picuinhas e disputas egoístas. Desse ponto estratégico não pode ser enredado por embaraços que tão de perto rodeiam, ou incomodado por calúnias, ofensas e mesmo elogios traiçoeiros do tipo que Satanás usa para destruir a comunhão com Deus (Hebreus 12:1).

As melhores palavras para este elevado projeto de vida eterna não poderia ser outras, senão: Mais do que vencedores, em Cristo Jesus, nosso Senhor (Romanos 8:37).

José San Martín Camiña Neto — Jornalista, ministro evangélico
Dedico a Deus o que escrevi
josesanmartin.jor@gmail.com

ROQUEIRO SEM ASSUNTO – Max Cavalera fala de disco do Soulfly com tema religioso: ‘Bíblia é hardcore’

A banda Soulfly em foto de divulgação do álbum 'Enslaved' (Foto: Divulgação)

“As histórias combinam, porque são bem hardcore. O que você lê na Bíblia é pesado. Tem bastante sangue, destruição, morte.” (Soulfly (Foto: Divulgação)

Max Cavalera justifica com o lado violento do Antigo Testamento a união de metal e religião em “Archangel”, décimo disco do Soulfly. Ele divulga o álbum com shows no Brasil, onde cantará letras inspiradas no cristianismo e outras religiões (veja datas abaixo).

O G1 desafiou Max Cavalera em um quiz para diferenciar trechos da Bíblia e letras de heavy metal brasileiro. Assista ao vídeo acima.

Max também lembra histórias com Lemmy, Kurt Cobain e conta como sobreviveu ao “lado escuro” das drogas. 

Os shows do Soulfly no Brasil incluem uma homenagem a Lemmy, o falecido fundador do Motörhead. Max lembra tumultuados encontros com um dos músicos que mais influenciou sua carreira, desde o início no Sepultura.

“Conheci ele em um pub na Inglaterra, estava jogando. Fui pentelhar ele, estava meio bêbado, com coragem líquida. Ele pegou um uísque e jogou inteiro na minha cabeça. Eu achei a coisa mais legal do mundo. Falei com o pessoal da banda: ‘Fui batizado pelo Lemmy’. Fiquei uma semana sem lavar o cabelo”, conta.

Anos mais tarde, ele ainda tomaria bronca do veterano por jogar vinho nele em sessão de fotos e invadir quase pelado o palco do Motörhead. Mas foi assim, segundo Max, que ele ganhou o respeito de Lemmy: “Ele achou legal eu não ser um puxa-saco”.

Outra história de Max com um roqueiro gringo foi uma ligação que ele recebeu de Kurt Cobain. O caso foi revelado em janeiro no blog de sua esposa e empresária, Gloria. Quando veio ao Brasil em 1993, Kurt ligou para Max em busca de drogas.

“Ele ligou para minha casa em Phoenix e perguntou se eu podia arrumar heroína. Eu nunca curti heroína no Brasil. Nas baladas que eu saía rolava mais pó e maconha. Eu falei: ‘pó tem jeito, mas heroína eu não sei'”. A conversa acabou indo parar em filhos: Kurt estava com Frances recém-nascida e Max tinha em casa o bebê Zyon.

Max também não esconde suas histórias com drogas. “No livro [autobiografia de 2013], eu não pude nem falar o que fiz mesmo, porque eu ia ser preso se tivesse falado a verdade. Abusei do bagulho mesmo. Pegava três médicos diferentes, fazia as prescrições, falsificava nome. Zoava mesmo. Mas acho legal  ter ido ao lado escuro da vida e ter sobrevivido.”

Abstêmio há oito anos, ele diz que o maior problema era com comprimidos e álcool. “Desde pequeno eu já bebia, acho que era relacionado com a morte do meu pai, que eu nunca aceitei direito. Então eu enchia a cara para tentar me acostumar com a dor.” Max diz que está mais criativo hoje após abandonar a bebida.

20 anos de ‘Roots’
O músico vai fazer com o irmão Iggor em 2016 uma turnê de 20 anos do disco “Roots”, do Sepultura. Mas uma volta deles à banda está descartada por enquanto. “Pode até acontecer algum dia. Eu não diria que não vai acontecer. Eu acho difícil hoje. Mas não sei, cinco anos daqui para frente. Muita coisa muda, as ideias mudam”, diz o vocalista.

Outro projeto, este sem data, é um documentário sobre a carreira. “Seria legal, por exemplo voltar 20 anos depois à tribo dos Xavantes [que o Sepultura visitou para ‘Roots’]”.

Enquanto não reforma a antiga banda, Max começa a reformar os dentes. “Tem dente agora, porque a maioria quebrou com lance de microfone e todos os abusos de tudo o que eu fiz na vida inteira.” Ele tem planos de fazer próteses definitivas, mas sem pressa. “É caro. A não ser que eu vá para o México fazer, lá é mais barato”, diz.

Ele sabe que os dentes e a aparência são alvo de comentários na web. “Às vezes eu leio na internet, acho até engraçado. O pessoal fala: esse cara parece que não toma banho há dez anos. Eu tomei banho para vir ao seu programa hoje. Estou com perfume e tudo aqui”, brinca.

Meet & Greet gratuito com Max Cavalera
O vocalista vai encontrar fãs antes do show em São Paulo. Para participar, basta apresentar ingresso do show (válido para ingressos de qualquer setor e valor) na entrada da Audio Club no domingo (10) das 14h às 17h e retirar uma pulseira de acesso ao camarim.

1) Não serão permitidos itens para autografar
2) O meet & greet será organizado em grupos de 10 pessoas por vez
3) Não serão entregues pulseiras de acesso após os horários indicados previamente
5) Haverá um fotógrafo no local que irá disponibilizar as fotos em até 3 dias após o evento
6) Não será feito nenhum atendimento após o show do Soulfly
7) Válido apenas para o dia 10/04/2016 – apresentação em São Paulo
8) O ingresso é pessoal, intransferível e vale somente para 1 participante

Soulfly no Brasil:
Quinta-feira (7) – Rio de Janeiro – Circo Voador (ingressos)
Sexta-feira (8) – Fortaleza – Siara Hall (ingressos)
Sábado (9) – Ribeirão Preto (SP) – Studio Kaiser (ingressos)
Domingo (10) – São Paulo – Áudio Club (ingressos)

http://g1.globo.com/musica/noticia/2016/04/max-cavalera-fala-de-disco-do-soulfly-com-tema-religioso-biblia-e-hardcore.html

Igreja Romana exibe ‘túnica de Cristo’, que teria sido usada no caminho para a cruz

Para a Igreja Católica, Santa Túnica foi usada por Jesus a caminho da Cruz; alguns contestam

A túnica que teria sido usada por Jesus Cristo antes de ser crucificado foi recentemente restaurada na França e está sendo excepcionalmente exibida na basílica Saint-Denys de Argenteuil, nos arredores de Paris, atraindo milhares de visitantes. (Basilica de Saint Denys de Argenteuil Para a Igreja Católica, Santa Túnica foi usada por Jesus a caminho da Cruz; alguns contestam)

A peça de roupa é considerada pela Igreja Católica uma das maiores relíquias do cristianismo, ao lado do sudário de Oviedo e do lençol de Turim, que teria envolvido o corpo de Jesus no sepulcro.

A Santa Túnica, como é chamada a vestimenta que teria sido usada por Cristo no caminho para a cruz, pertence a França há 1,2 mil anos. A imperatriz Irene de Constantinopla (atual Istambul, na Turquia) teria oferecido, no início do século 9, a peça de presente ao rei francês Carlos Magno, que a doou ao clero de Argenteuil.

A Santa Túnica só é exibida ao público (cerimônia conhecida como “ostentação”) a cada 50 anos. Após ter sido mostrada em 1984, a próxima vez seria apenas em 2034. Mas, em razão do recente restauro da peça e das comemorações dos 150 anos da basílica de Argenteuil, a Igreja decidiu antecipar o evento.

Em tempos normais, ela é conservada enrolada como um relicário. Apenas um pequeno pedaço de tecido pode ser visto através de um vidro. A vestimenta é composta por mais de 20 fragmentos de tecido marrom. Em um restauro anterior, eles haviam sido costurados em um suporte de cetim claro que estava muito deteriorado. O restauro atual consistiu em retirar os fragmentos da peça original e recosturá-los sobre um tecido mais escuro e mais grosso.

“Constatamos que, com um fundo mais escuro, os buracos da roupa ficam menos visíveis. Dessa maneira, foi possível dar maior coerência, em termos visuais, à túnica”, afirma a restauradora de antiguidades Claire Beugnot, que já restaurou várias peças de tecidos para o museu do Louvre.

Autenticidade contestada
Como outras grandes relíquias do cristianismo, a Santa Túnica também tem sua autenticidade contestada por alguns. Segundo a Igreja, que se baseia em estudos científicos, a túnica pertencente à basílica de Argenteuil é a que foi usada por Jesus antes de ser crucificado.

Desde o século 19, inúmeros pesquisadores científicos analisaram a vestimenta. Foi demonstrado que o material (lã de carneiro), o método de coloração e o processo de tecelagem correspondem às práticas utilizadas na Palestina e na Síria no início da era cristã.

Análises também permitiram identificar a presença de sangue nas costas e nos ombros da túnica, nos locais onde Jesus teria apoiado a cruz para carregá-la. Um outro exame revelou que o sangue encontrado na vestimenta é do tipo AB, o mesmo presente no sudário de Oviedo e no lençol de Turim.

Mas um teste de Carbono 14, para determinar a idade de tecidos orgânicos, realizado em 2004, revelou que a túnica teria sido feita entre os anos de 530 e 640, ou seja, pelo menos cinco séculos depois da morte de Jesus.

Grande público
Autoridades religiosas afirmam que o teste de Carbono 14 nem sempre é preciso no caso de tecidos antigos. A Igreja relativiza a conclusão desse teste científico, alegando que o resultado pode ter sido alterado devido ao fato da túnica ter ficado enterrada durante muito tempo e ter, provavelmente, entrado em contato com materiais orgânicos em decomposição.

Segurança foi reforçada e visitantes só poderão ver a relíquia rapidamente

“Não existe uma etiqueta nas costas onde está escrito Jesus de Nazaré. Temos indícios de que não há contradições em relação a datações antigas”, afirma o reitor da basílica de Saint-Denys de Argenteuil, padre Guy Emmanuel Cariot. (Basilica de Saint Denys de Argenteuil Segurança foi reforçada e visitantes só poderão ver a relíquia rapidamente)

“Sabemos que a túnica foi usada por um homem e que há sangue na peça, do mesmo tipo das duas outras grandes relíquias têxteis da Paixão do Cristo”, diz o padre, se referindo ao santo sudário e ao lençol guardado na catedral de Turim.

Em sua longa e tumultuada história, a túnica, segundo eclesiásticos de Argenteuil, foi escondida em uma parede do monastério da cidade para protegê-la da invasão dos vikings e só foi descoberta durante obras na Idade Média no local.

Vários séculos depois, na Revolução Francesa, a roupa foi cortada em vários pedaços por um padre e enterrada, também na tentativa de evitar sua destruição total pelos revolucionários. Os fragmentos só foram localizados muitos anos depois e nem todos as partes foram encontradas, segundo representantes religiosos franceses.

Devido à ameaça terrorista na França, o número de policiais foi reforçado em Argenteuil, justamente a cidade onde foi preso, no final de março, Reda Kriket, suspeito, segundo o governo, de preparar um atentado “iminente” no país. Em sua casa, foram encontrados explosivos e armas.

A Santa Túnica ficará exposta até 10 de abril. A expectativa é que 150 mil pessoas visitem a basílica. Em razão desse grande público, só será possível passar rapidamente em frente à redoma de vidro onde a vestimenta é exibida.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2016-04-04/igreja-exibe-tunica-de-cristo-que-teria-sido-usada-no-caminho-para-a-cruz.html