Poço, água, rotina e enfado num existir vazio da mulher de João capítulo 4

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José San Martin Camiña Neto

 

Enquanto meditava sobre a vida enfadonha dessa mulher, cansada do ir-e-vir ao poço, cansada dos amantes, cansada da rotina, me lembrei de um vídeo muito interessante de um jovem influenciador da internet em que ele tenta nos convencer a mudar de hábitos. Cita a maioria das pessoas acordando todos os dias e fazendo as mesmas coisas, pegando a mesma condução para irem a empregos que odeiam. Vão vivendo e repetindo mecanicamente e coisa e tal…

Talvez seja uma mensagem do tipo “descobriu a América” ou “reinventou a roda”.

Talvez se essa mulher pudesse ler algo parecido no seu tempo seria impactada por tais ideias e sugestões.

Ao nascer todos temos uma missão, um desígnio divino, um plano elevado e maravilhoso exclusivamente para nós que só flui a partir da nossa impressão digital, das características únicas da nossa íris, do nosso jeito singular de falar, andar, olhar, perceber e interpretar o exterior

Talvez hoje muitos se identifiquem com tal mensagem e seguem frustrados incapazes de romper com aquilo que o jovem influenciador chama de vida sem sentido, ou vazia, ou desperdiçada.

Talvez alguém aqui nesta rede social esteja meditando e considerando coisas que faz repetitivamente há décadas.

Talvez hoje — quando este assunto encheu a minha mente no momento em que eu estava no engarrafamento após pegar as crianças na escola e sair do Grande templo — isso mexeu comigo ao ser levado à realidade de que este mês as contas não fecharam, porque alguém que tem de me pagar não pagou, alguém que poderia ajudar não ajudou e o motorista que está buzinando (porque eu fiquei atrás no meio do cruzamento no terrível engarrafamento) nada sabe sobre minhas lutas.

Mas um raio de luz perpassou minha mente e me levou a Salomão, sua grande decepção com a vida e a conclusão fatídica: Debaixo do Sol tudo é ilusão e correr atrás do vento. E no fim só sobra uma coisa: Temer a Deus e dar glória a Ele, porque fazer isto é o que dá um sentido para viver.

Depois ouço João: Tudo passa, mas aquele que faz a vontade de Deus tem um sentido para existir nesta esfera terrena e depois viverá eternamente.

Ouço Paulo: Para mim o viver é Cristo (isto me faz desejar continuar vivo) e o morrer é lucro!

Ouço João jogado para morrer em Patmos dizendo: Guarda o que tens — o fato de um dia ter ouvido, compreendido e aceitado o amor de Deus — que te encoraja nas lutas, que te anima nas frustrações, que não te deixa se entregar ao suicídio no maior apavoramento que algum dia se encontrar! Guarda isso para que ninguém te impeça de perseverar até o fim para receber a tua coroa!

Ao nascer todos temos uma missão, um desígnio divino, um plano elevado e maravilhoso exclusivamente para nós que só flui a partir da nossa impressão digital, das características únicas da nossa íris, do nosso jeito singular de falar, andar, olhar, perceber e interpretar o exterior.

A felicidade está em descobrir esse plano amoroso, esse Caminho, Verdade e Vida eternos contidos em Jesus, o nosso Salvador.

A mulher do poço, mestiça, discriminada, coisificada, usada e abusada descobriu e recebeu de todo o seu coração para sempre!

 

José San Martín Caminã Neto, jornalista, radialista, ensinador cristão leigo
Reproduza o conteúdo livremente creditando autor/blog

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