Dez leprosos

11 E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio da Samaria e da Galileia; 12 E, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe, 13 E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.

14 E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos.

15 E um deles, vendo que estava são, voltou, glorificando a Deu em alta voz; 16 E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano.

17 E, respondendo Jesus, disse; Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? 18 Não houve quem voltasse, para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? 19 E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.

Lucas 17:11/19

Introdução

Este acontecimento que acabamos de ler, da cura dos dez leprosos, deu-se já nos últimos dias da vida do Mestre.

Lucas diz-nos que Jesus caminhava para Jerusalém e atravessou a Galileia e a Samaria. Portanto ele caminhava para sul.

Esta informação, parece que não tem nada de especial. Jesus atravessou a Galileia.

Mas atravessar a Samaria, é que não era habitual nessa época. Devido ao tradicional ódio entre esses dois povos, geralmente os judeus só se aventuravam a atravessar a Samaria se formassem um grupo grande e bem organizado e armado. Se fosse um pequeno grupo como o de Jesus com os seus discípulos, seria muito perigoso passar pela Samaria.

Mas o nosso Mestre, não só atravessou a Samaria, como até entrou em aldeias de samaritanos.

Certamente que a fama de Jesus já era bem conhecida, e penso que nesta época, o Mestre já se começava a demarcar da mentalidade judaica que esperava um Messias judeu, para libertar os judeus, e estabelecer um grande império em que  os outros povos seriam subjugados, à semelhança dos antigos reis de Israel.

Jesus entra em aldeias de samaritanos, pois o Messias veio para todos os povos, não para os dominar pela força, mas para morrer por eles.

Diz o texto bíblico, na tradução da Ferreira de Almeida, que quando Jesus entrava em certa aldeia da Samaria, saíram-lhe ao encontro “dez homens leprosos”. Noutras traduções, como a Boa Nova, está a expressão “dez doentes com lepra”, na Jerusalém ou na TOB que é das melhores traduções em francês aparece a expressão “dez leprosos” e na velha tradução de Matos Soares aparece “dez homens com lepra”. Tentei investigar essa diferença pedindo ajuda a quem conhece as línguas originais e afinal, no grego havia uma palavra para designar o homem leproso, outra palavra diferente para a leprosa e ainda outra expressão que não definia propriamente se era homem ou mulher. Mas é a primeira palavra, que designa homens leprosos, que está nas cópias dos manuscritos.

Parece um pormenor um tanto estranho, pois na Samaria dessa época havia certamente mais mulheres do que homens, não só porque nasciam mais mulheres, como também porque os homens é que serviam na guerra e morriam mais cedo.

Não encontrei uma explicação para isto. Mas penso que o mais provável é que, além dos dez homens haveria também mulheres e crianças, que de acordo com essa cultura, não foram mencionadas. Aliás, isso acontece em muita outras passagens bíblicas, que referem tantos homens… não contando a mulheres e crianças… Assim, talvez o grupo fosse ainda maior que estes dez.

Também não sabemos quem eram estes homens. Temos somente esta informação. Dez homens leprosos…. Não há passagens paralelas, pois somente Lucas nos descreve este acontecimento. Este é o Evangelho mais pormenorizado, pois Lucas, preocupou-se em investigar e registar tudo o mais metodicamente e o mais pormenorizadamente que lhe foi possível.

Mas Lucas era médico. Ele sabia muito bem o que era a lepra. Para quê acrescentar mais pormenores ?

Que interesse teria dizer que, por exemplo,  um era um corajoso zelote, outro um intelectual saduceu, outro um consagrado fariseu. Isso eram coisas do passado. Lucas regista a realidade  quando se deu o encontro com Jesus.

Se havia no grupo algum rico saduceu, este deixara já a sua casa, para onde nunca mais iria voltar…

Se havia algum fariseu habituado a isolar-se dos impuros, já não havia motivo para isso, agora que ele próprio se tornara um leproso, de quem até os mais impuros se afastavam….

Há várias passagens no V.T. sobre a lepra, mas vou limitar-me a mencionar Números 5:1/3

1 E falou o Senhor a Moisés, dizendo: 2 Ordena aos filhos de Israel que lancem fora do arraial a todo o leproso, e a todo o que padece de fluxo, e a todos os imundos por causa de contacto com algum morto. 3 Desde o homem até à mulher os lançareis; fora do arraial os lançareis, para que não contaminem os seus arraiais, no meio dos quais eu habito.

Hoje em dia, graças a Deus, já é possível controlar o alastramento da lepra e em certos casos mesmo a sua cura, mas nessa época a medicina ainda não estava tão desenvolvida e a lepra não podia ser controlada. A única solução era isolar o doente de lepra, para que esta não contagiasse as outras pessoas e o doente, coitado, tinha de ir para lugares desérticos à espera da morte.

A única ajuda possível…. não era a dos seus familiares ou amigos mais íntimos. Muito menos seria a ajuda dos religiosos, que de acordo com a Lei de Moisés os mandavam escorraçar para irem morrer em lugares desérticos.

A única ajuda possível era a de outros leprosos como ele.

Segundo uma antiga descrição, as úlceras vinham gradualmente nas diferentes partes do corpo, o cabelo caía, as sobrancelhas desaparecem, as unhas amolecem e caem e mais tarde os dedos das mãos e dos pés apodrecem e caem, as gengivas contraem-se e os dentes desaparecem, os olhos, o nariz, a língua, pouco a pouco desaparecem. 

Diz ainda a mesma antiga descrição, que certo dia, ao entrar em Jerusalém pela porta de Jafa, viu um grupo de mendigos sem olhos, sem narizes, sem cabelos, erguendo braços sem mãos, emitindo sons inarticulados, saídos de gargantas desfeitas pelas úlceras…..

A descrição de Lucas está correcta. Eram dez homens na horrível situação de leprosos, com tudo que a palavra leprososignificava na cultura dos judeus.

Como os irmãos sabem, o leproso era escorraçado para fora dos lugares habitados. Não podia chegar ao pé de outras pessoas, e quando se aproximava tinha de parar ao longe e gritar “Imundo… Imundo…”

Penso que esta passagem pode ser examinada sob dois aspectos:

1) Aspecto doutrinário.

Vejamos em primeiro lugar o aspecto doutrinário.

Qual foi a reacção de Jesus?

Temos aqui no versículo 14: E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes….

Certamente que muitos teólogos fundamentalistas ferrenhos, serão capazes de dizer: Estão a ver ?!!!  Jesus aponta para a Lei do Antigo Testamento, pois a Lei é eterna e imutável… Jesus não veio destruir Lei… Ai de quem não cumprir a lei do dízimo, do sábado e outras que estão, e sempre estarão em vigor.  

Que podemos pensar desta afirmação do Mestre?

Realmente, parece que o Mestre apoia a Velha Lei.

Mas o que determinava a Lei de Moisés para estes casos?

Podemos ler em Levítico 13:4/6

4 Mas, se a empola na pele da sua carne for branca, e não parecer mais profundado do que a pele, e o pêlo não se tornou branco, então o sacerdote encerrará o que tem a praga por sete dias; 5 E ao sétimo dia, o sacerdote o examinará; e eis que, se a praga, ao seu parecer, parou e a praga na pele se não estendeu, então o sacerdote o encerrará por outros sete dias; 6 E o sacerdote, ao sétimo dia, o examinará outra vez; e eis que, se a praga se recolheu, e a praga na pele se não estendeu, então o sacerdote o declarará por limpo; apostema é; e lavará os seus vestidos, e será limpo.

Então, quantos dias é que eles teriam de lá ficar em observação, antes do milagre de Jesus ser confirmado pelo sacerdote? Seria pelo menos duas semanas.

Parece que de início, todos eles obedeceram, possivelmente com pouca convicção. Mas depois sentem-se curados e é nessa altura que se lhes coloca a grande decisão. Que fazer nessa altura?!!

Cumprir todos os preceitos da Velha Lei, que os iria manter ocupados durante essas duas semanas, para depois oferecer sacrifícios de aves a quem não os pudera curar? Ou esquecer a velha Lei e voltar para dar glória ao Mestre?

Afinal, o samaritano parece que foi o único que transgrediu os preceitos da Velha Lei, que os outros, tudo nos indica que foram cumprir escrupulosamente.

Parece que estamos perante duas atitudes possíveis do crente. Ou o caminho da Lei, ou o da liberdade que Jesus nos oferece… Liberdade até para ultrapassar a Velha Lei, em obediência a outros valores muito superiores.

Nada conseguiu impedir que o samaritano voltasse para Jesus, louvando a Deus em alta voz.

E qual foi a atitude do Mestre, perante esse leproso que não cumpriu os preceitos da sua purificação e que em vez de parar ao longe para gritar: Imundo… imundo, se aproximou, dando glória ao verdadeiro Deus, ao Pai revelado por Jesus?

Penso que Jesus apoiou a atitude do samaritano, que afinal, foi o único que não cumprindo a Lei de Moisés, seguiu uma outra Lei.

Mas que Lei é essa ? Podem certamente perguntar. Onde está escrita essa nova Lei?

Penso que temos a resposta, até mesmo no Antigo Testamento, em Jeremias 31:33 Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

Tinha chegado o momento de Deus cumprir a sua promessa e de se tornar conhecido a todo o povo e a todos os povos… incluindo os samaritanos. As antigas expressões “Casa de Israel” e “Povo do Senhor” teriam de ser interpretadas no novo contexto neotestamentário.

2) Aspecto humano

Mas, penso que não podemos ficar por estas considerações teológicas, um tanto teóricas e indiferentes à realidade vivida pelos leprosos.

Já mencionamos o horror que era a vida dos leprosos, mas gostaria de alertar os prezados irmão para um outro pormenor, porque há um aspecto positivo no meio de todo este horror.

Vemos aqui um autêntico milagre. Pois aquilo que a religião não conseguiu fazer, afinal a lepra conseguiu.

É que os leprosos, apesar de afastados de seus familiares e amigos, apesar de divididos pela sua raça, divididos pela sua genealogia, divididos pela própria teologia, eles eram muito unidos entre si.

Talvez pudéssemos dizer que estavam unidos pela desgraça. Aqueles que viviam separados por pertencerem a seitas diferentes e que anteriormente até se odiavam, constituíam agora uma nova família. Tinham de se ajudar mutuamente.

Principalmente quando a doença se agravava e as mãos se desfaziam, mais dependentes ficavam dessa interajuda. Para onde quer que fosse algum deles, todos os outros o acompanhavam. Eram muito unidos, porque não tinham outros amigos, não tinham outra família. Eles eram escorraçados por todos os puros. Só outro leproso, só outro imundo os poderia ajudar.

Sabemos, por esta descrição de Lucas,  que um dos leprosos até era samaritano !!!. …

Como sabemos, entre judeus e samaritanos havia um ódio que já vinha de várias gerações. Todos os dias, ao por do sol, os judeus mais piedosos voltavam-se na direcção de Samaria para amaldiçoar os samaritanos. Mas parece que tudo isso foi esquecido pela triste realidade do presente. É que já não havia mais judeus nem samaritanos. Eram todos leprosos.

Diz aqui que eles pararam a certa distância o que era habitual, e era obrigatório pela Velha Lei, pois tratava-se de leprosos, mas em vez de gritarem “Imundo… imundo”, a sua exclamação foi outra. Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. Podemos dizer que isto foi a oração dos leprosos.

Eles eram judeus, e tinham uma antiga tradição litúrgica. Essa era uma das diferenças entre o povo de Israel e os outros povos. Enquanto os outros povos davam mais ênfase aos sacrifícios, por vezes até sacrifícios humanos e não há muita informação sobre as suas orações, sabemos que os judeus oravam ao nascer do sol e ao por do sol, antes e depois das refeições mas estava quase tudo normalizado. Eram mais rezas do que orações, embora muitas dessas orações tivessem chegado aos nossos dias através dos Salmos.

Os leprosos, como judeus que eram, deviam saber de cor muitos dos Salmos que temos nas nossas bíblias, mas nessa altura, quando viram a Jesus, parece que nada disso servia para expressar os seus pensamentos.

Eu sinto que não sou a pessoa indicada para falar nisto. Mas, perguntem a quem já esteve muito doente no hospital, quando é que orou com mais convicção, se foi num culto na igreja ou se foi quando esteve sozinho na cama do hospital, quando sentiu as forças a faltar e não sabia quando é que iria à presença do Senhor.

Quando o homem descobre sua doença física ou espiritual, quando sente a sua fraqueza, não necessita que ninguém o venha ensinar a orar.  Apesar de serem judeus e de tantas vezes terem recitado os Salmos, eles nunca tinham orado assim. Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.

Vale a pena meditar na resposta de Jesus.

Às vezes o Senhor responde sim, outras vezes é não, e outras vezes manda esperar. Mas, parece que desta vez temos ainda outra resposta possível.

O Senhor manda-os ao sacerdote, que nessa cultura correspondia mais ou menos ao nosso médico delegado de saúde. Eram os levitas que exerciam essas funções, de zelar pela saúde pública.

Podemos imaginar o que devem ter pensado alguns dos leprosos. Talvez inicialmente tivessem ficado desiludidos, e nessa altura Satanás deve ter insinuado as maiores dúvidas. Para que é que vocês vão ao sacerdote, se ainda estão doentes?…  É para serem mais uma vez escorraçados pelos sacerdotes?… Isso não vai dar resultado… Afinal, esse Jesus é como os outros. Não orou nem receitou nenhum medicamento ou lavagem ritual…. Mandar ao sacerdote é uma maneira de nos afastar…

Mas, apesar de tudo, eles foram aos sacerdotes.

Diz aqui …. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos.

Muitas vezes o Senhor actua com colaboração humana. Só depois deles iniciarem o caminho para o sacerdote, só depois dessa prova de fé e de obediência, mesmo que a fé fosse fraca… é que se manifesta o poder do Senhor.

Mas vejamos o que aconteceu depois que os dez leprosos foram curados. É que esta é a parte mais estranha.

Eu bem gostaria de saber desenvolver este pormenor, e de apresentar uma boa exortação sobre o assunto… Mas afinal, é melhor dizer que não consigo compreender o que se passou em seguida e queria compartilhar com os irmãos a minha admiração e a minha desilusão.

A descrição de Lucas conta o caso estranho de um dos leprosos voltar sozinho. Não era natural. Os leprosos andavam sempre juntos até à morte. Que se terá passado?

Depois do Senhor os curar, quando seria de esperar que eles manifestassem a sua fé, dessem glória a Deus e fossem mais unidos do que nunca. Parece…… que a união entre eles desapareceu, porque já não havia mais os dez leprosos. Em seu lugar estava o aguerrido zelote Senhor A, o intelectual saduceu Senhor B ou o consagrado fariseu Senhor C….

Talvez depois desta experiência, o zelote se tenha tornado o mais valente entre os da sua seita. Talvez o saduceu se tenha tornado o mais estudioso entre todos os intelectuais saduceus e o fariseu o mais religioso e o mais consagrado entre todos os fariseus. Eles voltaram para os seus, e talvez tenham agradecido a Deus de acordo com as suas tradições.

Mas será que me devo admirar com esta passagem? Afinal, não é isto que se passa mais ou menos, nas enfermarias dos nossos hospitais?

A amizade e solidariedade que se cria entre doentes do mesmo quarto, também desaparece quando são curados, quando têm alta do hospital, quando voltam para os seus e normalmente nunca mais sabem uns dos outros nem se lembram dos médicos e dos enfermeiros que os trataram.

Não é isto que se passa com muitas igrejas, que inicialmente são pequenos grupos de crentes, por vezes sem pastor e sem um edifício apropriado, mas em que há amor e união e que mais tarde, quando conseguem construir o seu templo e arranjar um Pastor, quando tudo parece que está bem é que surgem os problemas e divisões entre os crentes?

Mas houve um leproso que voltou…. e Jesus perguntou: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?

Vemos também, como a gratidão é rara.  Mas, não é isso que se passa connosco? Dos dez leprosos só voltou um…. Um para dez, ou somente dez por cento se preocupa em agradecer.

Se nos lembrarmos das nossas orações… o que é que predomina nas nossas orações? São os pedidos ou é o louvor e o agradecimento pelo que temos ?

Lucas não nos diz, porque é que só o samaritano é que voltou. O que terá acontecido quando se sentiram já curados?

Será que nessa altura ele foi afastado do grupo por ter voltado o antigo ódio entre judeus e samaritanos ?

É natural que a primeira reacção dos leprosos fosse a de procurar as suas famílias e amigos para dizer: Alegrem-se porque voltei e estou curado.

O samaritano também tinha certamente a sua família, mas ele deu prioridade a uma outra família. Procurou em primeiro lugar o Messias que o tinha curado.

Conclusão

Vamos terminar, deixando este exemplo para nossa meditação.

A unidade dos membros duma igreja depende disto afinal. Pois também entre nós, quanto mais importantes formos, mais desunida e mais fraca será a Igreja do Senhor.

Sempre tive medo dos crentes importantes. Quando no nosso íntimo nos sentimos importantes, ou por termos mais estudos, ou por termos contribuído mais para a igreja, ou por sermos os crentes mais antigos…. É sinal de que a igreja está doente. É sinal de que nos esquecemos do que somos na realidade e que na Igreja só há Um que é importante.

Os leprosos não tinham culpa de terem sido atacados pela lepra, mas nós somos culpados do nosso pecado. Dentro de cada um o homem velho, como diz Paulo ainda não está dominado.

É verdade que a igreja (edifício) não é um lugar especial, um lugar diferente como acontecia no Velho Testamento, não é o Templo do Velho Testamento com o seu lugar santo. O nosso Deus não está limitado ao templo.

Mas, se em vez de entrarmos nas nossas igrejas como membros de pleno direito, como pastores, presbíteros ou diáconos, como directores disto e daquilo… se tivéssemos de parar ao longe, antes de entrar na casa do Senhor e gritar… não digo: imundo…imundo… mas bem pior do que isso, se tivéssemos de gritar: pecador… pecador… Senhor, tende piedade de nós.

Se tivéssemos de aguardar que o Senhor nos convidasse a entrar, se sentíssemos que estamos na casa do Senhor não por mérito próprio mas só pela misericórdia do Senhor, se víssemos em cada irmão, outro leproso, outro pecador como nós que necessita da nossa ajuda e que só nós podemos ajudar.

Então a Igreja poderia ser mais unida, eficiente e poderosa, se nos lembrarmos daquilo que somos.

É só pela misericórdia do Senhor que Ele nos recebe e nos transforma para seu serviço.

Camilo – Marinha Grande 2004

Veja também estudos sobre outros personagens bíblicos em Diversos assuntos bíblicos

Estudos bíblicos sem fronteiras teológicas

 

http://www.estudos-biblicos.net/dezleprosos.html

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Testemunhas de Jeová precisam cumprir leis de privacidade em pregação de porta em porta, diz tribunal europeu

Membro das Testemunhas de Jeová lê a Bíblia durante reunião em Bordeaux, na França

Testemunhas de Jeová precisarão obter a permissão das pessoas antes de coletar seus dados pessoais durante pregações de porta em porta, de forma a cumprir as leis de privacidade da União Europeia, decidiu o principal tribunal europeu nesta terça-feira. (Membro das Testemunhas de Jeová lê a Bíblia durante reunião em Bordeaux, na França 31/07/2009 REUTERS/Regis Duvignau)

O caso foi aberto depois que a Finlândia proibiu, em 2013, testemunhas de Jeová de coletarem dados pessoais durante visitas de porta em porta.

A denominação cristã fundada nos Estados Unidos, que diz ter mais de 8 milhões de seguidores no mundo, recorreu da decisão, dizendo que sua pregação deve ser considerada uma atividade religiosa pessoal e, portanto, as anotações feitas durante as visitas também seriam pessoais.

Em seguida, um tribunal finlandês pediu orientação do Tribunal Europeu de Justiça, em Luxemburgo, que disse nesta terça-feira que essa atividade religiosa não é coberta pelas exceções concedidas a atividades pessoais.

“Uma comunidade religiosa, como as Testemunhas de Jeová, é uma controladora, junto com seus membros que participam da pregação, para o processamento de dados pessoais conduzidos pelo último no contexto da pregação de porta em porta”, disseram os juizes.

“O processamento de dados pessoais conduzido no contexto de tal atividade precisa respeitar as regras da lei da União Europeia para a proteção de dados pessoais”.

De acordo com regras de proteção de dados da UE, um controlador determina como e por que os dados pessoais são processados.

As Testemunhas de Jeová divergem do cristianismo tradicional em diversas crenças, como a rejeição da doutrina da Trindade e a oposição à transfusão de sangue e ao recrutamento militar. (Por Foo Yun Chee BRUXELAS (Reuters) (Reportagem adicional Robert-Jan Bartunek)

https://br.noticias.yahoo.com/testemunhas-jeová-precisam-cumprir-leis-privacidade-em-pregação-142434479.html

Comprados por bom preço

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Pr. Timofei Diacov

 

Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Cor 6:20).

A palavra comprar, primeiramente o comprador precisa ter discernimento, para assim não empregar o seu capital na aquisição do produto que pretende comprar. Nenhum de nós que vai ao mercado, vai gastar o seu dinheiro logo à primeira vista; ele vai parar e ver se vale à pena comprar aquilo que o atraiu pelos olhos. Deus é o grande negociante que procura pérolas de grande preço. O Senhor Jesus é esse grande negociante que sabe o que quer. Ele contou outra parábola dizendo que o reino dos céus é semelhante a um homem que encontrou um tesouro escondido; e cheio de alegria foi ao dono do campo e comprou aquela propriedade; e assim conseguiu o que pretendia. O importante desta mensagem é o próprio homem saber que o seu próprio valor é ignorado, e que deve conhecer os dois lados de sua vida: o bom e o ruim. O ruim é, o estado em que ele se encontra: perdido, pecador, sem Deus, sem saber que isto não é uma fantasia, mas uma terrível verdade. E o lado bom é a parte espiritual, aquela que Deus criou, conforme a Sua imagem e semelhança.

Porém, porque o homem ignora tanto uma como a outra parte, se torna necessário conhecê-las: a parte ruim e a parte boa. O homem não sabe o seu próprio valor, por isso o inimigo se aproveita de sua ignorância, mostrando-lhe a parte ruim, fazendo com que ele acredite que a vida é assim mesma, não necessita de qualquer mudança. Porém, o texto nos ensina que o negociante, buscava pérolas de grande preço e, buscando encontrou uma de grande valor. Os olhos do negociante viram aquilo que era de valor eterno. A quem se refere Jesus?  Os seus olhos perscrutando viram o homem que Ele havia criado. Deixou a Sua glória, Sua Pátria, e veio a este mundo comprar essa pérola de grande valor. Entretanto, os olhos do próprio homem, não tiveram essa capacidade, o de discernir o que é bom, espiritual e eterno; por isso ele cada dia mais se distancia de Deus, achando que deve aproveitar a vida enquanto está na terra. Satanás foi até o Éden, com o objetivo de enganar o casal que Deus tinha criado, dizendo-lhe que Deus, seu Criador, o havia enganado e, que essa estória era uma farsa; entretanto que se do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, comessem, seriam iguais a Deus, conhecendo o bem e o mal. E o homem deixou de crer em Deus para crer no inimigo.

E assim, passou a ignorar o seu próprio valor, porém Jesus pagou um alto preço para comprar a você e a mim. Ele nos dá a vida eterna. Você quer aceitá-la? Faça-o agora mesmo. Reconheça o seu valor.

Pr. Timofei Diacov
Colaborador do Portal ADIBERJ – Associação dos Diáconos Batistas do Estado do Rio de Janeiro

Como vencer Espíritos malignos e teologia morta

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Harold Hill

Que é que você tem feito com a palavra de seu testemunho?

Um irmão da nossa igreja em Baltimore é um vendedor que distribui milhares de folhetos com mensagens bíblicas todas as semanas enquanto faz seu negócio. Certo dia o Senhor levou-o a colocar na mesa de sua chefe um folheto contendo seu próprio testemunho. Na manhã seguinte ela o chamou.

Algo deve estar errado hoje”, explicou em tom de desculpas. “Isto nunca aconteceu antes; mas, por alguma razão, não conseguimos fazer contato com os espíritos. A outra dimensão não pode baixar, por algum motivo

“Aquele panfleto que você colocou na minha mesa ontem” — disse ela —, “li-o a noite passada e fiquei interessada na menção que você fez a algo chamado Espírito Santo. Conheço muito a respeito de espíritos, porque dirijo sessões espíritas em minha casa todas as terças-feiras à noite, mas nunca ouvi coisa alguma sobre este Espírito Santo. Como é que eu poderia saber sobre ele?”.

“Bem”, disse-lhe Larry, “eu poderia conseguir alguém para ir à sua casa falar ao seu grupo sobre o Espírito Santo. Que tal?”.

“Ótimo”, concordou ela. E a data foi marcada. Larry deu a mim a tarefa.

Quando cheguei à casa quase podia sentir o poder de Satanás espiando-me pelas janelas. Sua presença era como um denso manto negro sobre a sala no porão aonde fui conduzido para o encontro.

No início da reunião, tive a oportunidade de testemunhar por alguns minutos para doze senhoras judias sentadas em círculo. Estavam todas profundamente envolvidas com o oculto, e eu podia dizer isso, só de olhar-lhes nos olhos, com o dom de discernimento de espíritos. O diabo espiava-me com ódio, através dos olhos de cada pessoa. Ele reconhecera a chegada de um filho do Rei e sabia que teria problemas.

Sem contato

Às nove horas a dona da casa me disse: “Esta é a hora em que deixamos tudo e ficamos em silêncio para fazer contato com nossos amigos”.

Eu sabia que os amigos a quem ela se referia eram espíritos, pois eu já estivera envolvido com tais coisas, certa vez.

“Algo deve estar errado hoje”, explicou em tom de desculpas. “Isto nunca aconteceu antes; mas, por alguma razão, não conseguimos fazer contato com os espíritos. A outra dimensão não pode baixar, por algum motivo”. Elas não imaginavam que a presença de um filho de Deus expulsava as trevas.

Depois do silêncio no qual elas haviam esperado em vão que algo acontecesse, fui convidado a continuar meu testemunho.

Olhei diretamente para a dona da casa e fiz-lhe a pergunta que o Senhor me pusera na mente:

“Já imaginou de onde vem esse terrível vazio, esta enorme lacuna que existe dentro da senhora?”

A pergunta teria de vir do Espírito Santo. Certo era que não se originara em minha mente, porque essa senhora não parecia, de forma alguma, vazia. Ela era uma mulher de negócios muito bem-sucedida, aparentemente feliz — uma viúva que valia milhões.

“Meu terrível vazio? Mas como o senhor descobriu? Tentei mantê-lo escondido”. Ela batia no canto dos olhos com um aprimorado lenço rendado, cuja única finalidade tinha sido, até ali, decorativa.

“Esse vazio estava me pondo louca”, continuou ela. “Tentei pílulas, alcoolismo, tentei o espiritismo — já tentei de tudo”.

Notei que umas duas senhoras estavam acenando com a cabeça como se dissessem que aquela era sua história também.

“A senhora gostaria de ter esse vazio preenchido? Gostaria de ter a presença de Deus e paz em lugar dessa horrível lacuna?”, indaguei.

“Oh, sim!”, exclamou ela. “Mas será isso possível para mim? Sou judia ortodoxa, fui criada na religião judaica, e esse Jesus de quem o senhor fala, aprendi a culpá-lo por todos os meus problemas, mas não buscar nele as soluções”.

“Senhor”, orei em silêncio, “que fazer agora?”

Salvas do engano

Antes que pudesse mover-me, uma das outras senhoras falou.

“Mas você não ouviu o que o homem disse, Ester? Jesus não é uma religião; então não pode entrar em conflito com sua educação judaica. Ele é uma pessoa, e é a solução do problema”.

“É tão simples assim?”, respondeu-me Ester, com a voz cheia de esperança.

“Acho que sim”, ouvi-me dizendo.

“Então é o que eu quero”, exclamou Ester. Quero a fonte de poder no lugar deste imenso vazio. Que é que eu preciso fazer para consegui-lo?”

Eu estava pensando que algo complicado teria de acontecer; que eu precisaria me utilizar de João 3.16, Romanos 10.9, e do todos os outros passos estabelecidos para a salvação. Imaginei que ninguém poderia ser salvo sem os mesmos, contudo, Jesus parecia dizer-me:

Oh, não! Vou cuidar deste caso de forma diferente!

Sim, eu bem podia ver isso. Os textos comuns do Novo Testamento teriam afastado as senhoras judias, mas meu testemunho as havia aproximado. O texto bíblico que Jesus colocou na minha mente naquele dia não foi para ser citado, apenas para que eu confiasse nEle. Dizia o seguinte:

Estes, pois, o venceram — o próprio Satanás — por causa do sangue do Cordeiro — o sangue derramado por Jesus que está pronto a tirar qualquer corpo da morte — e por causa da palavra do testemunho que deram”, Apocalipse 12.11.

Eu quase não conseguia falar. O que Ester perguntou poderia ser traduzido como:

“Que é que eu preciso fazer para ser salva?”. O Espírito Santo havia subjugado sessenta anos de preconceito religioso.

Levei uma cadeira para o meio do círculo. Ester sentou-se ali, impus as minhas mãos sobre ela, e Jesus salvou-a e batizou-a com o Espírito naquele momento. Suas mãos se elevaram e ela exclamou:

“Oh-h-h, Jesus! Obrigada, Jesus! Louvado seja, Jesus!”

Para alguém que tinha aprendido a culpar Jesus, ao invés de amá-lO e adorá-lO, era uma volta e tanto!

“Quem será a próxima?”, perguntei.

Você acredita que todas saltaram e ficaram em fila para se sentarem na cadeira de oração?

Eu não fizera nada para convencê-las a não ser uma exígua palavra de testemunho. Disse apenas o que acontecia comigo. Foi tudo. Deus fez o resto, tudo sozinho.

Existe alguma coisa difícil demais para Deus? Ele diz que não. E, se há, eu ainda não encontrei.

Algumas das senhoras passaram a freqüentar a igreja local. Voltei ao encontro dezenas de vezes, não para sentar e esperar enquanto elas tentavam fazer contato com espíritos, mas para dirigir um estudo bíblico a fim de que elas pudessem aprender a viver como filhas do Rei.

Que é que você tem feito com a palavra de seu testemunho? Está ela mofando numa gaveta ou entalada em sua garganta? Você está muito acanhado, muito assustado, muito constrangido, muito cheio de orgulho para tomá-la e deixar que Deus a use para derrotar o inimigo e ganhar alguém para o Seu reino? A pessoa que trabalha ao seu lado conhece Jesus? Você se importa o suficiente para descobrir?

 

Harold Hill, saudoso industrial e escritor pentecostal norte-americano – adaptado do livro Como ser vencedor – Ed. Vida

Graça para ser vivida

Campo iluminado para quem superou a depressão

Jossy Soares

 

Outro dia alguém me disse: “fulano é uma pessoa sem graça”. Sem querer me peguei refletindo tão grave afirmação. Uma pessoa sem graça, sem dúvida, é a própria estagnação e esvaziamento de esperanças. Olhos sem brilho e dia sem sol. Com diz São Pedro, fonte sem águas, nuvens levadas pelo vento (2. Pedro 2.17). Por mais que alguém tenha sentimento de compaixão por si mesmo em suas angustias, há uma graça mínima que o mantém vivo.

O pastor Paulo Cezar do Grupo Logos retrata numa de suas canções o cuidado cotidiano de Deus para conosco quando diz “acordar bem cedo e vir o dia a nascer e o mato molhado anunciando o cuidado”. Esse cuidado de Deus em mandar o orvalho diário para regar o vegetal que nos alimenta é uma manifestação espetacular da Graça de Deus. Ele poderia muito bem não se ocupar com esse detalhe, mas sua Maravilhosa Graça nos mostra que cada detalhe de nossa vida é importante para Ele.

É claro que o Calvário reflete a maior manifestação de graça jamais vista em todos os tempos, é o cumprimento de que um menino nos nasceu (Isaías 9.6), é a exteriorização de que um Filho se nos deu. Deus deu. Deu de graça, nada pediu em troca. Nos amou de tal maneira, foi uma graça tão grande que Ele deu o seu melhor. Mas como diz Charles Colson, o Evangelho vai muito além de João 3.16, além das nossas devoções pessoais, além das atividades na igreja. É algo pra ser vivido. Se nós cristãos não vivermos essa graça, ninguém mais vive.

Vivendo em não-Graça

Como vivemos essa graça? Não falo aqui da teologização do tema, mas de aspectos práticos. Por exemplo, num de nossos cultos de Segunda-feira, o templo estava superlotado aí uma visitante viu um lugar vazio e sentou. Minutos depois chega uma irmã e diz “pode levantar daí que esse lugar é meu”. Notei que havia muito fervor naquela irmã, mas pouca graça. O mesmo se diga quando no bairro onde moramos nos furtamos de ajudar a comunidade a resolver um problema em comum. Nosso atitude voluntária é o exercício da graça prática que pode criar espaços para comunicar uma graça maior ao não-cristão. Essa graça se espelha numa atitude amor para com os inimigos.

Um dos testes para saber se vivemos a graça é saber viver em unidade na diversidade. Muitos cristãos nominalmente nascidos de novo, têm dificuldade de conviver com quem tem um ponto de vista diferente do seu. A intolerância com os irmãos é inversamente proporcional à graça prática. Devemos irradiar graça para alguém ainda que este sirva a Deus de maneira diferente da nossa, pois a ótica de Deus é acima da nossa miopia.

Temos a tendência de valorizar os defeitos daquelas pessoas achamos ser sem graça. Criamos cercas e mecanismo de afastamento a ponto de não comungarmos as mesmas amizades e os mesmo lugares e sabores. De repente até achamos que o nosso “Deus não é o mesmo do irmão sem graça”. Ignoramos nesse momento o conceito de Corpo. As nossas convicções acrescida da pouca graça que carregamos nos faz ignorar que Jesus também morreu pelo nosso “irmão sem graça”. Ao invés de valorizar os defeitos, Deus os minimiza. Davi foi preciso quando diz o Senhor não nos tratou segundo as nossas iniquidades (Salmo 103.10), ou seja ele no deu graça, apesar de nossos erros, de nossa chatice, de nossos gostos tão diferentes.

Promovendo Graça de Deus

Devemos ter a bondade de prontidão. Dispostos sempre a ajudar, tendo em nós a benignidade para encarar à todos sem discriminação. O verdadeiro amor não suspeita mal. Um coração alcançado pela Graça Salvadora deve mostrar sua vida nova vivendo a graça em seus aspectos práticos. Benignidade é o inverso da malícia. É a capacidade de viver intensamente querendo e praticando o bem. É a indisposição para a malícia, para a inveja e para a maledicência. É o coração aberto para aceitar os mais fracos.

Os filhos de Zebedeu queriam queimar uma aldeia de samaritanos porque não quiseram recebê-los. Jesus, porém, foi absolutamente contrário a essa idéia. Lembro de um irmão que ao ser demitido de uma empresa amaldiçoou a mesma diante de sua portaria numa atitude sem graça. Conheci outro que disse: toma cuidado comigo, sou “servo de Deus”. Ora o verdadeiro servo não inspira ameaças. A graça nos faz dar pão ao soldado do outro exército.

Não somos grandes servos de Deus, somos servos de um grande Deus. Nesses tempos de marketing pessoal onde a autopromoção está em alta, a humildade pregada pelo Cristianismo parece estar fora de moda. Atitudes soberbas promovem o “eu” no lugar no “nós”, promovem a carne no lugar de Cristo. Esse problema acometia aos filipenses, aí São Paulo disse para cada um considerar os outros superiores a si mesmos. Que nada fosse feito para autopromoção. Hoje ele diria faça o seu site pessoal mas não por vanglória, não promova a si mesmo, promova a humildade. Façam um site contra a soberba e a autopromoção. O que mais me admira é que Deus resiste aos soberbos. Aos humildes, porém, ele dá graça. Então a humildade é requisito para viver a graça.

Nossas atitudes devem ser benignas para com quem pensa e age contra nossa maneira de ser. Tanto para com cristãos ou não cristãos. A pergunta qual a sua religião ou qual a sua igreja, perde sentido diante da vida em graça. Nossas atitudes falarão mais altos que os nossos dogmas. A graça nos ensina a abraçar os diferentes. Não tenhamos um amor fingido. Se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer (Romanos 12.9,20). Chame o aquela pessoa chata para um café. Chame o “sem graça” para um passeio. Gaste tempo praticando a graça, porque a graça é para ser vivida.

Jossy Soares é evangelista da AD em Cuiabá-MT

Como vencer a depressão

Nelmair Barbosa*

 

A depressão é uma enfermidade que sempre existiu, porém nos últimos anos tem-se apresentado em maior numero de pessoas. Tem sido a doença do século, assim como o estresse, um mal semelhante. Em cada 10 pessoas uma tem depressão, sendo o 60% mulheres e 40% homens, conforme pesquisa feita pelo escritor Marcelo Aguiar, graduado em psicologia e teologia.

A depressão é um estado emocional ao qual todos os seres humanos estão sujeitos. Sejam evangélicos ou não. Há pessoas que dizem que um evangélico não pode ficar deprimido. Apontam entre as causas a falta de fé ou pecado. Isso não é verdade, pois a depressão não escolhe pessoas e é uma enfermidade como qualquer outra. Na Bíblia encontramos personagens que tiveram momentos de tristeza e desilusão. No livre de Rute 1.20, Noemi falou à suas amigas “Não me chameis Noemi, chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso”. Em Salmos 143.4 Davi escreveu: “Dentro de mim esmorece o meu espírito e o meu coração turbado”.  Jó também teve seus momentos de angústia e tristeza. Podemos ver que desde aquela época já se tratava de uma depressão.

Uma pessoa deprimida passa por momentos de desânimo, é uma pessoa abatida, sem auto-estima e  cada vez mais angustiada. Sente vontade de chorar, chega a pensar que está tudo perdido. Não é uma tristeza simples. Uma pessoa normal conversa, chora e logo passa, mas quando está com depressão isso não ocorre. Ela chora, conversa, passeia, vê amigos, mas nada adianta. Pode variar de pessoa para pessoa, algumas ao distrair-se consegue amenizar o problema, e outras não.

Antigamente o deprimido era chamado de pessoa melancólica, ou seja, era cometido de melancolia. Hoje, trata-se de depressão. O problema passou a ser visto pela medicina como uma doença. O diagnóstico feito por psicólogos, psiquiatras e psicanalistas que são os mais entendidos na área. Há a depressão leve e a depressão forte. Algumas pessoas em seu diagnóstico fraco podem conseguir controlá-la. Em outras o quadro é tão grave a ponto de ter de ser internadas tomando medicamentos fortes para controlá-la.

O deprimido apresenta vários sintomas: medo, desânimo, desgosto, tristeza, solidão, vontade de chorar, ansiedade (e em alguns até o próprio pânico), pensamentos sempre negativos, “tudo encontra-se ruim”, sente vergonha do problema, o que é normal num deprimido. Uns sentem falta de apetite, outros são acometidos de ansiedade que os faz comer constantemente. Há ainda a incapacidade de enfrentar as lutas do dia-a-dia. Assim como os sintomas da depressão, existem também as causas. Alguns estudiosos do assunto dizem que não há causa única para os deprimidos. Há alguns fatores, como, por exemplo, a doença pode vir devido a uma grande decepção, pode ser genético  (se houve caso de depressão na família há uma probabilidade de que um outro membro desenvolva a doença),  pode ser emocional, espiritual, ou fato ligado à seretonina no cérebro, substância que faz com que o estado de humor seja normal. Uma criança que teve sua infância conturbada, ou algum trauma, tem a probabilidade de mais tarde se tornar uma pessoa deprimida: a perda de um ente querido ou uma rejeição, são fatores que podem levar o indivíduo à depressão.

Se a pessoa foi receitada a tomar algum remédio? Devera tomá-lo, pois o remédio aumenta o nível de seretonina no cérebro, e isso não impede Deus de curar, pois sabemos que o maior remédio é o Senhor Jesus. Jejuns e orações a Deus contribuem para vencer essa doença. Isso porque ao conversar com várias pessoas que tiveram depressão sua resposta sobre como venceram a doença é sempre a mesma: “oração, jejum e leitura da Bíblia”. Às vezes é a maneira que Deus achou para provar a pessoa. E aquela pessoa que passa por esta doença aprende a dar valor mais e mais a vida, dar valor a família, valor ao teto que Deus lhe deu para morar, valor por ter uma igreja para congregar, valor da amizade, aprendendo assim a amar mais aquilo que Deus preparou para ela. Aprendem a admirar a natureza e passa ver a mão de Deus em tudo.

Um certo rapaz que teve depressão disse que tinha pânico de ver muita gente. Como ministro de Deus, querendo ou não, tinha que lidar com o público. Isso era um martírio, mas ele venceu com ajuda do Senhor Deus e com leitura bíblica. Quando ele começou com os sintomas se apegou à Bíblia para, através dela, vencer todos os obstáculos e hoje está liberto para a glória de Deus. Prega, canta sem nada a temer. É certo que alguns deprimidos têm tanto desânimo que não conseguem nem sequer ler, mas esforça-te e leia, por mais pouco que seja sua leitura, ela irá lhe ajudar a vencer. Salmo 124.8: “O nosso socorro esta em nome do Senhor que fez o céu e a terra”. Salmo 125.1: “Os que confiam no Senhor serão como montes de Sião, que não se abala, mas permanecem para sempre”.

Muitos reprimem a doença para não fazer alarme e não se expor, o que é pior e pode agravar mais. A pessoa se tranca e logo o seu cérebro não consegue mais conter a pressão psicológica que são os pensamentos comuns de um deprimido. Os psiquiatras dizem que o caminho é se soltar, desabafar, chorar e conversar principalmente com alguém de confiança. Varia de pessoa para pessoa, mas isso pode trazer alívio.

Uma pessoa nos contou que toda a sua luta do dia-a-dia, a carga que leva em casa, traz uma sobrecarga para sua mente, a ponto de ficar deprimida. A aconselhamos distribuir esse peso para que a depressão não aumentasse. Teria que confiar nos outros membros da família para ajudá-la. Algumas pessoas têm o hábito de ser superprotetoras. Protegem a todos sobrecarregando-se, logo vem o estresse e chega a ficar deprimido por não ter divido as ocupações.

É preciso ter muito cuidado com os acúmulos: dos dias agitados em que a pessoa vive as pressões do trabalho à constante busca por objetivo. É necessário aprender a controlar o seu cérebro e dividir tudo no lugar certo e no tempo certo.

Segundo a dra. Andréia, que possui doutorado na área de psicologia, o nosso cérebro tem uma capacidade imensa de querer nos dominar, mas nós é que temos de dominá-lo. Por exemplo: quando vêm muitos pensamentos sem sentido que pode levar à depressão, e não traz nenhum resultado satisfatório, você que ter o domínio de mudar os pensamentos, trabalhar a sua mente invertendo a situação, assim evita que os pensamentos venham lhe trazer angústia e tristeza. Por isso, conforme a dra. Andréia devemos dominar nosso cérebro.

Não é fácil passar por episódio depressivo. O deprimido tem a sensação de estar no fundo do mar, afogando no profundo de uma angústia e desespero, não consegue enxergar o sol, a lua e o lindo céu. Mas esta situação não durará para sempre, porque existe um Deus maravilhoso que em momento algum te deixou, e no momento mais difícil Ele está com você e promete te proteger. Não há porque se desesperar e temer, o Deus do impossível está conosco e o Deus de Jacó é nosso refugio. O Senhor tem nos acolhido em seus braços e debaixo de suas asa estaremos seguros.

“O Senhor afastou as sentenças que eram contra ti e lançou fora o teu inimigo, o rei de Israel o Senhor está no meio de ti, tu já não verás mal algum”, Sofonias  3.15.

O Senhor nos promete que seremos vitoriosos. Não se esqueça que a felicidade nos espera lá na frente. Deus tem planos maravilhosos em nossas vidas.

“Deus é o nosso refugio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações”, Salmos 46.1.

“Eis que lhe trarei a ela saúde e cura e o sararei, e lhe revelarei abundancia de paz e segurança”, Jeremias 33.6.

O Senhor está do nosso lado e nos garante que podemos crer. A vitória é nossa. Confie e não temas, Deus é a nossa força. Que Deus abençoe a todos.

*Nelmair Barbosa é líder de ministério com mulheres da Assembleia de Deus em Cuiabá-MT. Ela viveu a realidade da depressão.

Juíza dos EUA compara Trump ao rei persa Ciro e fala em cumprimento de profecias

A transferência da embaixada americana em Israel para a cidade de Jerusalém é o cumprimento de profecias bíblicas, segundo uma juíza e apresentadora de TV dos Estados Unidos.

O ponto de vista da juíza aposentada Jeanine Pirro (foto), que apresenta um programa de notícias na emissora Fox News, é que os países reconheceriam Jerusalém como capital eterna de Israel.

″Donald Trump reconheceu a história que ele, como o rei Ciro antes dele, cumpriu a profecia bíblica dos deuses adorados por judeus, cristãos e, sim, muçulmanos, que Jerusalém é a capital eterna do Estado judeu e que o povo judeu finalmente merece um Israel, justo, livre e soberano”, disse Pirro.

As declarações da juíza foram feitas em um artigo escrito no último final de semana, às vésperas da inauguração da embaixada em Jerusalém, momento que descreveu como “verdadeiramente histórico para Israel”, segundo informações da emissora Christian Broadcasting Network (CBN).

Pirro disse que a decisão de Trump é um recado claro enviado a Israel e ao resto do mundo: “Trump assegurou ao mundo que sua palavra vale mais que as dos ex-presidentes dos EUA, como Bill Clinton, George W. Bush e Obama, todos os quais prometeram levar a embaixada americana a Jerusalém”, mas não cumpriram.

“Sua palavra vale mais do que qualquer tratado e mais forte que qualquer resolução da ONU. Ele prometeu e cumpriu”, reiterou a juíza aposentada.

Rei Ciro
A comparação de Trump como o rei Ciro também foi feita pelo primeiro-ministro de Israel durante sua visita à Casa Branca no início de março. Na ocasião, ele recapitulou o conceito da tradição judaica que enxerga o monarca pagão como uma ferramenta de Deus para ajudar o povo hebreu a retornar a Israel após o exílio na Babilônia e reconstruírem o Templo de Jerusalém.

Isto é o que Ciro, rei da Pérsia diz: ‘O Senhor, o Deus do céu, me deu todos os reinos da terra e Ele me designou para construir um templo para ele em Jerusalém em Judá. Qualquer um dentre o seu povo pode subir e que o Senhor, o seu Deus, esteja com eles, 2 Crônicas 36:23

“Quero dizer-lhes que o povo judeu tem uma longa memória, por isso nos lembramos da proclamação de ‘Ciro, o Grande’, o rei persa, há 2.500 anos”, disse Netanyahu na ocasião.

“Ele proclamou que os exilados judeus na Babilônia poderiam voltar e reconstruir nosso Templo em Jerusalém. Lembramos há cem anos, lorde Balfour, que emitiu a Proclamação Balfour, reconhecendo os direitos do povo judeu em nossa pátria ancestral. Nós nos lembramos de 70 anos atrás, quando o presidente Harry S. Truman foi o primeiro líder a reconhecer o Estado judeu e lembramos como há algumas semanas, o presidente Donald J. Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel. Sr. Presidente, isso será lembrado por nosso povo através das eras”, salientou o primeiro-ministro.

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Governo Temer abraça pauta LGBT e obriga estados aderirem ao programa

Um programa de combate à violência contra o público LGBT foi preparado pelo governo federal e deverá ser anunciado nesta quarta-feira, 16 de maio, com termos que obrigam os estados a aderirem e investirem verbas em ações voltadas a esse público.

O Ministério dos Direitos Humanos informou na última terça-feira, 15, que 12 estados já haviam confirmado presença no lançamento do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência LGBTfóbica, que já foi publicado no Diário Oficial da União.

Segundo informações do portal G1, a proposta desse programa é acabar com a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – os grupos que compõem a sigla LGBT. O prazo de vigência definido na portaria é de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois.

O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, justificou a criação do programa citando tratados internacionais, o Programa Nacional de Direitos Humanos instituído no país em 2009 e recomendações das Nações Unidas sobre o assunto. No entanto, a portaria abre brechas para interpretações diversas, pois obriga os estados e o DF a criarem estruturas para “promoção de políticas” ligadas à população LGBT, assim como “equipamentos nos órgãos estaduais para atendimento adequado” ao grupo.

No texto da portaria que instituiu o programa há a afirmação que o objetivo da medida é “promover a articulação entre a União, Estados e Distrito Federal nas ações de prevenção e combate à LGBTfobia”.

O Ministério dos Direitos Humanos escolheu essa quarta-feira por ser a véspera do Dia Nacional de Combate à Homofobia no Brasil, celebrado em 17 de maio, mesma data que, em 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou o termo “homossexualismo” da lista de doenças e problemas de saúde.

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Evangélicos não-praticantes

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Maurício Zágari

Até o início de minha vida adulta eu ouvia falar de “católicos não praticantes”: em geral, indivíduos nascidos de pais católicos, batizados na igreja católica, que iam a uma missa aqui e outra ali, quando tinham de dizer sua religião se apresentavam como católicos… Mas que não faziam a menor ideia do que dizia a Bíblia, não sabiam nada de história da Igreja, não se comportavam segundo a ética cristã. Enfim, eram os “católicos nominais”. Hoje eu chego aos 40 anos de idade e sou obrigado a admitir que essa lepra contaminou os evangélicos. Sim, estamos cercados por todos os lados por evangélicos não praticantes, um fenômeno relativamente novo. “Os bíblias são pessoas sérias”, dizia-me meu avô, católico não praticante, quando eu era criança. Nos nossos dias eu temeria repetir as palavras do velho João Zágari. Pois os evangélicos nominais estão se alastrando numa velocidade crítica. E as redes sociais estão esfregando isso na nossa cara de modo inequívoco.

A grande diferença entre o católico não praticante e o evangélico não praticante está na freqüência às reuniões religiosas semanais: enquanto o católico não praticante vai vez por outra à missa, o evangélico não praticante vai todo domingo à igreja. E as diferenças param por aí. Pois o evangélico não praticante não lê a Bíblia. Simplesmente não lê! Passam-se sete dias na semana, ele pode ter 3 ou 4 bíblias de estudo em casa mas não toca nelas. E, como não lê, não sabe o que ela diz. Não a estuda. Se lê alguma literatura cristã é de autores água com açúcar, como Max Lucado, Augusto Cury (ele é crente, né?) e meia-dúzia de escritores brasileiros da moda. E isso entre a leitura de “A Cabana” e “Crepúsculo”.

A fé do evangélico não praticante é por tabela: forma suas crenças com base no que outros pregaram, cantaram, falaram. Por isso, fica assustadíssimo quando dizemos que a frase “não cai uma folha da árvore se Deus não deixar” não está nas Escrituras. Mas, curiosamente, acha que entende à beça de Bíblia e entra em profundas discussões teológicas como um jogador de futebol discutindo física quântica. Peita grandes teólogos e líderes religiosos com mais de 30 anos de estrada como se fossem acéfalas peças de museu sem contato com o mundo real. A verdade pertence ao evangélico não praticante.
Esse é um verbo muito presente nos lábios de um evangélico não praticante: “Achar”. Você entra em uma argumentação com ele sobre um tema bíblico e a resposta contém quase sempre esse verbo: “Ah, mas eu não acho que seja assim não”, justifica-se, com sua teologia de corredor de igreja. E quando você embasa seus argumentos em cinco ou seis passagens, em normas de hermenêutica, em princípios da exegese, ele desconversa e sai com um “Ah, mas eu já ouvi o pastor fulano dizer no blog dele que…” vira as costas e vai embora. Sempre “achando”, claro. Não tem jeito: o evangélico não praticante é um analfabeto bíblico: não se interessa por ler a Bíblia e monta sua forma de agir e de ser em cima de um achismo cristão absoluto.

O evangélico não praticante também não sabe nada de história da Igreja. Não entende a cronologia do Antigo Testamento, ignora fatos da Igreja primitiva, fala enormes bobagens sobre a “maldita igreja institucional”, questiona pontos elementares, que os patriarcas dos cinco primeiros séculos já responderam. Aí você explica, diz o que foi debatido nos concílios, conta como se deu a sistematização de certas praticas e doutrinas e…”Ah, mas eu não acho que seja bem assim”.

O evangélico não praticante tem opiniões próprias sobre aquilo que Deus deixa claro nas Escrituras. Como não as conhece, tem conhecimento sobre algumas informações soltas a respeito do Altíssimo e a partir delas formula toda sua doutrina de fé. O argumento predileto: Deus é amor! Então não me venham dizer que Deus é contra o divórcio, o namoro em jugo desigual ou mesmo falar uns palavrõezinhos, pois Ele ama todos e por isso não ia querer a infelicidade de seus filhos nem fica cerceando nossa liberdade! É a graça! É o amor! No achismo do evangélico não praticante Deus libera tudo pois… Ele é amor e, afinal, vivemos na dispensação da graça! Quando você explica a ele que havia graça no Antigo Testamento e Lei no Novo ele fica revoltado e logo solta um “Ah, não acho isso não”.

Para o evangélico não praticante, ira de Deus, justiça de Deus, ciúmes de Deus e a possibilidade do inferno são coisas muito estranhas, pois… Deus é amor! Deus é graça! E como acha que Deus é uma espécie de homem grandão com superpoderes, não consegue assimilar o conceito de um Deus incompreensível e inalcalçável à mente humana, de uma natureza tão diferente da nossa, tão mais elevada, sublime e misteriosa, que não dá – como Romanos 9 deixa tão claro – para compreendê-lo tendo o homem e seus valores antropocêntricos como parâmetro.

O evangélico não praticante possivelmente ama louvores da moda. Vibra com cantores gospel que tocam na rádio. Pois, por ser biblicamente analfabeto, não consegue enxergar a superficialidade e até os erros teológicos contidos nas letras. Se você critica o que o gospel business produz, o evangélico não praticante repete aquele argumento bobinho que ouviu do pastor da televisão que não quer ser criticado porque inventa heresias da prosperidade para ganhar dinheiro e comprar o seu jatinho: “Ah, eu acho que quem critica é porque não sabe fazer melhor”, ou “Ah, eu acho que o crítico é um invejoso do sucesso dos outros”. Ou ainda: “Ah, eu acho que o critico é um enrustido”.

O evangélico não praticante não tolera que você questione a presença de artistas gospel em programas de TV seculares ou que você diga que aquele pastor famosão que fica plantando tags no twitter e tem milhares de fãs está dizendo heresias. Afinal…ele é famosão! Defende a Igreja! Aparece no Jornal Nacional! Tem o sobrenome dos cantores gospel da moda! Como alguém assim poderia estar errado??? “Ah, não acho não…”. O evangélico não praticante é tão limitado em seu discernimento espiritual que não percebe que fazer eventos gigantescos não avança a causa de Cristo. Que o Evangelho é pregado muito mais eficientemente no boca a boca do que com um plim-plim no meio. “Afinal, temos que pregar a tempo e fora de tempo!”, brada sem entender as verdadeiras razões que levaram aqueles artistas gospel ao palco. Ele REALMENTE acredita que a nação toda se converterá porque a cantora gospel da moda foi a um programa de TV da Globo ou ao Raul Gil. “Ô glória, uhuuuuuuuuuuuu!!!! Hooooooooooo!!!”, brada exultante com a cantora que faz o povo ímpio balançar as mãos do mesmo modo que um cantor de pagode faria – e com dançarinas seminuas atrás.

O evangélico não praticante ora pouco. Ora sempre antes das refeições porque, ora bolas, é o que um evangélico faz! Mas não tira momentos para Deus. Não abre mão do seu programa de TV favorito para dedicar 15 minutos ao Pai. Para isso servem os cultos, não é? Se jejua não sabe explicar muito bem por que devemos jejuar, mas afinal o pastor disse que era para jejuar e os irmãos da igreja jejuam, então ele acha que jejuando fará parte da galera. Mas não sabe explicar a mecânica ou a teologia por trás do jejum. O evangélico não praticante acha que estudar teologia é besteira, o importante é amar! “Ah, eu sou de Cristooooo!”, estufa o peito.

O evangélico não praticante um dia morrerá e não irá para o Céu. E só de eu falar isso ele já se irou e pensou “quem é você para julgar os outros???”. Pois o evangélico não praticante acha que qualquer coisa que que contraria sua fé popular é “julgamento”. Mas eu digo isso por uma simples e óbvia razão: o evangélico não praticante… não pratica o Evangelho.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Maurício Zágari é Jornalista e editor do Blog Apenas1. Divulgação: Púlpito Cristão.

Jogadora rejeita “hino bissexual” na TV em nome da fé em Deus: “Preciso seguir quem eu sou e defender o que eu acredito”

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Uma das características mais marcantes de um cristão realmente comprometido com o evangelho de Jesus Cristo é a sua capacidade de testemunhar, através das suas atitudes, no que acredita. Jennie Finch-Daigle (foto), uma jogadora profissional de softbol não abriu mão disso ao recusar dançar em pleno programa de TV uma música que é considerada um “hino bissexual”.

Jennie foi convidada para participar do programa Dancing With The Stars, da ABC, junto com seu parceiro Keo Motsepe. A música escolhida pela produção do programa foi da cantora Janelle Monáe, “Make Me Feel”, onde sua letra faz apologia ao bissexualismo por incentivar uma “sexualidade flexível”, razão pela qual a fama lhe deu o título de “hino bissexual”.

No entanto, durante a transmissão dos bastidores do ensaio para a apresentação da dança, Jannie apareceu desconfortável e falando com seu parceiro: “Eu não tenho certeza sobre a música”, disse ela para Motsete no último dia 7 de maio. “Não sou eu”, continuou a jogadora, querendo dizer que estava desconfortável com a música.

Em seguida os telespectadores do programa ouviram ela falando com a produção pelo telefone, dizendo que não poderia continuar com algo que contrariava seus princípios de vida: “Estou lutando com minha escolha de música. É um pouco arriscado demais”, disse ela, provavelmente referindo-se ao seu testemunho.

“Eu não estou me sentindo confortável com isso. Eu não posso continuar com isso”, continuou Jennie, declarando ao seu parceiro em seguida que deveria seguir sua fé: “Eu preciso seguir quem eu sou e defender o que eu acredito”, disse.

Jennie não deixou de participar do programa. Ela e seu parceiro escolheram outra música e tiveram apenas três dias para ensaiar. Campeã Olímpica de 2004 e 2008, a decisão de rejeitar o “hino bissexual” em nome da sua fé serviu como testemunho para seus fãs, que elogiaram a atitude da jogadora.

“Eu quero glorificar a Deus lá fora, e isso não foi uma ótima escolha para eu fazer”, explicou ela após o acontecimento para uma rede de TV local, segundo informações do Kansas City Star

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