A rainha descrita na Bíblia existe e vive!

Ela está na imaginação dos cineastas, pintores, historiadores e músicos, porém a rainha de Sabá tem sua história pouco contada nas em livros de ensino. Já foi personagem de carnaval (Salgueiro, 2018 e Vai-Vai, 2019), na música Raízes da Negra Li e na obra da cientista social Johanna S. P. Ferreira, Os Rios da Vida.

A rainha era soberana do antigo Reino de Sabá, reino mais poderoso da Arábia Feliz, que ficava entre os territórios da Etiópia e do Iémen. Descrita em uma passagem da Bíblia e da Torá, atualmente foi comprovada a existência da rainha Saba, segundo estudos pela Universidade de Harvard, por meio de pesquisas genéticas. Ainda, arqueólogos alemães encontraram escombros do palácio da rainha, localizado em Axum (Etiópia).

Na obra Os Rios da Vida, Johanna conta do encontro da rainha de Sabá com o rei Salomão. Curiosa, a etíope sabia da fama intelectual do rei e resolveu conhece-lo. Marcada a visita, a rainha pediu que ele não a tomasse a força, como era o costume, e ele impôs a condição que ela não pegasse nada que não lhe fosse oferecido ou não fosse permitido durante a estadia.

Após um banquete com muitas especiarias e pimenta, ela se serve de um copo de água em seu quarto e é surpreendida pelo rei acusando-a da quebra do trato. A rainha se desculpou e eles dormiram juntos.

Essa é uma história que nunca foi comprovada, mas estudos científicos vem cada vez mais provando a sua existência. Mito ou realidade, não sabemos, mas o que é divino de explorar são os magníficos causos que inspira tanta gente com as lições.

Sobre o livro: Da queda de Constantinopla aos indígenas do Xingu uma mãe percorre inúmeros caminhos pela história do Brasil e do mundo ao tentar responder duas perguntas feitas por seus filhos. Suas conexões os levam a mundos muito antigos e ao mesmo tempo atuais. Ela discorre sobre o embate entre muçulmanos e cristãos; sobre personagens importantes como o persa Ciro, o Grande, pioneiro em defender os direitos humanos e sobre uma misteriosa santa, cuja morte pode ter influenciado o inconsciente coletivo da humanidade. Quem não gostaria de entender o presente? Por que o povo armênio foi importante na História? O que os fenícios criaram?
Para se compreender o que valorizamos hoje é preciso olhar o passado, debruçar-se sobre ele, desvendá-lo. Exatamente o que essa mãe decidiu fazer ao instigar seus filhos a explorarem juntos a História.

Ficha técnica: Editora: Ofício das Palavras | Assunto: Literatura Brasileira / Romance | Preço: R$ 40,00 | ISBN: 978-85-60728-72-5 | Edição: 1ª edição, 2018 | Tamanho: 16×23 | Páginas: 236

Sobre a autora: Johanna S. P. Ferreira mora em São Paulo, Brasil, com seu marido, sua filha e seu filho. Ela se formou em Ciências Sociais pela PUC-SP.

 

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Poço, água, rotina e enfado num existir vazio da mulher de João capítulo 4

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José San Martin Camiña Neto

 

Enquanto meditava sobre a vida enfadonha dessa mulher, cansada do ir-e-vir ao poço, cansada dos amantes, cansada da rotina, me lembrei de um vídeo muito interessante de um jovem influenciador da internet em que ele tenta nos convencer a mudar de hábitos. Cita a maioria das pessoas acordando todos os dias e fazendo as mesmas coisas, pegando a mesma condução para irem a empregos que odeiam. Vão vivendo e repetindo mecanicamente e coisa e tal…

Talvez seja uma mensagem do tipo “descobriu a América” ou “reinventou a roda”.

Talvez se essa mulher pudesse ler algo parecido no seu tempo seria impactada por tais ideias e sugestões.

Ao nascer todos temos uma missão, um desígnio divino, um plano elevado e maravilhoso exclusivamente para nós que só flui a partir da nossa impressão digital, das características únicas da nossa íris, do nosso jeito singular de falar, andar, olhar, perceber e interpretar o exterior

Talvez hoje muitos se identifiquem com tal mensagem e seguem frustrados incapazes de romper com aquilo que o jovem influenciador chama de vida sem sentido, ou vazia, ou desperdiçada.

Talvez alguém aqui nesta rede social esteja meditando e considerando coisas que faz repetitivamente há décadas.

Talvez hoje — quando este assunto encheu a minha mente no momento em que eu estava no engarrafamento após pegar as crianças na escola e sair do Grande templo — isso mexeu comigo ao ser levado à realidade de que este mês as contas não fecharam, porque alguém que tem de me pagar não pagou, alguém que poderia ajudar não ajudou e o motorista que está buzinando (porque eu fiquei atrás no meio do cruzamento no terrível engarrafamento) nada sabe sobre minhas lutas.

Mas um raio de luz perpassou minha mente e me levou a Salomão, sua grande decepção com a vida e a conclusão fatídica: Debaixo do Sol tudo é ilusão e correr atrás do vento. E no fim só sobra uma coisa: Temer a Deus e dar glória a Ele, porque fazer isto é o que dá um sentido para viver.

Depois ouço João: Tudo passa, mas aquele que faz a vontade de Deus tem um sentido para existir nesta esfera terrena e depois viverá eternamente.

Ouço Paulo: Para mim o viver é Cristo (isto me faz desejar continuar vivo) e o morrer é lucro!

Ouço João jogado para morrer em Patmos dizendo: Guarda o que tens — o fato de um dia ter ouvido, compreendido e aceitado o amor de Deus — que te encoraja nas lutas, que te anima nas frustrações, que não te deixa se entregar ao suicídio no maior apavoramento que algum dia se encontrar! Guarda isso para que ninguém te impeça de perseverar até o fim para receber a tua coroa!

Ao nascer todos temos uma missão, um desígnio divino, um plano elevado e maravilhoso exclusivamente para nós que só flui a partir da nossa impressão digital, das características únicas da nossa íris, do nosso jeito singular de falar, andar, olhar, perceber e interpretar o exterior.

A felicidade está em descobrir esse plano amoroso, esse Caminho, Verdade e Vida eternos contidos em Jesus, o nosso Salvador.

A mulher do poço, mestiça, discriminada, coisificada, usada e abusada descobriu e recebeu de todo o seu coração para sempre!

 

José San Martín Caminã Neto, jornalista, radialista, ensinador cristão leigo
Reproduza o conteúdo livremente creditando autor/blog

O Amor de Deus e o Amor de Mãe

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Max Lucado

 

Mães: Por que vocês amam seus recém-nascidos? Eu sei, eu sei; é uma pergunta boba, mas me desculpem. Por quê?

Durante meses, esse bebê lhe trouxe sofrimentos. Ele lhe deixou cheia de espinhas e a fez gingar como pata. Por causa dele, você suspirou por sardinhas e torradas, e saiu devolvendo tudo pela manhã. Ele lhe chutou a barriga. Ele ocupou um espaço que não era dele, e comeu alimentos que não preparou.

Você o manteve aquecido. Você o manteve seguro. Você o manteve alimentado. Mas será que ele agradeceu?

Você está brincando? Mal saiu da barriga, já começou a chorar! O quarto é muito frio, o cobertor é muito áspero, a babá é muito ruim. E quem ele quer? A mamãe.

Você nunca tira uma folga? Quer dizer, quem fez todo o trabalho nos últimos nove meses? Por que o papai não pode assumir? Mas não, papai não vai assumir. O bebê quer a mamãe.

Ele nem lhe disse que estava chegando. Simplesmente veio. E que chegada! Ele a transformou numa selvagem. Você gritou. Você cerrou os dentes e rasgou os lençóis. E veja só como você está agora. Suas costas doem. A cabeça lateja. Seu corpo está molhado de suor. Todos os músculos retorcidos e estirados.

Você devia estar brava. Mas está?

Longe disso. Em seu rosto, há um amor maior que a eternidade. Ele não fez nada por você; mas você o ama. Ele trouxe sofrimento para seu corpo e náuseas para suas manhãs, mesmo assim, é o seu tesouro. O rosto dele é enrugado e os olhos turvos; apesar disso, você só consegue falar da boa aparência e do futuro brilhante dele. Ele vai acordá-la todas as noites nas próximas seis semanas, mas isso não importa. Vejo isso no seu rosto. Você é louca por ele.

Por quê?

Por que a mãe ama o recém-nascido? Por que o bebê é dela? Mais que isso. E o sangue dela. E a carne dela. Os tendões dela e a espinha dela. E a esperança dela. E o legado dela. Não importa que o bebê não dê nada a ela. Ela sabe que o bebê recém-nascido é indefeso, fraco. Ela sabe que os bebês não pedem para vir ao mundo.

E Deus sabe que também não pedimos.

Somos ideia dEle. Somos dEle. Seu rosto. Seus olhos. Suas mãos. Seu toque. Olhe bem no rosto de cada ser humano sobre a terra, e você verá que é semelhante a Ele. Embora alguns pareçam parentes distantes, não o são. Deus não tem sobrinhos, só filhos.

Somos, por incrível que pareça, o corpo de Cristo. E mesmo que não ajamos como o Pai, não há maior verdade que esta: somos dEle. Inalteravelmente. Ele nos ama. Infinitamente. Nada pode separar-nos do amor de Cristo.

Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor”, Romanos 8:38-39

Se Deus não tivesse dito essas palavras, eu seria louco, escrevendo-as. Mas já que Ele o disse, eu seria um louco se não as cresse. Nada pode separar-nos do amor de Cristo… mas como tenho dificuldade em abraçar essa verdade.

Você pensa que cometeu um ato que o coloca fora de seu amor. Uma traição. Uma deslealdade. Uma promessa quebrada. Você acha que Ele o amaria mais se você não tivesse feito tal coisa? Você acha que Ele o amaria mais se você fizesse mais coisas? Você acha que se você fosse melhor, o amor de Deus seria mais profundo?

Errado. Errado. Errado.

O amor de Deus não é humano. O amor de Deus não é normal. O amor de Deus enxerga o seu pecado, mas ainda o ama. Estaria aprovando seus erros? Não. Você precisa se arrepender? Sim. Mas você se arrepende para o bem dEle ou para o seu próprio bem? Para o seu bem. O ego de Deus não precisa de argumentações. O amor de Deus não precisa de sustentação.

Max Lucado, pastor e escritor norte-americano

Forrozeiro adventista que se dizia crente volta à musica profana

“Sem se despedir, cantor gospel grava CD secular e inicia agenda fora da igreja”, mancheta o site Fuxico Gospel, sobre um forrozeiro que se apresentava como cristão.

O agora ex- cantor gospel Marquinhos Maraialencerra definitivamente sua carreira na música gospel. Foram aproximadamente oito anos como um dos principais cantores da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Durante esse tempo gravou 2 Cd´s e 1 DVD, pela gravadora “Novo Tempo”. Seu último trabalho pela gravadora, foi a participação no DVD Adoradores 3, lançado em novembro de 2017.

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Além de abandonar sua carreira solo na música gospel, Marquinhos também deixou o projeto  “Ministério Dois”, projeto que criou em parceria com o guitarrista Luciano Oliveira.

Sem publicar nenhuma nota, ou vídeo anunciando que estava deixando a música gospel, o  cantor terminou de gravar seu CD de música secular, e já tem agendas marcadas para a nova turnê.

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Maraial publicou nos Stories do seu Instagram na tarde da última segunda-feira (30), uma Live no estúdio “Som Max” em Recife (PE), com o seu empresário, e alguns amigos, na audição do novo CD que será lançado em breve.

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Marquinhos Maraial é cantor, compositor e multi-instrumentista, sendo um dos mais respeitados compositores do Brasil, suas composições praticamente construíram as carreiras de diversos artistas e bandas de forró.

Assista o vídeo da audição do CD.

Exclusivo: “Eu sou gay mesmo” revela cantor gospel em áudio vazado

Cantor gospel Leandro Luiz (Reprodução)

A música gospel acaba de sofrer a perda de um de seus representantes no segmento pentecostal. Leandro Luiz, um cantor gospel bastante popular em São Paulo, confessou ser homossexual, em um áudio vazado a que o O Fuxico Gospel teve acesso.

Apesar de o artista não ter expressão nacional, sua carreira era bastante consistente em igrejas paulistas, e conta com vários lançamentos importantes.

Recentemente o cantor chegou a lançar um clipe, cantando um de seus sucessos mais recentes.

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No áudio “vazado”, Leandro Luiz diz: “Eu sou gay mesmo e estou feliz do jeito que eu estou, tô pouco me lixando se cair na porcaria do O Fuxico Gospel, sei que  vou decepcionar muitas pessoas que acompanham meu ministério”.

Ouça:


Leandro Luiz passou a usar outro perfil nas redes sociais, onde se apresenta como Leeh Bernard.

Em uma de suas contas, ele publicou um vídeo em que aparece cantando uma de suas canções, bem ao estilo ré-té-té, Assista:

+ Cantor gospel que assumiu ser homossexual lança clipe vestido de freira

https://www.instagram.com/p/BcVSziyn5RJ/embed/?cr=1&v=9&wp=540&rd=www.ofuxicogospel.com.br#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A899.8000000137836%7D

https://www.ofuxicogospel.com.br/2018/07/sem-se-despedir-cantor-gospel-grava-cd-secular-e-inicia-agenda-fora-da-igreja.html/

Sobre Falsos Cristos e Discernimento

Daniel Lima*

Nos últimos dias o mundo evangélico tem sido surpreendido com a notícia de que alguns conhecidos artistas do ramo gospel não só vão participar, mas estão permitindo que suas imagens sejam usadas para promover uma reunião organizada pela viúva do reverendo Moon, a dra. Hak Ja Han Moon (no momento da escrita deste artigo, as fotos e os nomes dos cantores no site onde o show era promovido foram retirados). De modo geral, seria desnecessário alertar qualquer cristão maduro sobre o falso mestre reverendo Moon, já falecido; no entanto, mesmo para quem não o conhece, basta alguns minutos na internet para entender o que este grupo ensina. A dra. Hak Ja Han Moon é a continuadora da obra de seu marido. Este pregava que: (1) ele próprio era o segundo Messias, pois Cristo não cumpriu sua tarefa; (2) Jesus, apesar de perfeito, não era Deus; (3) ele havia recebido revelações de Cristo, Abraão, Moisés, Maomé e Buda; e (4) Jesus não ressuscitou em corpo. Dentro de suas pregações, ela e o marido afirmavam que eles eram os Pais Verdadeiros que iriam implementar o reino de Deus na terra.

Isso tudo foi levantado em uma pesquisa rápida na internet, verificando as fontes para evitar notícias falsas. O que então levou os artistas evangélicos Priscilla Alcantara, Aline Barros, Thalles Roberto e André Valadão a se comprometer e promover este evento? Será que eles não checaram nada? Será que seus líderes espirituais não os alertaram? Será que o turbilhão de atividades e de agendas os levou a serem descuidados? Será que não se preocupam com seus seguidores, que serão expostos à uma pregação tão destrutiva? Infelizmente, esse não é um caso isolado; outros líderes evangélicos já participaram de eventos promovidos por esta seita, talvez levados pelas belas palavras e pelo engano que ela promove. Afinal, qual cristão não quer promover a paz e a família (propósitos declarados do evento)? Então, será que, sendo os propósitos válidos, é legítimo participar? O próprio apóstolo Paulo, combatendo os falsos mestres de sua época, nos deixa um alerta, muitas vezes ignorado…

Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. Isso não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça. O fim deles será o que as suas ações merecem. (2Coríntios 11.13-15)

Não posso crer que todos sabiam disso e ainda assim foram adiante. Prefiro pensar que faltou a eles (como a tantos de nós) discernimento na hora de uma escolha. E isso deve ficar como um alerta, pois encaramos escolhas o tempo todo. Desde qual roupa colocar pela manhã, passando pelo que comer, até qual caminho tomar para o trabalho ou estudo. E estas são as escolhas fáceis e de praticamente nenhum impacto espiritual! As que realmente nos desafiam são mais na linha do “onde devo investir meu tempo?” ou ainda “gostaria de me dedicar mais a Deus, mas para isso teria de abrir mão de coisas das quais eu gosto”. Em resumo, nossa vida é o resultado da somatória de escolhas que fazemos.

Mas, como escolher? Especialmente, como escolher entre duas opções que são aparentemente boas? Nenhum cristão sério teria dificuldade em escolher entre aceitar um trabalho difícil ou traficar drogas. O que torna nossas escolhas difíceis são (1) lidar com nossos próprios anseios e (2) nossa percepção da realidade. O primeiro fator (anseios) vamos tratar em outro artigo, mas a questão de como percebemos a realidade é fundamental para qualquer ser humano e particularmente para o cristão. Esta capacidade está intimamente relacionada ao conceito de discernimento.

Por que é importante desenvolver discernimento? No caso de artistas e líderes gospel, para não cair no constrangimento de se ver promovendo (conscientemente ou não) uma seita que nega a divindade de Cristo. Para todos os cristãos, no entanto, este alerta serve para que permaneçamos firmes no evangelho que nos foi passado. Paulo já alertava a Timóteo:

O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. (1Timóteo 4.1)

Discernimento é definido como a “capacidade de compreender situações, de separar o certo do errado”. Esta definição se aproxima muito daquilo que o autor de Hebreus descreve:

Quem se alimenta de leite ainda é criança e não tem experiência no ensino da justiça. Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal. (Hebreus 5.13-14)

Primeiramente o autor de Hebreus define quem precisa de leite: aquele que é inexperiente na palavra da justiça. Infelizmente, esta descrição incluiria muitos dos cristãos evangélicos. Os quais, embora já tenham tempo de caminhada com Cristo, preferiram ficar no leite e não progredir para algo mais sólido. Alimento sólido dá mais trabalho para consumir; o leite é mais fácil, não exige esforço. Contudo, todo o nosso corpo foi criado para alimentos sólidos e não para permanecer no leite. Alguns cristãos, no entanto, preferem o leite de momentos de emoção com experiências sensoriais intensas e de curta duração em detrimento de estudar a Palavra, entender suas implicações, examinar suas próprias vidas e buscar o Senhor de modo consistente.

O autor continua definindo quem é o adulto cristão. A primeira expressão que usa é a prática (hexis). Esta palavra poderia ser traduzida por “hábito” ou “uso prolongado”. Ou seja, uma pessoa não se torna adulta na fé sem algumas práticas consistentemente aplicadas ao longo do tempo. A segunda expressão é “faculdades” (asthetherion), que pode ser traduzido por “órgão de percepção”. O autor destaca que aquilo que precisa ser usado ao longo do tempo não é intuição, tão preciosa para muitos de nós, mas sim a percepção. Intuição é a “faculdade ou ato de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise”. Já a percepção é a “faculdade de apreender por meio dos sentidos ou da mente”. Precisamos manter os olhos abertos, precisamos examinar o que se apresenta a nós. Esta faculdade ou percepção precisa ser exercitada (gumnazo). A expressão exercitada referia-se ao exercício físico praticado por atletas gregos. Sendo casado com uma atleta, sou testemunha do tempo investido em exercícios, mesmo quando o tempo não está agradável e o corpo preferiria descansar. A diferença entre um atleta e um sedentário não começa em seu corpo, mas sim no tempo investido em exercícios. Nossa percepção não será exercitada descansando ou ouvindo uma pregação por semana sem examinar pessoal e atentamente a Escritura. Talvez por isso não percebemos o que o inimigo nos oferece e acabamos aceitando seus convites enganosos. É por meio deste exercício constante que nos tornamos aptos para discernir o bem e o mal. Aquele que desenvolveu seu discernimento não será facilmente enganado.

Não sei o que vai acontecer com este show em São Paulo. Minha sincera oração é que os artistas mencionados caiam em si e abandonem sua associação com esta seita diabólica! Minha oração é que seus fãs percebam o engano que há por trás deste evento e não se deixem seduzir por seus artistas favoritos e pelo engano do Diabo. Minha oração é que líderes evangélicos se posicionem cuidando de seus liderados e alertando para enganos como este, especialmente quando seus liderados tem o potencial de impactar muitas vidas. Por fim, minha oração é que você comece, ou continue, na prática de examinar suas opções, continue a buscar o Senhor e a estudar sua Palavra. Assim, muitos homens e mulheres de discernimento se levantarão em nosso país para proclamar o verdadeiro evangelho.

Atualização: No dia seguinte à publicação deste artigo, na quarta feira (25/07/2018) cada um dos artistas mencionados cancelou sua participação neste evento e o evento deixou de ser mostrado na programação do Alianz Parque.

*Daniel Lima foi pastor de igreja local por mais de 25 anos. Formado em psicologia, mestre em educação cristã e doutorando em formação de líderes no Fuller Theological Seminary, EUA. Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida por 5 anos, é autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem 4 filhos e vive no Rio Grande do Sul desde 1995.Veja artigos do autor

Cantores gospel fazem mega-show para entidade do Rev. Moon

por Julio Severo

 

Não é fácil colocar os famosos cantores gospel André Valadão, Aline Barros, Priscilla Alcântara e Thalles Roberto todos juntos no mesmo show, mas a Dra. Hak Ja Han Moon conseguiu tal proeza.

Em 4 de agosto de 2018 ocorrerá no Allianz Parque em São Paulo o “Festival Família 2018,” que será um evento internacional para “celebrar a paz e os valores familiares.” A entidade da Dra. Moon já realizou semelhantes eventos na Coreia do Sul, Áustria, Estados Unidos, Senegal e Japão.

Quem é exatamente a Dra. Hak Ja Han Moon, que é a grande responsável pelo “Festival Família 2018”?

De acordo com a Wikipédia:

Hak Ja Han se casou com o Rev. Sun Myung Moon em 11 de abril de 1960, logo após ele completar 40 anos, numa cerimônia chamada Casamento Santo. Han é chamada de “Mãe” ou “Mãe Verdadeira.” Ela e Moon juntos são mencionados como os “Verdadeiros Pais” pelos membros da Igreja da Unificação e sua família como a “Família Verdadeira.” Jesus era divino, mas não Deus; ele deveria ser o segundo Adão que criaria uma família perfeita unindo-se à esposa ideal e criando uma família pura que teria iniciado a libertação da humanidade de sua condição pecaminosa. Quando Jesus foi crucificado antes de se casar, ele redimiu a humanidade espiritualmente, mas não fisicamente. Essa tarefa foi deixada para os “Verdadeiros Pais” — Moon e Han — que ligariam os casais e suas famílias a Deus.

Querendo ou não, conscientemente ou não, Priscilla Alcântara, André Valadão, Aline Barros e Thalles Roberto estarão fazendo propaganda para o movimento de um dos maiores falsos messias que o mundo já conheceu.

Não foi por falta de aviso. Jesus disse:

“Porque muitos vão aparecer fingindo ser eu e dizendo: ‘Eu sou o Messias!’ E enganarão muitas pessoas.” (Mateus 24:5 NTLH)

O Rev. Moon era muito mais prepotente do que os falsos messias que afirmam ser Jesus. Ele alegava ser melhor do que Jesus. Ele foi verdadeiramente o rei dos falsos messias. Mas diferente de Jesus, a quem ele julgava como um messias imperfeito, Moon morreu, em 2012, e não ressuscitou.

Como foi que Priscilla Alcântara, André Valadão, Aline Barros e Thalles Roberto se deixaram enganar tão fácil?

Aparentemente, esses cantores gospel, por amor aos cachês, estão ignorando o alerta muito simples que Jesus deu:

“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito, com certeza, está preparado, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:41 KJA)

A prática de vigiar e orar não deixa ninguém cair em tentação. Mas quando essa prática está ausente, a carne sofre todas as tentações do bolso ganancioso, e o espírito vigilante vira espírito vacilante.

Não só de engano e carne fraca vivem cantores gospel, mas também de cachês elevados, e o movimento do Rev. Moon é conhecido por pagar cachês bem gordos para as estrelas de seus eventos.

Não é de hoje que líderes evangélicos caem no conto do vigário do rei dos falsos messias e seu movimento que tem uma linda fachada pró-família, direitista, anticomunista, antimarxista e conservadora. Mas por trás da fachada, o rei dos falsos messias está de braços abertos (e putrefados) enganando com seu falso evangelho.

Bispo Manoel Ferreira e Marisa Lobo

Em 2008, conforme denunciei no meu artigo “As tolices de grandes líderes evangélicos com os anticristos,” o Bispo Manoel Ferreira, que era o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, se encontrou pessoalmente com o Rev. Moon em Washington. Essa foi a primeira grande denúncia que desencadeou muitas outras denúncias de diferentes fontes. Ferreira ganhou do Rev. Moon o título de “Embaixador da Paz,” que lhe rendeu ainda uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz. Isso mostra o tremendo poder do movimento do rei dos falsos messias de beneficiar quem se envolve com seus eventos. (Foto Bispo Manoel Ferreira)

Por amor a essas tentações, Ferreira chegou a viajar para a Coreia do Sul para ver, em primeira mão, o Rev. Moon realizar seus casamentos místicos de multidões de ludibriados.Ferreira teve oportunidade de participar da mega-cerimônia abençoando os casais da seita. (Foto: Manoel Ferreira abençoando casamento em massa de Rev. Moon na Coreia do Sul em 2010)

Mais recentemente, em 2017, Marisa Lobo, que tem se destacado em sua luta como psicóloga contra a ditadura gay no Conselho Federal de Psicologia, também foi alcançada por uma grande graça do movimento do Rev. Moon: Ela recebeu o título de “Embaixadora da Paz.” Esse caso, igualmente escandaloso, foi denunciado no artigo “Marisa Lobo, Embaixadora da Paz de Quem?” (Foto: )

Contudo, muito antes de Marisa ganhar o título de “Embaixadora da Paz,” ela já tinha ligações com entidades do Rev. Moon. Ela assinou oficialmente ficha de filiação à Associação de Mulheres para a Paz Mundial em Curitiba, conforme consta em foto dessa entidade publicada em 20 de outubro de 2014. (Foto: Marisa Lobo confirmando ligação com a Associação de Mulheres para a Paz Mundial)

Em seu próprio Facebook, Marisa mais tarde confirmou sua ligação com a entidade do Rev. Moon. (Foto: Marisa Lobo confirmando ligação com a Associação de Mulheres para a Paz Mundial)

Só os mais inocentes, como eu, então creram que o título de “Embaixadora da Paz,” concedido anos depois, caiu inesperadamente do céu sem nenhuma ligação anterior dela com o movimento do Rev. Moon.

Marisa ganhou um grande título participando desse movimento. E os cantores Priscilla Alcântara, André Valadão, Aline Barros e Thalles Roberto, que adoram gordos cachês, o que estão ganhando? É fato que o movimento do Rev. Moon ganha destaque com a participação desses cantores gospel, mas não está claro os reais ganhos financeiros e espirituais deles ajudando a dar uma boa imagem para um evangelho falso e uma seita enganadora.

Mais de uma vez eu mesmo fui convidado, em ofertas tentadoras, para fazer parte do movimento do rei dos messias falsos, mas recusei por causa das implicações espirituais.

Nem o Bispo Macedo nem Marisa Lobo se arrependeram de seu envolvimento. Mas talvez os cantores gospel possam tomar uma atitude diferente. Para ajudá-los, publico a seguir fatos (com informações da Enciclopédia Popular de Apologética, de Ed Hindson, e do livro Christianity, Cults & Religions) sobre a Igreja da Unificação, fundada pelo Rev. Moon, pois todas as iniciativas, eventos e entidades do Rev. Moon visam a espalhar a Igreja da Unificação.

Rev. Moon e sua Igreja da Unificação

Com base na atenção de mídia dada a ela durante as décadas de 1970 e 1980, alguns ainda pensam na Igreja da Unificação como a seita que, de acordo com ex-membros e familiares de membros, fez lavagem cerebral em jovens recrutas e isolou-os de amigos e familiares.

Tal como acontece com tantas empresas hoje, a imagem é tudo, e parece que o foco da Igreja da Unificação mudou para atividades que trazem uma atenção mais positiva. A Igreja constrói, promove e mantém a sua imagem pública através de uma rede de organizações de fachada religiosa, social, humanitária e política e através das suas muitas participações comerciais e ligações como os jornais direitistas The Washington Times e a United Press International.

Muitas dessas empresas e organizações de fachada não são promovidas ou geralmente reconhecidas pela Igreja como ligadas a ela; porém, mesmo assim essas entidades direitistas trazem valor aos esforços de recrutamento da Igreja, fazendo-a parecer mais relevante e credível para o público em geral e desviar a atenção de algumas das crenças e práticas mais polêmicas da Igreja.

O fundador da Igreja da Unificação é Sun Myung Moon. Ele nasceu em Pyungan Buk-do, localizado na atual Coreia do Norte, em 1920. Sua família se converteu ao Cristianismo quando ele era menino e, em 1936, com a idade de 16 anos, ele afirmou ter sido visitado por Jesus na manhã de Páscoa. Deste evento ele escreveu:

No início da minha vida, Deus me chamou para uma missão como Seu instrumento. Eu me comprometi ininterruptamente na busca da verdade, buscando as colinas e os vales do mundo espiritual. O tempo veio de repente para mim quando o céu se abriu, e tive o privilégio de me comunicar diretamente com Jesus Cristo e o Deus vivo (God’s Warning to the World, Sun Myung Moon, p. 10).

Moon acreditava que seu chamado era cumprir a missão de Jesus. Como Damian Anderson escreveu no Unification.net,

“[Moon] veio como o Messias, o salvador, aquele que vem para cumprir a missão de Jesus de construir o Reino de Deus e criar uma família global de amor verdadeiro.”

Em 1954, Moon iniciou formalmente sua igreja em Seul, Coréia do Sul. Foi chamada de Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, mais tarde abreviada para Igreja da Unificação. Obviamente, nem todos concordaram com os ensinamentos de Moon. Um dos que não concordaram foi sua primeira esposa, que o deixou nessa época porque ela não concordava com o que Moon andava ensinando. Em 1960, Moon se casou com sua atual esposa, Hak Ja Han Moon.

Não desanimado pelos críticos, Moon continuou a desenvolver sua teologia e, em 1957, publicou seu livro mais importante, Princípio Divino, estabelecendo os ensinamentos e entendimentos teológicos da Igreja da Unificação.

A mudança de Moon para o Ocidente começou em 1º de janeiro de 1972, quando Moon disse que Deus apareceu novamente para ele — dessa vez instruindo-o a ir para os EUA. Como resultado, a Igreja comprou uma grande propriedade perto de Tarrytown, Nova Iorque, e estabeleceu sua primeira base de operações nos EUA. Moon também se mudou para aos EUA e começou a implementar a mesma estratégia que comprovou ser um sucesso para a Igreja da Unificação na Coréia do Sul.

Jovens membros eram ativamente recrutados, doutrinados e enviados para espalhar a mensagem. Comícios em massa eram realizados em grandes locais públicos, como o Madison Square Garden, em Nova Iorque. A seita gerou uma quantidade enorme de atividade, o que atraiu uma quantidade desproporcional de atenção da mídia, o que fez o grupo parecer maior do que realmente era. A mídia apelidou os membros de Moonies.

Seita com fachada de empresa direitista

Outra parte importante da estratégia de Moon nos Estados Unidos (repetindo uma lição aprendida na Coréia do Sul) foi desenvolver aliados na direita política. Dando prosseguimento à sua posição anticomunista, Moon tornou-se um líder de torcida estridente na direita em defesa dos Estados Unidos e um forte defensor do então presidente direitista Richard Nixon. Ele reuniu seus seguidores e realizou comícios pró-Nixon nos degraus do Capitólio dos EUA e em outras cidades. Os resultados foram positivos, não só para Nixon, mas para Moon. O falso messias exaltou a direita e a direita o exaltou. Moon acabou se encontrando com praticamente todos os grandes presidentes direitistas dos EUA, inclusive Reagan e Bush.

De acordo com Rory O’Connor no artigo “Media, Money and Sun Myung Moon” (Mídia, Dinheiro e Sun Myung Moon), publicado no Huffington, “com uma combinação hábil de dinheiro, mídia e promoção sistemática de uma agenda política conservadora, um autointitulado messias e um criminoso condenado rapidamente se reinventou” e logo era celebrado nas presidências de governos conservadores dos EUA. Na inauguração de Reagan, Moon foi convidado de honra. Ele acabou se tornando um grande financiador da elite conservadora dos EUA.

Moon passou a se envolver com outras figuras políticas e celebridades direitistas. Uma maneira pela qual ele a alinhava a si e sua Igreja da Unificação com as personalidades direitistas foi pagando-lhes elevados cachês para participarem de eventos da Igreja da Unificação (geralmente, esses eventos eram mantidos não sob o nome direto da Igreja, mas sob o nome de uma das muitas organizações de fachada da Igreja) — muitas vezes como palestrantes. Moon divulgava e usava a participação deles em seus eventos para dar mais credibilidade aos eventos.

Dinheiro nunca falou à seita dele. Só na década de 1980, as organizações do Rev. Moon tiveram, de acordo com O’Connor, os seguintes gastos nos EUA:

* mais de US$ 800 milhões no jornal direitista Washington Times;

* centenas de milhões em jornais conservadores americanos;

* dezenas de milhões em mídia eletrônica;

* pelo menos US$ 40 milhões em jornais de Nova Iorque;

* mais de US$ 10 milhões em uma editora de Nova Iorque;

* milhões em reuniões e conferências da World Media Association;

* mais milhões injetados em organizações direitistas, inclusive a Coalizão de Liberdade Americana;

* bem mais de US$ 100 milhões em imóveis, incluindo o New Yorker Hotel no centro de Manhattan;

* pelo menos US$ 40 milhões em operações de pesca comercial;

* e pelo menos US$ 75 milhões em projetos relacionados…

Portanto, o movimento do Rev. Moon tem demonstrado ampla capacidade de injetar fortunas e influenciar entidades direitistas e conservadoras.

Teologia da Unificação

A Igreja da Unificação usa muitos termos semelhantes aos termos encontrados no Cristianismo bíblico. Seus significados, porém, são bem diferentes. Essa não é uma prática incomum entre grupos ou seitas pseudocrístãs. Aliás, é inerente ao engano que, por sua própria natureza, tenta disfarçar aquilo que o torna diferente, fazendo com que pareça tão semelhante ao original quanto possível.

Por exemplo, considere a seguinte instrução de Moon:

Já que Deus tem conduzido Sua dispensação através da igreja cristã, Ele e nós somos responsáveis por transmitir esta mensagem aos cristãos primeiro. Até que nossa missão para a igreja cristã esteja completa, devemos citar a Bíblia e usá-la para explicar o Princípio Divino. Depois de tomarmos posse da igreja cristã, estaremos livres para ensinar sem a Bíblia. Agora, porém, nossa principal missão é testemunhar para a igreja cristã (O Mestre Fala — Perguntas e Respostas com Sun Myung Moon, março-abril de 1965, capítulo 7).

Em sua discussão sobre Deus no Princípio Divino, Moon apela não apenas para a Bíblia, mas também para o Livro das Mudanças, também conhecido como I Ching (que ele reconhece ser a base da filosofia do Leste Asiático):

…A origem do universo é o Grande Último (Último Vazio). Do Grande Último surgiram yang e yin, de yang e yin surgiram os Cinco Agentes — metal, madeira, água, fogo e terra — e dos Cinco Agentes todas as coisas vieram à existência. Yang e yin juntos são chamados de Caminho (Tao)… O Caminho é tradicionalmente definido como a Palavra… podemos supor que o Grande Último, como a fonte harmoniosa de yang e yin ou a Palavra, não é outro senão Deus(Exposição do Divino Princípio, 1996 ed., Pp 20-21).

Aqui Moon observa a mistura do relato bíblico com o taoísmo. Na verdade, a visão de Deus que Moon tinha é muito mais semelhante à visão religiosa oriental conhecida como panteísmo: a criação é deus. Assim, devemos concluir que o deus da Igreja da Unificação não é o Deus da Bíblia.

Como o primeiro Adão, Jesus não completou Sua missão — Ele foi crucificado antes de se casar e ter filhos. Mais uma vez o plano de Deus foi frustrado — desta vez pelo homem. Outro Messias era necessário, e Moon se viu preenchendo esse papel.

Assim, o Jesus da Igreja da Unificação é um Jesus diferente do Jesus do Cristianismo. A Igreja da Unificação também nega que Jesus tenha realizado a salvação através da Sua morte na cruz, por isso se apega a um evangelho diferente. Se a salvação não vem através do sacrifício de Jesus em favor do homem, então como alguém se torna salvo, de acordo com a Igreja da Unificação?

A doutrina dos Verdadeiros Pais é o princípio central da teologia da Unificação, pois a restauração do plano original de Deus pode vir somente através dela. Moon ensinava que somente sendo enxertado nesses Verdadeiros Pais, a pessoa pode obter a salvação completa. Através deles, os casais podem trazer filhos sem pecado ao mundo. Essa é a base das cerimônias de casamento em massa orquestradas por Moon. Através desses casamentos, os participantes são trazidos para a Família Verdadeira.

O próprio Moon afirmou o seguinte em um discurso proferido no Dia dos Verdadeiros Pais, 18 de abril de 1996:

Dentro deste mundo não há indivíduo a quem Deus ame mais do que o Reverendo Moon. Não há mais ninguém que conheça a Deus mais do que o Reverendo Moon (Unification News, junho de 1996, p. 3).

Isso está em forte contraste com o evangelho de Jesus, que proclamou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14: 6). Além disso, Jesus não viu sua obra na cruz como incompleta. Em vez disso, Ele declarou: “Está consumado” (João 19:30). E Ele não disse a Seus seguidores que procurassem outro messias, mas prometeu: “Eu voltarei e receberei vocês para Mim mesmo, para que onde eu esteja, vocês também possam estar” (João 14: 3).

Ao longo de sua história, a igreja cristã não esperou um messias diferente.

Em vez disso, a igreja tem clamado: “Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20). E assim será sempre para aqueles que confiam no verdadeiro Jesus para serem salvos.

Resumo da Igreja da Unificação e seu fundador:

Principais Escritos

Princípio Divino de Sun Myung Moon, considerado o “Testamento Completo.” Outline of the Principle, Level 4.

Quem é Deus?

Deus é positivo e negativo. Deus criou o universo a partir de si mesmo; o universo é o “corpo” de Deus. Deus não conhece o futuro, está sofrendo e precisa do homem (Sun Myung Moon) para fazê-lo feliz. Não existe Trindade.

Quem é Jesus?

Jesus foi um homem perfeito, não Deus. Ele é o filho de Zacarias, não nascido de uma virgem. Sua missão era unir os judeus em torno dele, encontrar uma noiva perfeita e começar uma família perfeita. A missão dele falhou. Jesus não ressuscitou fisicamente. A segunda vinda de Cristo se cumpre em Sun Myung Moon, que é superior a Jesus e terminará a missão de Jesus.

Quem é o Espírito Santo?

O Espírito Santo é um espírito feminino que trabalha com Jesus no mundo espiritual para levar as pessoas a Sun Myung Moon.

Como ser salvo

Obediência e aceitação dos Verdadeiros Pais (Moon e sua esposa) eliminam o pecado e resultam em perfeição. Aqueles que são casados por Moon e sua esposa bebem um vinho sagrado especial contendo 21 ingredientes (inclusive o sangue dos Verdadeiros Pais).

O que acontece depois da morte?

Depois da morte, a pessoa vai para o mundo espiritual. Não há ressurreição. Os membros avançam convencendo outros a seguir Sun Myung Moon. Todos serão salvos, até mesmo Satanás.

Outros fatos, crenças ou práticas

Ênfase na mediunidade (canalização) para fazer contato com os mortos, “libertar” as almas dos ancestrais. Casamentos em massa, baseados em diferentes origens raciais, organizados e realizados por Moon. Esforços para persuadir as igrejas a remover suas cruzes. Crença de que Jesus se curva ao Rev. Moon, que é o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores e o Cordeiro de Deus.

O que fazer?

A grande força estratégica da seita do Rev. Moon foi apoiar a direita americana e captar e canalizar influências direitistas para fortalecer seu próprio movimento pseudocrístão.

Cristãos com posturas conservadoras ou direitistas deveriam recusar ser usados para promover, mesmo que através de entidades de fachadas atraentes, o rei dos falsos messias, rejeitando cachês, participações e outras vantagens oferecidas pela seita do Rev. Moon.

Se a esquerda tem suas armadilhas típicas para pegar inocentes e desavisados, a direita tem armadilhas diferentes — na forma de ocultistas oportunistas infiltrados — para pegar outros inocentes e desavisados. A seita do Rev. Moon soube fazer uso extenso da direita para se expandir nos EUA. Agora, com tal experiência, as entidades e eventos do Rev. Moon alcançam a direita brasileira, principalmente entre evangélicos, que são a maior força conservadora do Brasil.

Quando Jesus alertou contra messias falsos, ele não especificou diretamente os esquerdistas e poupou os direitistas. O único messias é Jesus e todos os outros messias, sejam de esquerda ou de direita, são falsos e enganadores.

Cabe aos pastores avisar seus membros e seus próprios cantores gospel que por trás da fachada de “valores pró-família” e várias causas direitistas pode estar um ou vários ocultistas messiânicos oportunistas.

Com informações da Enciclopédia Popular de Apologética, Christianity, Cults & Religions e Huffington.

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Messias da desgraça: Como o Rev. Moon passou de simples camponês para um bilionário liderando uma seita que fez lavagem cerebral em milhões… até que o jornal Daily Mail o desmascarou como fraude

As tolices de grandes líderes evangélicos com os anticristos

Marisa Lobo, Embaixadora da Paz de Quem?

Rev. Moon, que se proclamava messias, morre aos 92 anos

Prisão do Pr. Enoque Lima: mais informações

Reconhecendo acertadamente o Rev. Moon e seu ex-culto à personalidade entre conservadores americanos, mas não vendo outro messias descarado emergindo

 

https://juliosevero.blogspot.com/2018/07/cantores-gospel-fazem-mega-show-para.html

A missionária sueca perseguida no Brasil, internada em hospício e ‘esquecida’ pela História

Cem anos atrás, Frida desembarcou em Belém do Pará, onde ajudou a construir a Assembleia de Deus, hoje a maior religião pentecostal do país

Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos. ( Cem anos atrás, Frida desembarcou em Belém do Pará, onde ajudou a construir a Assembleia de Deus, hoje a maior religião pentecostal do país)

No decorrer dos cinco anos anteriores, entre idas e vindas em um hospital psiquiátrico de Estocolmo, a missionária sueca perdera quase 40 quilos. Ela fora internada pela primeira vez no dia 12 de janeiro de 1935, levada da estação central da cidade, quando tentava tomar um trem que a levaria para Portugal – de onde, acredita-se, pegaria um navio de volta para o Brasil.

Casada com o sueco que fundou, em Belém do Pará, a Assembleia de Deus, Frida se tornou uma das mais importantes lideranças da igreja no decorrer dos 15 anos em que esteve no Brasil. Ajudou a construir o ministério no Rio de Janeiro, comandava um jornal e pregava em praça pública.

Suas atribuições – muitas até então reservadas apenas aos homens -, entretanto, desagradaram pastores brasileiros e suecos, fizeram com que ela fosse perseguida e pressionada a voltar a seu país de origem, onde teve um fim trágico.

A história da missionária passou décadas esquecida e, nos últimos anos, vem sendo resgatada tanto na Suécia quanto no Brasil. Foi tema de livro, de tese de doutorado e voltou a alimentar o debate – atual e ainda polêmico – sobre o papel da mulher na Assembleia de Deus, a maior religião pentecostal do país, com 12 milhões de fiéis.

Belém do Pará, onde tudo começou

Frida embarcou para Belém em 1917, aos 26 anos, enviada pela Igreja Filadélfia, uma denominação pentecostal baseada em Estocolmo.

Veio para juntar-se a Gunnar Vingren, que, sete anos antes, havia fundado a Assembleia de Deus no Brasil. Eles haviam se conhecido naquele mesmo ano, quando o missionário estava na Suécia para arrecadar fundos e visitar a família.

“Ele conta a ela sobre a missão e ela se apaixona pela ideia do Brasil”, diz Valéria Vilhena, pesquisadora da Universidade Metodista, que baseou o doutorado na vida da missionária e que lança neste ano um livro sobre sua história.

Três meses depois de desembarcar no Norte do país, ela se casa com Gunnar, em uma cerimônia realizada pelo pastor sueco Samuel Nyström, que, ironicamente, se tornaria um de seus maiores antagonistas.

No início, Frida restringe seu trabalho aos serviços sociais da igreja, tradicionalmente entregues às mulheres. Cuidar dos filhos, zelar pelos órfãos, visitar os idosos e os doentes.

A jovem ia com frequência aos centros afastados que isolavam pacientes com hanseníase do restante da população – os chamados leprosários, que surgiram no Brasil naquela época -, diz Kajsa Norell, jornalista sueca autora de Halleljua Brasilien!, lançado em 2011, que conta a história do surgimento da Assembleia de Deus no Brasil.

O marido, missionário “por vocação”, na definição de Vilhena, estava constantemente viajando, buscando expandir o trabalho da igreja. A saúde frágil fazia com que ele quase sempre voltasse para casa doente. As particularidades da região que escolheu para pregar não ajudavam: pegou malária diversas vezes.

“Ele ficava muito tempo de cama”, diz o sociólogo Gedeon Freire de Alencar, autor de Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus, 1911-2011 e um dos primeiros a redescobrir a história de Frida, no início dos anos 2000.

Com o tempo, a missionária assume cada vez mais as atribuições de Gunnar em Belém. Talentosa, ela começa a traduzir os hinos da igreja sueca para o português. Canta, toca e começa a pregar.

“Ela transforma os boletins entediantes dos missionários (publicados nos jornais da igreja sueca) em histórias incríveis. Um dos textos conta sobre a prisão que ela visitava toda semana em Belém, que mantinha 200 garotos entre cinco e 20 anos de idade, alguns que estavam ali simplesmente por não terem pai”, conta Norell, que passou meses entre os arquivos da Igreja Filadélfia, mantidos em um castelo nas redondezas de Estocolmo.

Frida passa então a bater de frente com o pastor Samuel Nyström – à frente do jornal da Assembleia de Deus, batizado de Boa Semente -, que era radicalmente contra que as mulheres pudessem pregar.

Em sua correspondência com a liderança da igreja na Suécia, Nyström passa a reclamar da missionária em toda oportunidade que lhe aparece. “Nas cartas que escrevia a Lewi Pethrus (uma das maiores figuras do pentecostalismo sueco) o tom é de fofoca mesmo: ‘Hoje ela fez isso e isso, ontem foi isso e isso'”, afirma Norell.

Em 1924, com quatro filhos, o casal Frida e Gunnar decide então se mudar para o Rio de Janeiro para fundar um novo ministério. “Eles decidem sair de Belém porque a tensão já era insustentável”, ressalta Vilhena.

O ministério feminino no Rio de Janeiro

Na capital carioca, Frida expande seu trabalho. Torna-se a primeira mulher da religião a dirigir uma escola bíblica dominical, fundada em uma prisão, e inicia o jornal Som Alegre, através do qual passa a defender o ministério feminino.

Seus textos citam com frequência trechos da Bíblia que, em sua visão, deixavam claro que as mulheres poderiam pregar, ensinar ou doutrinar.

O comportamento desagrada também pastores brasileiros, incluindo Paulo Leivas Macalão, gaúcho, de família abastada e com tradição militar, que estava à frente da Assembleia de Deus Madureira, hoje uma das maiores do país.

“Parte dos pastores da igreja no Rio de Janeiro já não queria se submeter a sueco pobre e semiletrado. A mulher, muito pior”, acrescenta Alencar.

Ele lembra que, no início do século 20, a Suécia era um país pobre, onde a igreja luterana era a religião oficial. Perseguidos, os pentecostais migraram especialmente para os Estados Unidos. Os que vieram para o Brasil escolheram Belém porque, na época, graças à riqueza gerada pela borracha, era uma das cidades mais ricas do país.

A convenção de 1930 e o ‘enquadramento’

As tensões culminam na convocação da primeira grande convenção da Assembleia de Deus, realizada no dia 12 de julho de 1930, em Natal (RN).

“O motivo da convocação foi Frida”, destaca Isael Araújo, pastor da Assembleia de Deus em Niterói e autor da biografia Frida Vingren, lançada em 2014.

No encontro, os pastores definiram as atividades que poderiam ser desempenhadas pelas mulheres na igreja. Elas não chegaram a ser expressamente proibidas, por exemplo, de pregar – mas a atribuição não estava na lista do que as religiosas “tão somente” poderiam fazer.

“Foi um enquadramento”, acrescenta Araújo, que foi chefe do Centro de Estudos do Movimento Pentecostal (CEMP) da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD). Em todo o processo, Gunnar ficou ao lado da esposa e defendeu o ministério feminino, mas foi voto vencido.

Nos meses que se seguiram, a situação ficou pior. Frida usou seu espaço no jornal da Assembleia para desafiar as decisões tomadas na convenção e para pedir que as mulheres não recuassem. “Um dos textos dessa época tinha como título ‘Deus nos convoca para a guerra’. Era uma demonstração direta de insubordinação”, diz Alencar.

O clima de conflito fica claro nas cartas trocadas entre os missionários e em outros documentos da época: “Eles (os missionários brasileiros) precisam de homens. De preferência, com as mesmas qualidades de liderança como a de Frida e Adina (Nelson, esposa de Otto Nelson), mas do sexo masculino”, escreve o pastor A.P. Franklin no jornal da igreja na Suécia, chamado The Harald.

A situação escalou depois de um suposto caso de adultério de Frida com um brasileiro. Apesar de não haver uma confirmação documental do romance que a missionária teve com o rapaz, bem mais novo que ela, os indícios levam a crer que isso de fato aconteceu.

“Eu realmente acredito que seja verdade”, diz Norell, que entrevistou um dos filhos de Frida e algumas de suas netas enquanto escrevia o livro e que identificou o assunto em cartas enviadas à Suécia “por pessoas que não eram hostis a ela”.

O pastor que era ‘uma mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia’

A situação fica insuportável no Brasil e, em de 1932, o casal, que na época tinha seis filhos, decide retornar à Suécia. Antes de partir, contudo, eles perdem a filha mais nova – e Gunnar morre pouco tempo depois de chegar à Europa.

Frida quer retomar a vida de missionária, mas a liderança da igreja no Brasil não aprova seu retorno. Na Suécia, suas aspirações também são tolhidas por Lewi Pethrus, um dos maiores líderes da igreja pentecostal no país.

Inimigo poderoso, ele era “mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia”, define o pastor Araujo. A comparação com o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, denominação neopentecostal, e com o pastor do ministério Vitória em Cristo, ligado à Assembleia de Deus, dá conta do espírito “empreendedor” de Pethrus e de sua postura muitas vezes polêmica.

Em 1964, Pethrus fundaria o partido democrata-cristão sueco – o Kristdemokraterna (KD) -, de centro-direita.

Diante dos reiterados pedidos de Frida, o líder afirma que seu trabalho no Brasil havia prejudicado a missão e dá-lhe um não definitivo.

Ela levanta então recursos por conta própria e decide ir para Portugal.

O hospício e o esquecimento

Detida na estação de trem de Estocolmo, ela já sai com uma camisa de força em direção ao hospital psiquiátrico.

A igreja lhe tira a guarda dos filhos e doa todos os seus pertences.

Para Kajsa Norell, é difícil dizer se, naquele momento, Frida realmente tinha algum tipo de doença psiquiátrica. “Ela estava esgotada, física e mentalmente, já tinha tido malária no Brasil e, provavelmente, sofria de alguma doença na tireoide”.

Em nenhum dos prontuários médicos, contudo, há o diagnóstico de que ela sofria de algum distúrbio mental.

Durante sua pesquisa, a autora percebeu “alguma coisa estranha” nos olhos de Frida. Quanto mais recente a fotografia, mais saltados eles pareciam. A partir dos registros médicos da missionária, especialistas concluíram que ela tinha possivelmente hipertireoidismo – doença que provavelmente a matou.

Para o pastor Araújo, o conflito direto com as maiores lideranças da igreja está entre as razões para o ‘esquecimento’ de Frida. Ele nega que a biografia, publicada pela editora da Assembleia de Deus, seja uma ação de reparação à missionária.

“Gunnar Vingren, o pioneiro da igreja, já tinha uma biografia. A esposa, ainda não. Não quis fazer uma biografia crítica, porque não sou sociólogo”, justifica.

Ele diz ter se deparado com a história quando trabalhava no Dicionário do Movimento Pentecostal, em 2007, e viajou à Suécia em 2008. Os diários de Gunnar e parte do acervo que estava com a família, incluindo fotos, hoje se encontram no Brasil.

Na Suécia, a Igreja Filadélfia foi confrontada com a trajetória de Frida quando o livro de Kajsa Norell foi lançado.

“Aquilo era uma novidade completa para nós”, diz Gunnar Swahn, que foi secretário de missões da Igreja Filadélfia até recentemente, quando se aposentou. “Foi horrível o que fizeram com ela. Muita gente ficou chocada com a forma como ela foi tratada pelas antigas lideranças”.

O livro, ele acrescenta, se soma a outras obras publicadas nos últimos anos na Suécia que revelam traços e atitudes polêmicas de Lewi Pethrus, em relação ao qual a igreja tem hoje uma postura crítica. “Digamos que ele não é idolatrado pelos fiéis, apesar de ainda ser uma figura importante”.

Questionado sobre as mulheres, se elas hoje podem ser pastoras, ele se apressa: “Ah, sim! Nós gostamos de pensar que somos uma igreja progressista.”

A BBC News Brasil não teve retorno da Assembleia de Deus Belém sobre o pedido de entrevista e não conseguiu contato com a Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro.

A Assembleia de Deus e as mulheres

As mulheres têm ganhado cada vez mais espaço dentro das Assembleias de Deus no Brasil, diz Alencar. Essa tendência, contudo, é bastante assimétrica nas diferentes regiões do país, justamente pelas características da religião.

Ao contrário da Igreja Católica, bastante hierarquizada, sua estrutura é congregacional. “É como se fosse uma democracia direta”, compara o sociólogo. Cada congregação define suas liturgias, “tem lugar que aceita mulher, tem lugar que não aceita”.

Em 2005, ele exemplifica, o pastor Manoel Ferreira – filiado ao PSC e presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira (Conamad) -, ao consagrar Jairo Manhães como pastor, acabou consagrando, sem aviso prévio, sua esposa, Cassiane – “cantora gospel de sucesso e milionária”.

Depois disso, afirma Alencar, todas as esposas de pastores do ministério de Madureira também foram ordenadas como pastoras. “Já a minha igreja, a Betesda, consagra pastoras desde 1994”, ele acrescenta.

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2018/07/22/a-missionaria-sueca-perseguida-no-brasil-internada-em-hospicio-e-esquecida-pela-historia.htm

Dez leprosos

11 E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio da Samaria e da Galileia; 12 E, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe, 13 E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.

14 E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos.

15 E um deles, vendo que estava são, voltou, glorificando a Deu em alta voz; 16 E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano.

17 E, respondendo Jesus, disse; Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? 18 Não houve quem voltasse, para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? 19 E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.

Lucas 17:11/19

Introdução

Este acontecimento que acabamos de ler, da cura dos dez leprosos, deu-se já nos últimos dias da vida do Mestre.

Lucas diz-nos que Jesus caminhava para Jerusalém e atravessou a Galileia e a Samaria. Portanto ele caminhava para sul.

Esta informação, parece que não tem nada de especial. Jesus atravessou a Galileia.

Mas atravessar a Samaria, é que não era habitual nessa época. Devido ao tradicional ódio entre esses dois povos, geralmente os judeus só se aventuravam a atravessar a Samaria se formassem um grupo grande e bem organizado e armado. Se fosse um pequeno grupo como o de Jesus com os seus discípulos, seria muito perigoso passar pela Samaria.

Mas o nosso Mestre, não só atravessou a Samaria, como até entrou em aldeias de samaritanos.

Certamente que a fama de Jesus já era bem conhecida, e penso que nesta época, o Mestre já se começava a demarcar da mentalidade judaica que esperava um Messias judeu, para libertar os judeus, e estabelecer um grande império em que  os outros povos seriam subjugados, à semelhança dos antigos reis de Israel.

Jesus entra em aldeias de samaritanos, pois o Messias veio para todos os povos, não para os dominar pela força, mas para morrer por eles.

Diz o texto bíblico, na tradução da Ferreira de Almeida, que quando Jesus entrava em certa aldeia da Samaria, saíram-lhe ao encontro “dez homens leprosos”. Noutras traduções, como a Boa Nova, está a expressão “dez doentes com lepra”, na Jerusalém ou na TOB que é das melhores traduções em francês aparece a expressão “dez leprosos” e na velha tradução de Matos Soares aparece “dez homens com lepra”. Tentei investigar essa diferença pedindo ajuda a quem conhece as línguas originais e afinal, no grego havia uma palavra para designar o homem leproso, outra palavra diferente para a leprosa e ainda outra expressão que não definia propriamente se era homem ou mulher. Mas é a primeira palavra, que designa homens leprosos, que está nas cópias dos manuscritos.

Parece um pormenor um tanto estranho, pois na Samaria dessa época havia certamente mais mulheres do que homens, não só porque nasciam mais mulheres, como também porque os homens é que serviam na guerra e morriam mais cedo.

Não encontrei uma explicação para isto. Mas penso que o mais provável é que, além dos dez homens haveria também mulheres e crianças, que de acordo com essa cultura, não foram mencionadas. Aliás, isso acontece em muita outras passagens bíblicas, que referem tantos homens… não contando a mulheres e crianças… Assim, talvez o grupo fosse ainda maior que estes dez.

Também não sabemos quem eram estes homens. Temos somente esta informação. Dez homens leprosos…. Não há passagens paralelas, pois somente Lucas nos descreve este acontecimento. Este é o Evangelho mais pormenorizado, pois Lucas, preocupou-se em investigar e registar tudo o mais metodicamente e o mais pormenorizadamente que lhe foi possível.

Mas Lucas era médico. Ele sabia muito bem o que era a lepra. Para quê acrescentar mais pormenores ?

Que interesse teria dizer que, por exemplo,  um era um corajoso zelote, outro um intelectual saduceu, outro um consagrado fariseu. Isso eram coisas do passado. Lucas regista a realidade  quando se deu o encontro com Jesus.

Se havia no grupo algum rico saduceu, este deixara já a sua casa, para onde nunca mais iria voltar…

Se havia algum fariseu habituado a isolar-se dos impuros, já não havia motivo para isso, agora que ele próprio se tornara um leproso, de quem até os mais impuros se afastavam….

Há várias passagens no V.T. sobre a lepra, mas vou limitar-me a mencionar Números 5:1/3

1 E falou o Senhor a Moisés, dizendo: 2 Ordena aos filhos de Israel que lancem fora do arraial a todo o leproso, e a todo o que padece de fluxo, e a todos os imundos por causa de contacto com algum morto. 3 Desde o homem até à mulher os lançareis; fora do arraial os lançareis, para que não contaminem os seus arraiais, no meio dos quais eu habito.

Hoje em dia, graças a Deus, já é possível controlar o alastramento da lepra e em certos casos mesmo a sua cura, mas nessa época a medicina ainda não estava tão desenvolvida e a lepra não podia ser controlada. A única solução era isolar o doente de lepra, para que esta não contagiasse as outras pessoas e o doente, coitado, tinha de ir para lugares desérticos à espera da morte.

A única ajuda possível…. não era a dos seus familiares ou amigos mais íntimos. Muito menos seria a ajuda dos religiosos, que de acordo com a Lei de Moisés os mandavam escorraçar para irem morrer em lugares desérticos.

A única ajuda possível era a de outros leprosos como ele.

Segundo uma antiga descrição, as úlceras vinham gradualmente nas diferentes partes do corpo, o cabelo caía, as sobrancelhas desaparecem, as unhas amolecem e caem e mais tarde os dedos das mãos e dos pés apodrecem e caem, as gengivas contraem-se e os dentes desaparecem, os olhos, o nariz, a língua, pouco a pouco desaparecem. 

Diz ainda a mesma antiga descrição, que certo dia, ao entrar em Jerusalém pela porta de Jafa, viu um grupo de mendigos sem olhos, sem narizes, sem cabelos, erguendo braços sem mãos, emitindo sons inarticulados, saídos de gargantas desfeitas pelas úlceras…..

A descrição de Lucas está correcta. Eram dez homens na horrível situação de leprosos, com tudo que a palavra leprososignificava na cultura dos judeus.

Como os irmãos sabem, o leproso era escorraçado para fora dos lugares habitados. Não podia chegar ao pé de outras pessoas, e quando se aproximava tinha de parar ao longe e gritar “Imundo… Imundo…”

Penso que esta passagem pode ser examinada sob dois aspectos:

1) Aspecto doutrinário.

Vejamos em primeiro lugar o aspecto doutrinário.

Qual foi a reacção de Jesus?

Temos aqui no versículo 14: E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes….

Certamente que muitos teólogos fundamentalistas ferrenhos, serão capazes de dizer: Estão a ver ?!!!  Jesus aponta para a Lei do Antigo Testamento, pois a Lei é eterna e imutável… Jesus não veio destruir Lei… Ai de quem não cumprir a lei do dízimo, do sábado e outras que estão, e sempre estarão em vigor.  

Que podemos pensar desta afirmação do Mestre?

Realmente, parece que o Mestre apoia a Velha Lei.

Mas o que determinava a Lei de Moisés para estes casos?

Podemos ler em Levítico 13:4/6

4 Mas, se a empola na pele da sua carne for branca, e não parecer mais profundado do que a pele, e o pêlo não se tornou branco, então o sacerdote encerrará o que tem a praga por sete dias; 5 E ao sétimo dia, o sacerdote o examinará; e eis que, se a praga, ao seu parecer, parou e a praga na pele se não estendeu, então o sacerdote o encerrará por outros sete dias; 6 E o sacerdote, ao sétimo dia, o examinará outra vez; e eis que, se a praga se recolheu, e a praga na pele se não estendeu, então o sacerdote o declarará por limpo; apostema é; e lavará os seus vestidos, e será limpo.

Então, quantos dias é que eles teriam de lá ficar em observação, antes do milagre de Jesus ser confirmado pelo sacerdote? Seria pelo menos duas semanas.

Parece que de início, todos eles obedeceram, possivelmente com pouca convicção. Mas depois sentem-se curados e é nessa altura que se lhes coloca a grande decisão. Que fazer nessa altura?!!

Cumprir todos os preceitos da Velha Lei, que os iria manter ocupados durante essas duas semanas, para depois oferecer sacrifícios de aves a quem não os pudera curar? Ou esquecer a velha Lei e voltar para dar glória ao Mestre?

Afinal, o samaritano parece que foi o único que transgrediu os preceitos da Velha Lei, que os outros, tudo nos indica que foram cumprir escrupulosamente.

Parece que estamos perante duas atitudes possíveis do crente. Ou o caminho da Lei, ou o da liberdade que Jesus nos oferece… Liberdade até para ultrapassar a Velha Lei, em obediência a outros valores muito superiores.

Nada conseguiu impedir que o samaritano voltasse para Jesus, louvando a Deus em alta voz.

E qual foi a atitude do Mestre, perante esse leproso que não cumpriu os preceitos da sua purificação e que em vez de parar ao longe para gritar: Imundo… imundo, se aproximou, dando glória ao verdadeiro Deus, ao Pai revelado por Jesus?

Penso que Jesus apoiou a atitude do samaritano, que afinal, foi o único que não cumprindo a Lei de Moisés, seguiu uma outra Lei.

Mas que Lei é essa ? Podem certamente perguntar. Onde está escrita essa nova Lei?

Penso que temos a resposta, até mesmo no Antigo Testamento, em Jeremias 31:33 Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

Tinha chegado o momento de Deus cumprir a sua promessa e de se tornar conhecido a todo o povo e a todos os povos… incluindo os samaritanos. As antigas expressões “Casa de Israel” e “Povo do Senhor” teriam de ser interpretadas no novo contexto neotestamentário.

2) Aspecto humano

Mas, penso que não podemos ficar por estas considerações teológicas, um tanto teóricas e indiferentes à realidade vivida pelos leprosos.

Já mencionamos o horror que era a vida dos leprosos, mas gostaria de alertar os prezados irmão para um outro pormenor, porque há um aspecto positivo no meio de todo este horror.

Vemos aqui um autêntico milagre. Pois aquilo que a religião não conseguiu fazer, afinal a lepra conseguiu.

É que os leprosos, apesar de afastados de seus familiares e amigos, apesar de divididos pela sua raça, divididos pela sua genealogia, divididos pela própria teologia, eles eram muito unidos entre si.

Talvez pudéssemos dizer que estavam unidos pela desgraça. Aqueles que viviam separados por pertencerem a seitas diferentes e que anteriormente até se odiavam, constituíam agora uma nova família. Tinham de se ajudar mutuamente.

Principalmente quando a doença se agravava e as mãos se desfaziam, mais dependentes ficavam dessa interajuda. Para onde quer que fosse algum deles, todos os outros o acompanhavam. Eram muito unidos, porque não tinham outros amigos, não tinham outra família. Eles eram escorraçados por todos os puros. Só outro leproso, só outro imundo os poderia ajudar.

Sabemos, por esta descrição de Lucas,  que um dos leprosos até era samaritano !!!. …

Como sabemos, entre judeus e samaritanos havia um ódio que já vinha de várias gerações. Todos os dias, ao por do sol, os judeus mais piedosos voltavam-se na direcção de Samaria para amaldiçoar os samaritanos. Mas parece que tudo isso foi esquecido pela triste realidade do presente. É que já não havia mais judeus nem samaritanos. Eram todos leprosos.

Diz aqui que eles pararam a certa distância o que era habitual, e era obrigatório pela Velha Lei, pois tratava-se de leprosos, mas em vez de gritarem “Imundo… imundo”, a sua exclamação foi outra. Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. Podemos dizer que isto foi a oração dos leprosos.

Eles eram judeus, e tinham uma antiga tradição litúrgica. Essa era uma das diferenças entre o povo de Israel e os outros povos. Enquanto os outros povos davam mais ênfase aos sacrifícios, por vezes até sacrifícios humanos e não há muita informação sobre as suas orações, sabemos que os judeus oravam ao nascer do sol e ao por do sol, antes e depois das refeições mas estava quase tudo normalizado. Eram mais rezas do que orações, embora muitas dessas orações tivessem chegado aos nossos dias através dos Salmos.

Os leprosos, como judeus que eram, deviam saber de cor muitos dos Salmos que temos nas nossas bíblias, mas nessa altura, quando viram a Jesus, parece que nada disso servia para expressar os seus pensamentos.

Eu sinto que não sou a pessoa indicada para falar nisto. Mas, perguntem a quem já esteve muito doente no hospital, quando é que orou com mais convicção, se foi num culto na igreja ou se foi quando esteve sozinho na cama do hospital, quando sentiu as forças a faltar e não sabia quando é que iria à presença do Senhor.

Quando o homem descobre sua doença física ou espiritual, quando sente a sua fraqueza, não necessita que ninguém o venha ensinar a orar.  Apesar de serem judeus e de tantas vezes terem recitado os Salmos, eles nunca tinham orado assim. Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.

Vale a pena meditar na resposta de Jesus.

Às vezes o Senhor responde sim, outras vezes é não, e outras vezes manda esperar. Mas, parece que desta vez temos ainda outra resposta possível.

O Senhor manda-os ao sacerdote, que nessa cultura correspondia mais ou menos ao nosso médico delegado de saúde. Eram os levitas que exerciam essas funções, de zelar pela saúde pública.

Podemos imaginar o que devem ter pensado alguns dos leprosos. Talvez inicialmente tivessem ficado desiludidos, e nessa altura Satanás deve ter insinuado as maiores dúvidas. Para que é que vocês vão ao sacerdote, se ainda estão doentes?…  É para serem mais uma vez escorraçados pelos sacerdotes?… Isso não vai dar resultado… Afinal, esse Jesus é como os outros. Não orou nem receitou nenhum medicamento ou lavagem ritual…. Mandar ao sacerdote é uma maneira de nos afastar…

Mas, apesar de tudo, eles foram aos sacerdotes.

Diz aqui …. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos.

Muitas vezes o Senhor actua com colaboração humana. Só depois deles iniciarem o caminho para o sacerdote, só depois dessa prova de fé e de obediência, mesmo que a fé fosse fraca… é que se manifesta o poder do Senhor.

Mas vejamos o que aconteceu depois que os dez leprosos foram curados. É que esta é a parte mais estranha.

Eu bem gostaria de saber desenvolver este pormenor, e de apresentar uma boa exortação sobre o assunto… Mas afinal, é melhor dizer que não consigo compreender o que se passou em seguida e queria compartilhar com os irmãos a minha admiração e a minha desilusão.

A descrição de Lucas conta o caso estranho de um dos leprosos voltar sozinho. Não era natural. Os leprosos andavam sempre juntos até à morte. Que se terá passado?

Depois do Senhor os curar, quando seria de esperar que eles manifestassem a sua fé, dessem glória a Deus e fossem mais unidos do que nunca. Parece…… que a união entre eles desapareceu, porque já não havia mais os dez leprosos. Em seu lugar estava o aguerrido zelote Senhor A, o intelectual saduceu Senhor B ou o consagrado fariseu Senhor C….

Talvez depois desta experiência, o zelote se tenha tornado o mais valente entre os da sua seita. Talvez o saduceu se tenha tornado o mais estudioso entre todos os intelectuais saduceus e o fariseu o mais religioso e o mais consagrado entre todos os fariseus. Eles voltaram para os seus, e talvez tenham agradecido a Deus de acordo com as suas tradições.

Mas será que me devo admirar com esta passagem? Afinal, não é isto que se passa mais ou menos, nas enfermarias dos nossos hospitais?

A amizade e solidariedade que se cria entre doentes do mesmo quarto, também desaparece quando são curados, quando têm alta do hospital, quando voltam para os seus e normalmente nunca mais sabem uns dos outros nem se lembram dos médicos e dos enfermeiros que os trataram.

Não é isto que se passa com muitas igrejas, que inicialmente são pequenos grupos de crentes, por vezes sem pastor e sem um edifício apropriado, mas em que há amor e união e que mais tarde, quando conseguem construir o seu templo e arranjar um Pastor, quando tudo parece que está bem é que surgem os problemas e divisões entre os crentes?

Mas houve um leproso que voltou…. e Jesus perguntou: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?

Vemos também, como a gratidão é rara.  Mas, não é isso que se passa connosco? Dos dez leprosos só voltou um…. Um para dez, ou somente dez por cento se preocupa em agradecer.

Se nos lembrarmos das nossas orações… o que é que predomina nas nossas orações? São os pedidos ou é o louvor e o agradecimento pelo que temos ?

Lucas não nos diz, porque é que só o samaritano é que voltou. O que terá acontecido quando se sentiram já curados?

Será que nessa altura ele foi afastado do grupo por ter voltado o antigo ódio entre judeus e samaritanos ?

É natural que a primeira reacção dos leprosos fosse a de procurar as suas famílias e amigos para dizer: Alegrem-se porque voltei e estou curado.

O samaritano também tinha certamente a sua família, mas ele deu prioridade a uma outra família. Procurou em primeiro lugar o Messias que o tinha curado.

Conclusão

Vamos terminar, deixando este exemplo para nossa meditação.

A unidade dos membros duma igreja depende disto afinal. Pois também entre nós, quanto mais importantes formos, mais desunida e mais fraca será a Igreja do Senhor.

Sempre tive medo dos crentes importantes. Quando no nosso íntimo nos sentimos importantes, ou por termos mais estudos, ou por termos contribuído mais para a igreja, ou por sermos os crentes mais antigos…. É sinal de que a igreja está doente. É sinal de que nos esquecemos do que somos na realidade e que na Igreja só há Um que é importante.

Os leprosos não tinham culpa de terem sido atacados pela lepra, mas nós somos culpados do nosso pecado. Dentro de cada um o homem velho, como diz Paulo ainda não está dominado.

É verdade que a igreja (edifício) não é um lugar especial, um lugar diferente como acontecia no Velho Testamento, não é o Templo do Velho Testamento com o seu lugar santo. O nosso Deus não está limitado ao templo.

Mas, se em vez de entrarmos nas nossas igrejas como membros de pleno direito, como pastores, presbíteros ou diáconos, como directores disto e daquilo… se tivéssemos de parar ao longe, antes de entrar na casa do Senhor e gritar… não digo: imundo…imundo… mas bem pior do que isso, se tivéssemos de gritar: pecador… pecador… Senhor, tende piedade de nós.

Se tivéssemos de aguardar que o Senhor nos convidasse a entrar, se sentíssemos que estamos na casa do Senhor não por mérito próprio mas só pela misericórdia do Senhor, se víssemos em cada irmão, outro leproso, outro pecador como nós que necessita da nossa ajuda e que só nós podemos ajudar.

Então a Igreja poderia ser mais unida, eficiente e poderosa, se nos lembrarmos daquilo que somos.

É só pela misericórdia do Senhor que Ele nos recebe e nos transforma para seu serviço.

Camilo – Marinha Grande 2004

Veja também estudos sobre outros personagens bíblicos em Diversos assuntos bíblicos

Estudos bíblicos sem fronteiras teológicas

 

http://www.estudos-biblicos.net/dezleprosos.html

Testemunhas de Jeová precisam cumprir leis de privacidade em pregação de porta em porta, diz tribunal europeu

Membro das Testemunhas de Jeová lê a Bíblia durante reunião em Bordeaux, na França

Testemunhas de Jeová precisarão obter a permissão das pessoas antes de coletar seus dados pessoais durante pregações de porta em porta, de forma a cumprir as leis de privacidade da União Europeia, decidiu o principal tribunal europeu nesta terça-feira. (Membro das Testemunhas de Jeová lê a Bíblia durante reunião em Bordeaux, na França 31/07/2009 REUTERS/Regis Duvignau)

O caso foi aberto depois que a Finlândia proibiu, em 2013, testemunhas de Jeová de coletarem dados pessoais durante visitas de porta em porta.

A denominação cristã fundada nos Estados Unidos, que diz ter mais de 8 milhões de seguidores no mundo, recorreu da decisão, dizendo que sua pregação deve ser considerada uma atividade religiosa pessoal e, portanto, as anotações feitas durante as visitas também seriam pessoais.

Em seguida, um tribunal finlandês pediu orientação do Tribunal Europeu de Justiça, em Luxemburgo, que disse nesta terça-feira que essa atividade religiosa não é coberta pelas exceções concedidas a atividades pessoais.

“Uma comunidade religiosa, como as Testemunhas de Jeová, é uma controladora, junto com seus membros que participam da pregação, para o processamento de dados pessoais conduzidos pelo último no contexto da pregação de porta em porta”, disseram os juizes.

“O processamento de dados pessoais conduzido no contexto de tal atividade precisa respeitar as regras da lei da União Europeia para a proteção de dados pessoais”.

De acordo com regras de proteção de dados da UE, um controlador determina como e por que os dados pessoais são processados.

As Testemunhas de Jeová divergem do cristianismo tradicional em diversas crenças, como a rejeição da doutrina da Trindade e a oposição à transfusão de sangue e ao recrutamento militar. (Por Foo Yun Chee BRUXELAS (Reuters) (Reportagem adicional Robert-Jan Bartunek)

https://br.noticias.yahoo.com/testemunhas-jeová-precisam-cumprir-leis-privacidade-em-pregação-142434479.html

Comprados por bom preço

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Pr. Timofei Diacov

 

Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Cor 6:20).

A palavra comprar, primeiramente o comprador precisa ter discernimento, para assim não empregar o seu capital na aquisição do produto que pretende comprar. Nenhum de nós que vai ao mercado, vai gastar o seu dinheiro logo à primeira vista; ele vai parar e ver se vale à pena comprar aquilo que o atraiu pelos olhos. Deus é o grande negociante que procura pérolas de grande preço. O Senhor Jesus é esse grande negociante que sabe o que quer. Ele contou outra parábola dizendo que o reino dos céus é semelhante a um homem que encontrou um tesouro escondido; e cheio de alegria foi ao dono do campo e comprou aquela propriedade; e assim conseguiu o que pretendia. O importante desta mensagem é o próprio homem saber que o seu próprio valor é ignorado, e que deve conhecer os dois lados de sua vida: o bom e o ruim. O ruim é, o estado em que ele se encontra: perdido, pecador, sem Deus, sem saber que isto não é uma fantasia, mas uma terrível verdade. E o lado bom é a parte espiritual, aquela que Deus criou, conforme a Sua imagem e semelhança.

Porém, porque o homem ignora tanto uma como a outra parte, se torna necessário conhecê-las: a parte ruim e a parte boa. O homem não sabe o seu próprio valor, por isso o inimigo se aproveita de sua ignorância, mostrando-lhe a parte ruim, fazendo com que ele acredite que a vida é assim mesma, não necessita de qualquer mudança. Porém, o texto nos ensina que o negociante, buscava pérolas de grande preço e, buscando encontrou uma de grande valor. Os olhos do negociante viram aquilo que era de valor eterno. A quem se refere Jesus?  Os seus olhos perscrutando viram o homem que Ele havia criado. Deixou a Sua glória, Sua Pátria, e veio a este mundo comprar essa pérola de grande valor. Entretanto, os olhos do próprio homem, não tiveram essa capacidade, o de discernir o que é bom, espiritual e eterno; por isso ele cada dia mais se distancia de Deus, achando que deve aproveitar a vida enquanto está na terra. Satanás foi até o Éden, com o objetivo de enganar o casal que Deus tinha criado, dizendo-lhe que Deus, seu Criador, o havia enganado e, que essa estória era uma farsa; entretanto que se do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, comessem, seriam iguais a Deus, conhecendo o bem e o mal. E o homem deixou de crer em Deus para crer no inimigo.

E assim, passou a ignorar o seu próprio valor, porém Jesus pagou um alto preço para comprar a você e a mim. Ele nos dá a vida eterna. Você quer aceitá-la? Faça-o agora mesmo. Reconheça o seu valor.

Pr. Timofei Diacov
Colaborador do Portal ADIBERJ – Associação dos Diáconos Batistas do Estado do Rio de Janeiro