O Espírito Excelente de Daniel

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Daniel era jovem quando chegou à Babilônia. O rei Nabucodonosor invadiu Jerusalém e aprisionou alguns judeus, entre eles Daniel e seus amigos, que foram levados como escravos para o exílio. Ver sua família destruída, seus amigos e parentes massacrados pelos seus inimigos, os sonhos se desfazerem como pó diante de seus olhos, ser levado para uma terra que ele nunca conhecera para servir a ímpios e viver no meio de um povo idólatra, não fazia parte dos planos de Daniel, mas fazia parte dos planos de Deus.

Nessas circunstâncias era difícil não se abater e perder a esperança. Mas, Daniel decidiu confiar na soberania de Deus e fazer desse tempo de sua vida, um novo começo. Daniel se destacou pela sua conduta irrepreensível e seu testemunho de fidelidade a Deus. Não é a toa que Deus tenha Se agradado dele e o tenha colocado na posição mais alta do reino. Não apenas isso, ele foi considerado o mais sábio de todos os sábios da sua época.

Tudo que Deus concede a homens é para engrandecer o Seu nome. Embora a glória de Israel tivesse acabado, Deus levantou um jovem para glorificar o Seu nome no maior império da época, a Babilônia. Ele serviu a quatro reis, sucessivamente (Dn 6.3). Não por ser o único que tivesse, mas por ser o único que Deus fez questão de ressaltar. Por isso mesmo, ele é um exemplo de excelência para nós.

A expressão “espírito excelente” significa “extraordinário ou aquilo que excede!”. O que era afinal esse espírito excelente que distinguiu Daniel dos demais? Para respondê-la, vamos identificar três aspectos na vida de Daniel, explícitos na Bíblia, no livro que leva o seu nome. São características essenciais para aqueles que querem ter esse mesmo espírito e alcançarem posições altas como homens e mulheres de Deus.

1- O caráter de Daniel 

Daniel é um dos poucos homens dos quais a Bíblia não menciona erros e pecados. Pelo contrário, ele é descrito de uma maneira extraordinária, como um homem reto. A Bíblia diz que ele se distinguiu! Mas, por que? Creio que foi por causa do seu caráter. Todo filho de Deus deve ser alguém que se destaca dando bom testemunho, seja na sua liderança, na sua casa ou como bom profissional. Mas, o que é caráter? É aquilo que define quem você é. Caráter é aquilo que você é quando ninguém o está olhando.

Existem muitas pessoas que têm um bom caráter, mas que não conhecem a Deus. Isso faz toda diferença, pois Deus não está interessado apenas em pessoas de caráter, mas em expressar o Seu caráter santo através de homens tementes a Ele. O que deve ser visto não é um homem de caráter, mas o caráter de Deus no homem: é Deus sendo expresso através de seus atos.

Cada árvore tem o tamanho proporcional às suas raízes. Mas, quando as raízes estão crescendo, ninguém vê, contudo, todos desfrutam dos frutos quando eles aparecem. O mesmo acontece na sua vida. Seu crescimento espiritual não é visivelmente percebido. Mas, com certeza, será percebido mais tarde, quando os frutos forem gerados. Vejamos algumas características do caráter de Daniel.

a) O caráter nobre (Dn 1.3) 

Daniel era realmente de uma linhagem real, o que, com certeza, lhe proporcionou uma educação acima da média. Mas, fazer parte da nobreza, não significa “agir como nobre”. O caráter nobre de Daniel não se devia ao fato de ter sido ele nascido em uma família nobre simplesmente, mas ao fato de ele ter se comportado como um filho de Deus. Sua nobreza era a expressão do caráter de Deus na sua vida. Para ser um líder espiritual precisamos desenvolver um caráter nobre. As pessoas no mundo podem ser educadas, mas o filho de Deus tem que ser nobre! É muito mais do que ter educação. É ter um comportamento que glorifique a Deus.

b) O caráter consagrado (Dn 1.8) 

Consagração e santidade são coisas diferentes. Santidade está relacionada com a conduta; consagração com uma dedicação a um propósito. Alguém consagrado é alguém entregue a um propósito. A consagração de Daniel não foi uma emoção momentânea ou algo parecido. Ele se decidiu! Foi uma decisão consciente e pessoal.

c) O caráter fiel (Dn 6.4) 

Alguém fiel é alguém confiável. Um espírito excelente se traduz por um coração fiel. Fidelidade nos fala de exatidão. Ser fiel é ser exato. Por isso, a Bíblia diz que Jesus é a exata expressão de Deus. O homem não é uma cópia de Deus, mas foi criado para expressá-lo. Somos considerados fiéis a Deus, quando expressamos o Seu caráter. Deus não apenas guardou a Daniel, mas também o fez próspero. Você não precisa buscar prosperidade, precisa apenas ser encontrado fiel, pois essa é a fidelidade de Deus para com aqueles que são fiéis a Ele.

d) O caráter reto (Dn 5.17) 

Certa vez Daniel foi chamado diante do rei Belsazar, que estava dando um banquete e no meio da festa, a mão de Deus aparece escrevendo na parede uma sentença contra o rei. Apenas Daniel pode interpretar o que estava escrito. Maravilhado com a sabedoria dele, o rei quis presenteá-lo. Mas, Daniel recusou, porque o rei estava usando os utensílios do templo para profanação e orgias. Aceitar as oferendas do rei naquelas circunstâncias era ser cúmplice do que ele estava fazendo. Retidão é andar em linha com a vontade de Deus, nos fala de sermos coerentes com a Palavra. Um caráter reto fala de manter-se íntegro diante de coisas que possam comprometer o seu testemunho.

2- A competência de Daniel 

Entenda uma coisa, sua utilidade para Deus depende do seu caráter. Mas, se além do caráter, você tiver a competência, certamente você será muito mais útil nas mãos de Deus. Daniel tinha os dois, o caráter e a competência. Competência é uma aptidão, uma condição que caracteriza o trabalho de uma pessoa. Daniel se distinguiu por ser mais que competente, por ser excelência. São duas coisas distintas. Podemos ter muitas pessoas competentes num assunto, mas alguns se sobressaem por causa da sua excelência. A diferença de uma boa liderança e excelente é que, a liderança natural faz apenas aquilo que precisa ser feito e a liderança excelente faz além. Saiba que você também pode ter. Vejamos como a Bíblia descreve a competência de Daniel.

a) Instrução (Dn 1.4) 

Uns têm mais condições de investir nos estudos que outros. Mas, independente do grau de instrução que uma pessoa, para ter competência é preciso se preparar. A falta de instrução é dos fatores que mais agrava a incompetência. Instrução está associada a estudo e também a disciplina. Ninguém adquire instrução da noite para o dia, é necessário investir tempo, dinheiro, disposição e tudo isso exige disciplina.

Outras pessoas pensam que basta confiar em Deus, pois assim como Ele deu sabedoria a Daniel, Ele dará a elas. Isso é verdade, mas também não é toda a verdade. Daniel estudou, se instruiu, não recebeu tudo pronto. Você pode ter tudo o que você sonhar em Deus, mas mesmo confiando em Deus, você tem que fazer a sua parte. Mude os seus hábitos, concentre-se em suas prioridades e invista no seu ponto forte.

b) Sabedoria (Dn 5.13,14) 

A Bíblia diz que Deus deu inteligência, conhecimento e sabedoria a Daniel. Conhecimento é o quanto uma pessoa conhece sobre um assunto. Inteligência é a capacidade de raciocínio de alguém e sabedoria está relacionada à capacidade de relacionar-se e de lidar com situações e com pessoas. Deus deu tudo isso a Daniel de uma forma abundante. Se você quer ser um líder bem-sucedido, precisa da sabedoria de Deus. A sabedoria capacita o líder e o torna competente na sua liderança.

c) Lealdade (Dn 5.10-13) 

Por que você acha que Daniel serviu a quatro reis? Apenas por causa da sua sabedoria? Não. Porque ele também era leal! Quando Daniel foi apresentado ao rei Beltessazar, suas referências vieram de alguém que o conhecia do reinado anterior de Nabucodonosor. Depois que todos os sábios do reino falharam em decifrar os escritos na parede, Daniel foi lembrado. Isso, por causa da sua lealdade ao rei anterior. As referências foram: ele foi leal ao seu pai e será leal a você, ele não o enganará ou o embromará, ele falará a verdade.

O espírito de Daniel 

Além do caráter irrepreensível e da competência, a Bíblia mostra claramente que o seu “espírito excelente” tinha de fato algo espiritual. Esse terceiro aspecto que usamos para definir o espírito excelente de Daniel está relacionado com uma vida cheia do espírito. Alguém cheio do espírito manifestará a “excelência do espírito”. Daniel faz parte do time de profetas do Velho Testamento. Ele foi usado por Deus durante o período do exílio para profetizar e interceder pelo povo de Israel. Decida exercer sua profissão como ministro de Deus. Certamente os resultados irão ser alterados e quem sabe Deus o colocará em posições altas, como fez com Daniel. Para que isso aconteça, identificaremos os pontos fortes da vida espiritual de Daniel.

a) Uma vida de oração (Dn 6.10)

Daniel orava três vezes ao dia. Como alguém com tanta responsabilidade no reino, competente, comprometido, responsável, conseguia fazer isso? Ele só era tudo isso por causa da sua vida de oração. A verdade é que quando você se deleita no Senhor, Ele realmente concede o desejo do seu coração! (Sl 37).

b) Conhecimento espiritual (Dn 9.2) 

Daniel compreendeu o sentido espiritual das revelações de Deus dadas ao profeta Jeremias. Daniel discerniu que o tempo do exílio já havia sido determinado por Deus: setenta anos. Antes do discernimento vem o conhecimento espiritual. O conhecimento é adquirido através da revelação da Palavra de Deus. Essa revelação acontece no espírito, mas ela vem através do conhecimento da Palavra de Deus. Tudo aquilo que Deus fala no nosso espírito deve ser respaldado pela Bíblia.

c) Sensível a Deus (Dn 9.4,5) 

Alguém sensível é alguém que percebe as coisas do coração. Não é fácil perceber o que se passa no coração de outra pessoa. Imagine perceber o que está no coração de Deus! Alguém sensível a Deus é alguém que ora. Esse tipo de sensibilidade só se adquire através da oração e colocando-se no lugar do outro.

d) Visão (Dn 9.23) 

Deus mostrou a Daniel uma visão do futuro, era uma revelação espiritual. Ninguém mais viu a visão, só Daniel. Isso nos fala que ser um líder de visão é enxergar aquilo que outros não enxergam. Ter visão é poder enxergar na dimensão de Deus. Isso não é meramente resultado de um desejo pessoal. Deus Se revela àqueles que O buscam.

e) Discernimento (Dn 9.23) 

Deus queria que Daniel discernisse a visão. Visão é ter a compreensão dos propósitos de Deus. Só podemos dizer que temos visão se tivermos também o discernimento dela. Deus é prático. Se Ele nos dá uma visão, certamente nos dará também as estratégias para cumpri-la. Mas, como todos os outros dons, é preciso buscá-lo. Precisamos liderar com competência e discernimento. Daniel foi um grande profeta e líder espiritual porque tinha discernimento das coisas espirituais.

As revelações de Daniel diante dos reis 

Podemos ainda perceber como a espiritualidade de Daniel refletia no seu trabalho. Além de um procedimento correto na sua profissão, o seu espírito afinado com Deus é que garantiu fluir no sobrenatural (Dn 19-23). A Bíblia revela como Daniel desvendou mistérios aos quatro reis que ele serviu e como esses reis exaltaram a Deus (Dn 2.25-28; 11.1,2; 10.1).

A confirmação de Deus 

No final do livro de Daniel vemos duas palavras liberadas por Deus que confirmam como ele O agradou: “Ele me disse: Daniel, homem muito amado! (Dn 10.11). Outra coisa que nos dá muita alegria além do amor de Deus por nós, é saber que agradamos a Ele e somos encontrados fiéis (Dn 12.13).

No final da vida de Daniel, Deus o lembra da sua herança. Tudo o que ele foi e realizou em Deus teve repercussão no céu. E lá estava a sua verdadeira herança. Esse é o resultado que devemos buscar. Há uma recompensa para aqueles que são chamados por Deus. Mas, por enquanto, concentre-se no caminho. Qual? Responda a Deus na sua liderança, com um caráter aprovado, liderando com competência e cheio do espírito! (Fonte: Site da Igreja Batista Água Viva)

http://pesformosos.com.br/?pg=ver_artigo&id=519&t=o-espirito-excelente-de-daniel

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Professora cristã de história processa orientadora feminista de mestrado por perseguição ideológica

Uma professora de história, ex-aluna de mestrado da Universidade do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis, busca na justiça uma indenização de mais de R$ 17 mil reais por entender ter sido discriminada pela própria orientadora, por conta de convicções políticas, morais e religiosas.

Professora em escolas públicas de Chapecó, no oeste de Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo, de 26 anos, conta que, em 2013, foi selecionada no programa de mestrado da Universidade do Estado de Santa Catarina, a Udesc, em Florianópolis.

Ana Caroline, que se declara conservadora e cristã, tinha como tema o projeto “Virgindade e Família: Mudança de Costumes e o Papel da Mulher Percebido Através da Análise de Discursos em Inquéritos Policiais de Chapecó”. A orientadora selecionada pela banca para o trabalho foi Marlene de Fáveri, que ministra a cátedra “História e Relações de Gênero”.

Os problemas entre orientanda e orientadora, segundo Ana Caroline, começaram já na primeira semana de aula. A mestranda afirma que colegas de faculdade passaram a monitorar seu perfil pessoal no Facebook, comunicando a Marlene as posições conservadoras adotas por Ana Caronile na rede. Pouco tempo depois, Ana afirma ter sido procura por email, por Marlene.


“A professora me mandou um email ‘Ana bom dia, estou recebendo muitos emails com esses links – daí os links do meu perfil pessoal do Facebook – onde você se mostra antifeminista e eu estou sendo cobrada por seres minha orientanda’. Basicamente, o que ela quis dizer nesses emails é que ela queria da minha parte um comprometimento ideológico com a conclusão da pesquisa, com a hipótese cientifica, antes da pesquisa cientifica ser concluída”, disse Ana Caroline Campagnolo, professora de história, ex-aluna de mestrado

Após o incidente, Ana Caroline afirma que apagou as postagens para manter uma relação sem conflitos com a professora. No entanto, segundo ela, os problemas voltaram no semestre seguinte, quando concedeu uma entrevista a um canal no YouTube, onde as declarações foram consideradas machistas e retrógradas, na avaliação de colegas e da própria orientadora.

A discussão foi parar em sala de aula e Ana diz ter sofrido “estresse emocional e sofrimento psíquico, situação de humilhação e sensação de cerceamento”, de acordo com os autos do processo. Marlene, por outro lado, afirma não ter constrangido, em nenhum momento, a orientanda. A professora afirma que a preocupação sempre foi com a integridade do campo de estudos em gênero e feminismo.

“Ela pode se posicionar da forma que quiser, com as ideias que quiser, sem nenhum problema. Mas é que havia muitos equívocos e isso colocava em cheque toda a minha disciplina, meu plano de ensino, minha biografia e isso me constrangia também. Então, minha preocupação foi essa. Não existe nada de constrangedor”, alega Marlene de Fáveri, historiadora e professora


Justificando uma incompatibilidade do ponto de vista teórico-metodológico com relação à abordagem do tema, Marlene de Fáveri pediu o desligamento de Ana da cátedra de História e Relações de Gênero, em 2014.

Após o pedido ter sido atendido pelo colegiado, Ana Caroline Campagnolo diz ter sido obrigada a mudar o tema e o orientador. Ao final do mestrado, Ana acabou reprovada e protocolou o processo contra Marlene, no mesmo mês.

Nos últimos meses, diversas entidades educacionais se manifestaram a respeito do processo. O Departamento de História da Udesc, o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da mesma universidade, o Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) entre outras instituições saíram em defesa da orientadora.

Ana Carolina Campagnolo é apoiada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, a Confenen, e pelo movimento Escola Sem Partido, que inspira o anteprojeto de lei contra a doutrinação ideológica nas escolas brasileiras. O projeto de autoria do deputado Erivelton Santana (PSC-BA) está sendo analisado por uma comissão especial. Em caráter conclusivo, a medida será analisada pelas comissões de Educação; e de Constituição, Justiça e de Cidadania.  (Reportagem, João Paulo Machado)

http://site.agenciadoradio.com.br/noticiaView.zhtml?codigoNoticia=CONF170031

Melquisedeque: Reinado e sacerdócio divino que sobressaem do meio de pagãos

O sacerdote rei Melquisedeque é um personagem misterioso na Bíblia. Ele aparece apenas três vezes nas Escrituras (Gênesis 14.18 a 20; Salmos 110.4; Hebreus 6.20; 7.1 a 10).

Vejo com muita tristeza que os cristãos falam muito pouco -ou quase nada -a respeito de Melquisedeque. Se o leitor pesquisar sobre Melquisedeque no site de busca Google, encontrará milhares de referências sobre ele em sites de místicos, esotéricos, bruxas, mas em sites cristãos – na maioria das vezes – fala-se somente o básico sobre Melquisedeque.

Quem foi Melquisedeque? 

O nome Melquisedeque é a combinação de duas palavras dos cananeus: melchi = rei, zadok = justiça (rei da justiça). Melquisedeque era rei de Salém, uma cidade de Canaã e este nome Salém significa “paz” na língua dos cananeus. O nome cananeu dessa cidade iria mais tarde fazer surgir a saudação hebraica Shalom e seu equivalente árabe, Salaam. Salém contribuiria com suas cinco letras para formar a última parte do nome Jerusalém, cujo nome significa “o fundamento da paz”. Porém, ainda mais interessante do que a cidade de Salém propriamente dita era o rei que reinava sobre ela, Melquisedeque.
Os cananeus foram um povo famoso por seus sacrifícios de crianças, prostituição nos templos, homossexualismo legalizado e muita idolatria. Mas, o que fazia o rei da paz entre eles? Melquisedeque além de rei era sacerdote do Deus altíssimo (Gênesis 14.18).
Segundo Don Richardson, autor do livro “O Fator Melquisedeque”, a resposta parece estar no que cada um deles representava na economia de Deus: “Melquisedeque representava a revelação geral de Deus para a humanidade; Abrão representava uma revelação especial de Deus à humanidade, baseada na aliança, conforme registrada na Bíblia. A revelação geral de Deus é superior a sua revelação especial de duas maneiras: ela é mais antiga e tem influenciado toda a humanidade (Sl 19). Assim era apropriado que Abraão, como representante de um tipo de revelação mais recente e menos universal, pagasse o dízimo de reconhecimento ao representante da revelação geral”.
Melquisedeque é um tipo de Cristo, pertence a uma ordem sacerdotal superior a ordem levítica da lei de Moisés. A ordem levítica foi temporária, mas a ordem sacerdotal de Melquisedeque, a qual Cristo pertence, é eterna e vai além dos limites dos tempos. Melquisedeque é como se fosse o próprio Cristo reinando entre os pagãos, pois ele é uma figura do Filho de Deus:
“…Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”. (Hebreus 6.20) 
“Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão, quando voltava da matança dos reis, e o abençoou, para o  qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente”. (Hebreus 7.1 a 3) 
Uma coisa interessante é que Abraão ao encontrar-se com Melquisedeque aceitou o título “Deus Altíssimo” usado por ele, e o identificou com o “Senhor” (Gênesis 14.22). Assim Abraão deu testemunho do Deus único e verdadeiro, a quem Melquisedeque dizia ser servo, e provavelmente Abraão já tinha ouvido falar acerca desse sacerdote de Deus.
A palavra Deus Altíssimo no hebraico é El Elyon. Segundo o comentário da Bíblia de Estudo Almeida “El Elyon era o deus supremo dos habitantes da Jerusalém pré-israelita. Ao identificar essa divindade com Javé, o SENHOR, Deus de Israel, o texto bíblico quer mostrar que Abrão, o pai do povo judeu, e Melquisedeque, um rei e sacerdote não-israelita, veneravam sob nomes diferentes o mesmo Deus criador”.
Essa diferença entre os nomes de Deus -um deles usado no paganismo -não afetou  Abraão em nada. Se Abraão fosse cheio de orgulho, arrogância e altivez como muitos no meio cristão, ele diria: “Um momento Melquisedeque! O nome correto do Deus
Altíssimo é El Shaddai (Deus Todo-poderoso) e não El Elyon! Além disso, não posso aceitar uma benção oferecida sob esse nome cananeu El Elyon, visto que todo conceito cananeu deve estar tingido de noções pagãs como a idolatria. Além do mais, Javé me disse que Eu é que deverei ser uma benção e abençoar todas as famílias da terra, inclusive Vossa Majestade. Não está se achando presunçoso ao abençoar-me?”.  Pelo contrário, Abraão agiu diferente lhe entregando o dízimo dos despojos da  guerra vencida contra os cinco reis. Abraão agiu com humildade mesmo sendo detentor das promessas de Deus, pois é em Abraão que todas as famílias da terra foram abençoadas, mas isso só foi possível por causada humildade de Abraão e por que ele foi abençoado por um dos sacerdotes de Deus da época, visto que Abraão é mencionado como profeta, mas nunca como sacerdote. Através dessa humildade, Abraão reconheceu a superioridade de Melquisedeque:
“Considerai, pois, como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos. Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm mandamento de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora tenham estes descendido de Abraão; entretanto, aquele cuja genealogia não se inclui entre eles recebeu dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas. Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior. Aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão. Porque aquele ainda não tinha sido gerado por seu pai, quando Melquisedeque saiu ao encontro deste”. (Hebreus 7.4 a 10) 
Observem uma coisa, Provavelmente o povo a qual o rei Salém pertencia, não era um povo tão mergulhado no paganismo  idolatria e imoralidade sexual, isso pode ter ocorrido com a ausência de seu Rei, visto que Melquisedeque saiu de seu palácio para encontra abraão antes de ele ter nascido Porque aquele ainda não tinha sido gerado por seu pai, quando Melquisedeque saiu ao encontro deste”. (Hebreus 7.10) 
Sugiro ao leitor que leia todos os textos bíblicos relacionados à Melquisedeque, principalmente nas referências de Hebreus.
Abraão e o Misterioso Melquisedeque 
“…sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente”. (Hebreus 7.3) 
Se compararmos ambos os personagens, veremos que Abraão possui uma FÉ VISÍVEL e Melquisedeque, por sua vez, uma FÉ INVISÍVEL.
 http://centralizadosemcristo.blogspot.com.br/2014/01/a-ordem-de-melquisedeque.html#.WPM672nyvIU

Londres: 423 novas mesquitas e 500 igrejas fechadas

O multiculturalismo está alimentando o fundamentalismo islâmico na Europa

“Londres está mais islâmica do que muitos países muçulmanos”, afirmou Maulana Syed Raza Rizvi, um dos pregadores islâmicos que lideram o “Londrestão”, como a jornalista Melanie Phillips chama a capital Inglesa.
Wole Soyinka, Prêmio Nobel de Literatura, chamou recentemente o Reino Unido de “um caldeirão de islâmicos”. Por sua vez o prefeito de Londres, Sadiq Khan, que é muçulmano, tentou minimizar o recente ataque terrorista na cidade. “Os terroristas não suportam o multiculturalismo de Londres”, afirmou.

Parece, na verdade, que o oposto é verdadeiro: o multiculturalismo é o que está alimentando o fundamentalismo islâmico. Um exemplo disso são as 423 novas mesquitas da cidade, que parecem ter sido construídas sobre as ruínas do cristianismo inglês.

O prédio da Igreja Unida de Hyatt foi comprado pela comunidade egípcia para ser transformado em uma mesquita. A Igreja de São Pedro foi convertida na Mesquita de Madina.
Igrejas vazias
A mesquita de Brick Lane está num prédio que antes abrigava uma igreja metodista. O mais importante é que não são apenas os edifícios que sendo “convertidos”, as pessoas também. O número de adeptos do Islã dobrou nos últimos anos. Também cresce os adeptos do Islã radical, como Khalid Masood, o terrorista que matou pessoas na ponte de Westminster vinha de uma família cristã.
Uma foto recentemente publicada pelo Daily Mail ilustra bem o que se passa no coração de Londres. Ela mostrava uma igreja na mesma rua de uma mesquita. Na Igreja de Santa Maria, com espaço para acomodar mais de mil fiéis, apenas 20 pessoas se reuniram na missa. A poucos metros dali, a mesquita de Brune Street estava superlotada. Ela tem espaço para apenas 100 pessoas. Às sextas-feiras, os seus frequentadores fazem as rezas no meio de rua. (Foto: Igrejas vazias na Inglaterra)

Ao que parece, o cristianismo na Inglaterra está se tornando uma relíquia, enquanto o Islã será a religião do futuro.

Em Birmingham, a segunda maior cidade britânica, onde muitos jihadistas vivem e orquestram seus ataques, os minaretes islâmicos dominam a linha do horizonte. A comunidade islâmica pediu à prefeitura permissão para que as mesquitas britânicas chamem os fiéis à oração pelos alto-falantes das mesquitas várias vezes por dia.

Embora cerca de metade dos muçulmanos britânicos tenham menos de 25 anos, um quarto dos cristãos tem mais de 65 anos. “Em mais 20 anos haverá mais locais muçulmanos ativos do que igrejas”, avalia o líder ateísta Keith Porteous Wood.

Em 2020, estima-se que o número de muçulmanos praticantes será de, pelo menos 683.000, enquanto o número de cristãos que participam da igreja cairá para 679.000. “A nova paisagem cultural das cidades inglesas chegou. A paisagem homogeneizada e cristã da religião do Estado está em recuo”, avalia Ceri Peach, da Universidade de Oxford.

Desde 2001, 500 igrejas de Londres de todas as denominações foram vendidas e transformadas em casas particulares ou locais de entretenimento. Durante o mesmo período, as mesquitas britânicas se proliferaram.

Entre 2012 e 2014, a proporção de britânicos que se identificam como anglicanos caiu de 21% para 17%, um decréscimo de 1,7 milhões de pessoas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo respeitado Instituto de Pesquisa Social NatCen, o número de muçulmanos cresceu em quase um milhão.

O número de cristãos praticantes está em declínio a uma taxa tal que dentro de uma geração, serão três vezes menor que os muçulmanos que vão regularmente à mesquita na sexta-feira.

Demograficamente, a Grã-Bretanha vem ficando cada vez mais islâmica. As cidades mais importantes têm grandes populações muçulmanas: Manchester (15,8%), Birmingham (21,8%) e Bradford (24,7%).

Em Birmingham, a polícia desmantelou uma célula terrorista. Em Bradford e Leicester, metade das crianças já são muçulmanas. Em 2015, o nome mais comum na Inglaterra era Mohammed, incluindo variações de ortografia como Muhammad e Mohammad.

Os muçulmanos não precisam se tornar a maioria no Reino Unido; só precisam gradualmente islamizar as cidades mais importantes. Essa mudança já está ocorrendo.

“Londrestão” não é um pesadelo de maioria muçulmana, é um híbrido cultural, demográfico e religioso em que o cristianismo declina e o Islã avança.

Tribunais de sharia

A imprensa é parcialmente responsável por isso. Por exemplo, depois do ataque à revista satírica francesa Charlie Hebdo, o chefe do serviço secreto, Sir John Sawers, recomendou a autocensura e “alguma restrição” ao se discutir o Islã. Em muitos casos de atentados, os meios de comunicação evitam a palavra terrorismo e eliminam os aspectos religiosos que geralmente são a motivação dos ataques.

De acordo com um levantamento da revista The Spectator, apenas duas das 1.700 mesquitas na Grã-Bretanha hoje ensinam uma interpretação moderada do Islã, em comparação com 56% nos Estados Unidos. Os wahabitas controlam 6% das mesquitas no Reino Unido, enquanto o ramo fundamentalista Deobandi controla 45%.

De acordo com uma pesquisa do Centro de Conhecimento da Inglaterra, um terço dos muçulmanos que vivem lá não se sente “parte da cultura britânica”.

Como outras capitais na Europa, Londres também está cheia de tribunais da sharia. Há oficialmente 100. O advento deste sistema judicial paralelo foi possível graças à Lei de Arbitragem Britânica e ao sistema de Resolução Alternativa de Disputas.

O primeiro passo para a introdução da sharia foi justamente o discurso de “neutralidade”. Um dos principais juízes britânicos, Sir James Munby, disse que o cristianismo já não influencia os tribunais e que estes devem ser “multiculturais”, o que abriu espaço para a lei religiosa islâmica – que pede a morte dos infiéis – ser vista com naturalidade.

Rowan Williams, ex-arcebispo de Canterbury, e o ministro da Justiça Lord Phillips também sugeriram que a lei britânica deveria “incorporar” elementos da lei da sharia. A cultura britânica está capitulando rapidamente aos fundamentalistas islâmicos, para aceitar suas demandas.

Nas universidades britânicas também pode ser visto o avanço da lei islâmica. As diretrizes oficiais das universidades do Reino Unido agora preveem que “grupos religiosos ortodoxos” podem separar homens e mulheres durante os eventos.

Na Universidade Queen Mary de Londres, as mulheres usam uma entrada separada e são forçadas a sentar-se numa sala sem poder fazer perguntas ou levantar as mãos, como é a norma nos países islâmicos, onde as mulheres têm direitos limitados. (Com informações Gatestone Institute via Gospel Prime )

http://www.pointrhema.com.br/2017/04/londres-423-novas-mesquitas-e-500.html?spref=fb

Comunhão: O Fortalecimento Contra a Apostasia

por T.A. McMahon

Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (Eclesiastes 4.9-12).

Admoestar contra a apostasia em nossos dias parece ser semelhante a alertar os cristãos sobre a potencial vinda de um dilúvio quando eles já estão com a água da inundação até os joelhos. Infelizmente, para muitos, nem mesmo objetos flutuantes (isto é, as óbvias corrupções cometidas contra as Escrituras) parecem chamar a atenção. Não obstante, continuamos tendo esperança e orando para que a mensagem alcance aqueles que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir o que a Palavra de Deus prevê claramente. Para aqueles que admitem as coisas que estão acontecendo como a Bíblia descreve, pode ser uma experiência aflitiva e ao mesmo tempo trazer contentamento. A parte triste é o reconhecimento das consequências devastadoras e destrutivas da apostasia que está acontecendo no mundo, na igreja, entre nossos amigos e pessoas que amamos e que têm sucumbido aos crescentes enganos e seduções. Por outro lado, podemos nos regozijar de que a Bíblia esteja confirmando sua natureza profética miraculosa, pois ela é, de fato, a Palavra de Deus! Além disso, o fato de que tais eventos, há muito tempo previstos, estão acontecendo indica que nossa bendita esperança, o retorno do nosso maravilhoso Salvador para Seus santos, está se aproximando, embora nenhum homem saiba o dia e a hora.

Nesse ínterim, como devemos tratar com esses tempos difíceis que se opõem agressivamente às instruções da Bíblia para vivermos nossa vida de maneira que seja agradável a Deus? A resposta simples é: Aprenda o que a Bíblia ensina e depois faça o que ela diz, em espírito e em verdade. Tal entendimento e ação na vida de um crente são possíveis somente através do Espírito Santo que habita em todo cristão nascido de novo. Raramente, entretanto, o Espírito de Deus opera em um vácuo, o que significa que o crente deve encher seu coração e sua mente com os ensinamentos das Escrituras para que o Espírito Santo possa dar-lhe entendimento e ajudá-lo a aplicar a sabedoria que Deus nos proporciona em Sua Palavra.

Um ensinamento que é uma questão de crescente preocupação é a comunhão (ou a falta dela) entre os crentes. Uma solicitação que é frequentemente feita pelos nossos leitores é que os ajudemos a encontrar uma igreja que verdadeiramente creia na Bíblia. Para participar de uma comunhão e de um ensinamento assim, alguns estão dispostos (como muitos já o fazem) a dirigir horas para serem alimentados com a Palavra de Deus. Nossa resposta é que não podemos recomendar nenhuma igreja. Isto não é porque não haja igrejas sólidas nas proximidades; é porque temos visto tantas igrejas aderirem a ensinamentos questionáveis e a programas não-bíblicos, aparentemente da noite para o dia. Nosso conselho para aqueles que estão buscando seriamente uma igreja é ligar para o pastor ou para um presbítero da igreja e fazer-lhe perguntas sobre a visão que aquela comunidade tem a respeito da Palavra de Deus, ou seja, com que seriedade a comunidade considera a Bíblia. Uma declaração de fé, embora pareça biblicamente sadia, raramente é um indicador verdadeiro do discernimento bíblico e da prática bíblica dentro de uma igreja. Novamente, as perguntas devem ser feitas e as respostas aceitáveis devem ser analisadas através da participação pessoal naquela igreja para que se veja se, de fato, ela vive à altura do que foi afirmado.

Geralmente, os motivos pelos quais os cristãos deixam uma comunidade e se mudam para outra têm mais a ver com uma “atitude de consumidor” do que com um desejo de ouvir a Palavra de Deus e servir aos irmãos e irmãs em Cristo. Uma mentalidade de “alimentem-me” geralmente transcende a edificação espiritual e prioriza coisas como preferência por um tipo de música de louvor, o tempo de duração de um sermão ou um culto, o carisma do pastor, a disponibilidade de programas populares, a falta de lugar nos bancos para se colocarem os copinhos depois da ceia, etc. Embora este pensamento possa penetrar até nas mentes dos crentes mais comprometidos, são as igrejas que tentam ser simpáticas, que são voltadas para o mercado, que têm sido as primeiras em transigir a doutrina bíblica. A abordagem que é “sensível àqueles que estão buscando” pode fazer aumentar o número de pessoas nas igrejas (usualmente vindos de outras igrejas, que não oferecem algumas facilidades já mencionadas acima), mas também tem criado refugiados que estão procurando por integridade doutrinária. A má notícia/boa notícia é que ambas vão aumentar nos dias que estão por vir.

A transigência das verdades bíblicas, a má notícia, está em alta. Isto impelirá os verdadeiros crentes a encontrarem comunhão com cristãos que estão resistindo de acordo com as Escrituras (1Coríntios 16.13). A boa notícia é definitivamente boa, mas não é desprovida de problemas. Como já observamos, pode ser bem difícil encontrar uma igreja biblicamente sólida. Algumas pessoas simplesmente param de procurar e desistem de participar de uma igreja. Começam a buscar “comunhão” em ministérios que se comunicam via mídia, e, embora o ensinamento possa ser edificante, não satisfaz o mandado da Escritura relativo à comunhão (Hebreus 10.24-25). Tal abordagem pode promover uma mentalidade focada no eu e raramente obedece à admoestação bíblica de que cada um deve servir os outros (Gálatas 5.13). Sobretudo, o que pode ser a consequência mais danosa espiritualmente por se desconsiderar a comunhão é que o crente se arrisca a se tornar um cristão “soldado solitário”. Essa pessoa é um alvo fácil para aquele que “anda em derredor, como leão que ruge buscando a quem possa devorar” (1 Pedro 5.8).

Os cristãos que não têm comunhão, independentemente dos motivos ou da justificativa, trazem sobre si mais do que alguns problemas potenciais. Para começar, como afirmam os versículos acima, do livro de Eclesiastes, eles se colocaram em uma posição vulnerável: “Melhor é serem dois do que um (…) Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante”. Um crente que não tem ninguém que o apoie espiritualmente se encontrará em dificuldade mais cedo ou mais tarde. Quando qualquer um de nós se abate espiritualmente, precisamos de um amigo crente para nos ajudar a nos levantarmos mental, emocional e, o mais importante, espiritualmente.

Quanto àqueles que afirmam: “O Senhor é tudo o que precisamos”, com muita frequência, o próximo pensamento deles está em desalinho com a Palavra de Deus. Jesus disse em Lucas 6.46: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?”. Certamente que precisamos de Jesus em primeiro lugar, mas Ele nos deu instruções que devemos seguir, e elas incluem envolver outros cristãos em nossa vida. A Palavra de Deus nos diz que “não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hebreus 10.25). Isto não é meramente uma sugestão! Mesmo que não soubessem os motivos para esse mandado do nosso Senhor, a ordem ainda deveria ser obedecida, e inúmeras razões são apresentadas em toda a Escritura. Dentre elas encontram-se a prestação de contas, o estímulo, o orar pelos outros, o receber oração dos outros, a edificação mútua através da Palavra, da correção, do apoio pessoal e do fortalecimento na fé, mostrando solidariedade e compaixão, ajudando os outros a usarem o discernimento, crescendo em amor uns pelos outros e mantendo a firmeza bíblica.

Falando de maneira prática, evitar ou desdenhar a comunhão elimina nossa habilidade de cumprirmos com as importantes exortações para os crentes servirem uns aos outros. A afirmativa de qualquer pessoa de que ela “segue a Jesus” é vazia se tal pessoa evitar o exemplo de nosso Salvador “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20.28). Devemos levar “as cargas uns dos outros e assim cumprir a lei de Cristo” (Gálatas 6.2). As epístolas de Paulo aos coríntios estão repletas de exemplos de crentes ministrando uns aos outros, aceitando uns aos outros, edificando-se uns aos outros, corrigindo uns aos outros, satisfazendo as necessidades dos outros santos, e assim por diante. Com muita frequência, deixamos de perceber que nos escritos de Paulo às igrejas ele nos dá um maravilhoso exemplo de como devemos ministrar uns aos outros. Isso deveria ser evidente para nós quando lemos: “Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (Filipenses 3.17). O compromisso e o amor dele por seus companheiros crentes em todos os seus escritos inspirados por Deus são tanto extraordinários quanto convincentes.

Nova Chamada

Mesmo que em nosso futuro tenhamos perseguições, as quais ainda não têm sido muito fortes no horizonte aqui no Ocidente (mas que são um fato da vida para muitos de nossos irmãos e irmãs em Cristo em inúmeros países), a importância da comunhão é ainda mais imperativa para os crentes, uma vez que as Escrituras são claras a esse respeito. Como a perseguição aos cristãos bíblicos no Ocidente certamente aumentará, aqueles que desejarem ser fiéis à fé “que uma vez por todas foi dada aos santos” (Judas 3) serão no mínimo marginalizados, com experiências ainda piores nos dias que estão adiante de nós. Depois de décadas de sedução espiritual devida aos ensinamentos não-bíblicos, às falsas práticas, às concessões ao mundo, à persistente aceitação das pseudo-ciências da evolução e da psicoterapia, a consideração do homossexualismo como “socialmente correto”, e a ânsia por se fazerem as coisas do jeito do homem e não da maneira de Deus, chegamos ao momento em que é chegada “a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus” (1 Pedro 4.17). Exatamente como isso vai acontecer ainda será visto, mas a história da perseguição dentro da cristandade indica que ela será muito mais cruel do que os martírios executados pelos governos. Precisamos somente considerar as históricas inquisições religiosas para reconhecer isso.

Será que o mundo realmente se voltará contra os cristãos? Alguns governos já se voltaram, mas logo as coisas vão piorar. Por quê? Porque nosso planeta está seguindo em direção a um governo mundial único, que ficará sob o controle do Anticristo. A religião do Anticristo, como Dave Hunt apontou, não é somente em oposição ao cristianismo bíblico; é também uma imitação sedutora do cristianismo. Apresentando uma forma de cristianismo bíblico sem a verdade, sem o evangelho, sem suas instruções, a religião do Anticristo se tornará um sistema de crenças orientado para o amor ao ego e para a deificação do ego que inicialmente tem a “forma de piedade”, mas nega-lhe o poder (2 Timóteo 3.5). Aos cristãos professos será dado um passe-livre – mas não aos cristãos bíblicos, aqueles que permanecerem firmes na Palavra de Deus.

Será que a Igreja cristã poderá algum dia se voltar contra si mesma? Sim, mas essa será a igreja cristã professa, com seus líderes cegados e mercenários iludidos. Eles posarão de verdadeiros pastores, mas são, na verdade, lobos vorazes vestidos em pele de ovelha. Foram aqueles que, de fato, fizeram o papel de cristãos, mas nunca nasceram de novo. Em Atos 20.28-31, Paulo admoesta os presbíteros de Éfeso sobre o que aconteceria na igreja depois que ele partisse:

Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um”.

O que, então, os cristãos bíblicos devem fazer à medida que vemos essas situações proliferando antes do retorno de Jesus para Sua noiva? Muitas das coisas que estão sendo ditas e vendidas em alguns sites cristãos e por alguns autores cristãos de livros best-sellers, que desconsideram o iminente retorno de Jesus e o Arrebatamento pré-tribulacional, tratam da nossa preparação para sobreviver fisicamente aos sete anos da Tribulação.

Estes indivíduos oferecem, convenientemente, instruções de sobrevivência para o período que a Bíblia descreve em todo o Livro de Apocalipse e em Mateus 24.21-22 como sendo um tempo “como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados”. Mesmo uma leitura rápida do Apocalipse demonstra claramente que eventos cataclísmicos, martírios e a ira de Deus deixarão vivo somente um remanescente de judeus e não-judeus crentes na Segunda Vinda de Cristo com Seus santos. Porém, o clipe promocional de um documentário cristão reprova os pastores por não prepararem seu rebanho para passar pela “grande tribulação” (Mateus 24.21).

Os crentes não deveriam ficar surpresos nem oprimidos quando tiverem que passar por várias tribulações (João 16.33), mas a Grande Tribulação não está em nosso futuro. Cristo removerá Sua Noiva no Arrebatamento antes do “tempo da angústia de Jacó”, um acontecimento tão devastador que levou Jeremias a exclamar: “Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante” (Jr 30.7). Como então os crentes devem se preparar para as potenciais dificuldades, especialmente dentro do cristianismo, antes do Arrebatamento? O programa de prevenção não é muito complexo, embora possa ser uma verdadeira luta para alguns, dependendo de onde eles estão em sua caminhada com o Senhor. Como qualquer programa de exercícios, ele pode inicialmente ser difícil para os que não estão familiarizados. A luta tem principalmente a ver com disciplina. A leitura diária da Palavra de Deus é um exercício introdutório que precisa se tornar um hábito para todo cristão nascido de novo. O conteúdo das Escrituras – aquilo que se lê – deve ser vivido diariamente pelo crente. A familiaridade disciplinada com as instruções de Deus não é somente necessária para guiar nossa vida, mas forma a base para nossa proteção contra os enganos espirituais.

A comunhão com irmãos e irmãs em Cristo que estão em concordância é uma parte importante do ensinamento do Senhor dado para nossa proteção, fortalecimento e frutificação. Precisamos “cercar nossa tenda” hoje e nos dias que estão por vir. Nossa melhor opção é a comunhão da igreja, apoiando a liderança que é dedicada, firme na Palavra de Deus e que serve ao corpo. Quando isto não for uma opção, devemos pedir a Deus que nos ajude a encontrar outro crente, ou outros crentes, com quem possamos ter estudos bíblicos, com quem possamos orar, com quem possamos ministrar um ao outro, encorajar um ao outro e, novamente, com quem possamos “cercar nossa tenda” para termos proteção espiritual. “Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (Eclesiastes 4.12). Que essa terceira dobra seja o Leão de Judá, o próprio Senhor Jesus. (T.A. McMahon — The Berean Call)

T.A. McMahon é presidente do ministério The Berean Call (A Chamada Bereana). Ele é co-autor (com Dave Hunt) do best-seller A Sedução do Cristianismo e escreveu vários outros livros. Mestre em Comunicações, realizou pesquisas para inúmeros documentários e escreveu roteiros de filmes e vídeos cristãos.

Veja artigos do autor

http://www.chamada.com.br/mensagens/comunhao_apostasia.html

Massacre: 900 igrejas já foram destruídas pelo Boko Haram na Nigéria

Mais de 900 igrejas cristãs foram destruídas por terroristas do Boko Haram, no norte da Nigéria, como parte da campanha violenta do grupo radical islâmico para expulsar todos os cristãos da região. As informações são da ala juvenil da Associação Cristã da Nigéria (‘CAN’). (“Os cristãos continuam a ser o alvo principal e constante de radicais islâmicos, como o Boko Haram e os militantes Fulani sem qualquer esperança de serem protegidos”. Foto: Ilustrativa)

Segundo o relatório da ‘CAN’, a “carnificina” que está sendo promovida contra os cristãos não é “acidental”. A organização argumentou que ataques contínuos nas comunidades de Kaduna, Plateau, Benue e Taraba mostram que a guerra de Boko Haram contra os seguidores de Cristo, que começou em 2009, continua em pleno vigor.

Segundo o jornal ‘Daily Post’, os comentários foram feitos após a reunião do Conselho Executivo Nacional, realizada em Gusau, estado de Zamfara, com o presidente da ala jovem, o evangelista Musa Misal, pedindo a reconstrução de mais de 900 igrejas que foram destruídas.

A ‘CAN’ pediu ainda ao governo nigeriano que intensifique sua proteção aos civis, o que foi repetido por grupos de apoio aos cristãos perseguidos, como a ‘International Christian Concern’.

“Os cristãos continuam a ser o alvo principal e constante de radicais islâmicos, como o Boko Haram e os militantes Fulani sem qualquer esperança de serem protegidos verem a justiça agir com firmeza contra esses crimes”, disse a ICC em nota, referindo-se também aos pastores Fulani Grupo – outro grupo radical islâmico que já teria matado mais de 800 cristãos e muçulmanos moderados, somente no segundo semestre de 2016.

Ligações com o Estado Islâmico

O Boko Haram, que jurou lealdade ao Estado islâmico em 2015, está matando cristãos e muçulmanos moderados em sua guerra contra o governo, atacando vilarejos e cidades, sequestrando mulheres e crianças e forçando também seus reféns (homens, mulheres e crianças) a realizarem ataques suicidas.

A BBC News informou na semana passada que os jihadistas agora estão até usando bebês para explodí-los como parte de seus atentados suicidas. Duas mulheres disfarçadas de mães com bebês no colo realizaram um bombardeio no dia 13 de janeiro, na cidade de Madagali, no estado de Adamawa.

Com 180 milhões de habitantes, a população da Nigéria é igualmente dividida entre muçulmanos e cristãos, segundo a Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional, e é composta por mais de 250 grupos étnicos. A maioria da população do norte da Nigéria identifica-se como muçulmana e é majoritariamente do grupo étnico Hausa-Fulani. (Fonte: http://www.gospelgeral.com.br/index.php/2017/01/31/massacre-900-igrejas-ja-foram-destruidas-pelo-boko-haram-na-nigeria/ (CPADNews)

http://www.oretrogrado.com.br/2017/03/15/massacre-900-igrejas-ja-foram-destruidas-pelo-boko-haram-na-nigeria/

10 homens com quem uma mulher cristã não deve casar-se

por J. Lee Grady

Minha esposa e eu criamos quatro filhas – sem espingardas em casa! – e três delas já se casaram. Nós amamos nossos genros, e é óbvio que Deus escolheu a dedo cada um deles para combinar com os temperamentos e personalidades das nossas filhas.

Eu sempre achei que Deus gosta de agir como “casamenteiro”. Se Ele pôde fazer isso por minhas filhas, Ele pode fazer por você.

Hoje, eu conheço muitas amigas solteiras que gostariam bastante de encontrar o cara certo. Algumas me dizem que as opções são escassas em suas igrejas, então, estão se aventurado no mundo dos encontros online. Outras desistem em desespero, imaginando se ainda resta algum cristão decente por aí. Elas começam a questionar se deveriam baixar seus padrões para encontrar um par.

Meu conselho permanece: não se conforme com menos que o melhor de Deus. Muitas cristãs têm terminado com um Ismael porque a impaciência as empurrou para um casamento infeliz. Por favor, aceite meu conselho paternal: você está muito melhor solteira do que com o cara errado!

Falando de “caras errados”, aqui estão os 10 tipos principais de homens que você deveria evitar ao procurar por um marido:

1. O incrédulo. Por favor, escreva 2 Coríntios 6.14 em um post-it e cole-o em seu computador do trabalho. O texto diz: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”.. Essa não é uma regra religiosa antiquada. É a Palavra de Deus para você hoje. Não permita que o charme, o visual ou sucesso financeiro de um homem (ou a disposição dele de ir à igreja com você) te leve a comprometer o que você sabe que é certo. “Namoro missionário” nunca é uma estratégia sábia. Se o rapaz não é um cristão regenerado, risque-o da sua lista. Ele não é o certo para você. Ainda estou para encontrar uma mulher cristã que não se arrependeu de casar-se com um incrédulo.

2. O mentiroso. Se você descobrir que o homem com quem você namora tem mentido sobre o passado, ou que está sempre cobrindo seus rastros para esconder segredos de você, fuja para a saída mais próxima. Casamento deve ser construído sobre um fundamento de confiança. Se ele não pode ser confiável, termine agora antes que ele te engane com uma decepção ainda maior.

3. O playboy. Eu queria poder dizer que se você encontra um cara legal na igreja, pode assumir que ele vive em pureza sexual. Mas esse não é o caso hoje. Tenho ouvido histórias tenebrosas sobre solteiros que servem na equipe de música no domingo, mas agem como Casanovas durante a semana. Se você se casa com alguém que estava dormindo por aí antes do seu casamento, pode ter certeza de que ele estará dormindo por aí depois do casamento.

4. O caloteiro. Há muitos cristãos firmes que experimentaram o fracasso conjugal anos atrás. Desde o divórcio, eles vêm experimentando a restauração do Espírito Santo e, agora, desejam casar-se novamente. Segundos casamentos podem ser muitos felizes. Mas se você descobre que o homem com quem namora não tem cuidado de seus filhos de um casamento anterior, uma falha falta foi exposta. Qualquer homem que não pague por seus erros do passado ou sustente filhos de um casamento anterior não tratará você com responsabilidade.

5. O viciado. Homens de igreja que têm vícios com álcool ou drogas aprendem a esconder seus problemas – mas você não quer esperar até sua lua-de-mel para descobrir que ele é um bebum. Nunca se case com um homem que se recusa a pedir ajuda por seu vício. Insista que ele consiga ajuda profissional e afaste-se. E não entre em um relacionamento codependente em que ele afirma que precisa de você para ficar sóbrio. Você não pode consertá-lo.

6. O vagal. Eu tenho uma amiga que percebeu depois de casar-se com o namorado que ele não tinha planos de arrumar um emprego fixo. Ele tinha elaborado uma ótima estratégia: ele ficaria em casa o dia todo e jogaria videogame, enquanto sua esposa trabalhadora labutava e pagava todas as contas. O apóstolo Paulo disse aos tessalonicenses: “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também.” (2 Ts 3.10) A mesma regra aplica-se aqui: se um homem não quer trabalhar, não merece casar com você.

7. O narcisista. Eu sinceramente espero que você encontre um rapaz que é bonito. Mas, seja cuidadosa: se seu namorado gasta seis horas por dia na academia e regularmente posta fotos de seus bíceps no Facebook, você tem um problema. Não se apaixone por um cara egocêntrico. Ele pode ser bonito, mas um homem que está apaixonado pela aparência e por suas próprias necessidades jamais conseguirá te amar sacrificialmente, como Cristo ama a igreja (Ef 5.25). O homem que está sempre se olhando no espelho nunca perceberá você.

8. O abusador. Homens com tendências abusivas não conseguem controlar sua raiva quando a situação esquenta. Se o rapaz que você namora tem a tendência de perder as estribeiras, seja com você ou com outros, não fique tentada a racionalizar seu comportamento. Ele tem um problema e, se você se casar com ela, terá de navegar por esse campo minado todos os dias evitando desencadear outra explosão. Homens irritados machucam mulheres – verbal e, às vezes, fisicamente. Procure um homem que seja gentil.

9. O crianção. Pode chamar-me de antiquado, mas eu suspeito de alguém de 35 anos que vive com seus pais. Se sua mãe ainda está fazendo a comida, a limpeza e passando as roupas dele, pode ter certeza de que ele está parado no tempo. Você está pedindo pro problemas se acha que pode ser esposa de um cara que não cresceu. Recue e, como amiga, encoraje-o a encontrar um mentor que possa ajudá-lo a amadurecer.

10. O controlador. Alguns cristãos pensam que casamento se trata de superioridade masculina. Eles podem citar a Escritura e soar super-espirituais, mas, por trás da fachada de autoridade há profunda insegurança e orgulho que pode transformar-se em abuso espiritual. Primeira Pedro 3.7 manda que os maridos tratem suas esposas como semelhantes. Se o homem com quem você namora te rebaixa, faz comentários degradantes sobre mulheres ou parece esmagar seus dons espirituais, recue agora. O poder lhe subiu à cabeça. Mulheres que casam controladores religiosos frequentemente terminam em um pesadelo de depressão.

Se você é uma mulher de Deus, não venda sua primogenitura espiritual casando-se com um rapaz que não merece você. A melhor decisão que você pode tomar na vida é esperar por um homem que se entregou a Jesus.

http://luizcarloseuzebio76.blogspot.com.br/2014/02/10-homens-com-quem-uma-mulher-crista.html

Sobre a Glória de Cristo

“Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo.” (João 17.24)

O sumo sacerdote sob a lei, quando estava para entrar no lugar santo no dia solene da expiação, deveria encher ambas as mãos com o incenso aromático do incensário de ouro, para levar junto consigo na entrada. Ele deveria carregar também um incensário cheio do fogo, que foi retirado do altar dos holocaustos, onde a expiação foi feita para o pecado com sangue. Após a sua entrada através do véu, ele deveria colocar o incenso sobre o fogo no incensário que carregava, até que a nuvem de sua fumaça cobrisse a arca e o propiciatório. Veja Lev 16. 12,13. E afinal quando estava para se apresentar a Deus, no nome do povo de Israel, um cheiro suave e doce recendia do sacrifício de propiciação .

Em resposta a esta tipologia mística, o grande Sumo Sacerdote da Igreja, nosso Senhor Jesus Cristo, estando para entrar no lugar santo, não feito por mãos, com a gloriosa oração registrada neste 17º capítulo de João, influenciada pelo sangue do seu sacrifício, encheu os céus acima, o lugar glorioso da habitação de Deus, com uma nuvem de incenso, com o doce perfume de sua abençoada intercessão, tipificada pelo incenso oferecido pelo sumo sacerdote do Velho Testamento.

É evidente, que nesta oração o Senhor Jesus Cristo se refere à sua própria glória, e sobre a sua manifestação, que ele tinha citado na introdução da oração que dirigiu ao Pai, versos 4 e 5.

Mas nesta passagem ele não se referiu apenas à sua glória, como sua possessão, como também para a vantagem, benefício e satisfação dos seus discípulos, na contemplação da mesma. Porque estas coisas eram o fim de toda essa glória que lhe deveria ser dada. Assim como José pediu a seus irmãos, quando ele se revelou a eles, para contarem a seu pai a respeito de toda a sua glória no Egito, Gên 45.13. Ele fez isso, não para uma ostentação de sua própria glória, mas para a satisfação que ele sabia que seu pai teria em conhecê-la. E tal manifestação de sua glória para os seus discípulos conforme o Senhor Jesus Cristo aqui deseja, também poderia enchê-los com uma satisfação abençoada para todo o sempre.

Somente isto, pelo que ele orou aqui, dar-lhes-ia tal satisfação, e nada mais. Os corações dos crentes são como a agulha tocada pela magnetita, que não pode repousar até chegar ao ponto secreto para o qual ela deve apontar. Tendo uma vez sido tocados pelo amor de Cristo, recebendo nele uma impressão de inefável virtude secreta, eles vão sempre estar em movimento, e sem repouso, até que eles venham a ele, e contemplem a sua glória. A alma que não pode ficar satisfeita sem isto, não pode portanto, ficar eternamente satisfeita sem participar da eficácia de sua intercessão.

Vou lançar as bases das meditações que se seguirem nesta única afirmação, ou seja, que um dos maiores privilégios dos crentes, tanto neste mundo, e na eternidade, consiste na sua contemplação da glória de Cristo.

É isto, portanto, que ele deseja para eles nesta intercessão solene, como o complemento de todos os seus outros pedidos para eles; “Para que vejam a minha glória.”, que eles possam contemplar a minha glória. Apresentarei as razões pelas quais eu não atribuo este glorioso privilégio apenas ao estado celestial, que é principalmente referido neste lugar, mas o aplico até mesmo ao estado dos crentes neste mundo também.

Há duas formas ou graus de contemplação da glória de Cristo, que são constantemente distinguidos nas Escrituras. A primeira é pela fé neste mundo, a qual é a evidência das coisas que se não veem, a outra é pela visão, ou visão imediata na eternidade, 2 Coríntios 5.7. “Andamos por fé e não por vista.” Fazemo-lo enquanto estamos neste mundo, “enquanto que estando presentes no corpo, e ausentes do Senhor”, verso 8. Mas devemos viver e andar por vista aqui. E é Cristo, o Senhor e a sua glória, que são o objeto imediato tanto desta fé e visão. Porque nós aqui “vemos como por espelho” (isto é, pela fé), mas nós o veremos face a face (pela visão imediata). “Agora nós conhecemos em parte, mas então vamos conhecê-lo como nós somos conhecidos”, 1 Coríntios 12.12. O que é a diferença entre essas duas formas de contemplar a glória de Cristo, deve ser declarado.

Esta é a primeira forma, ou seja, pela visão à luz da glória que é principalmente citada na oração de nosso bendito Salvador, que seus discípulos possam estar onde ele estiver, para contemplarem a sua glória. Mas, não vou confinar meu comentário nisto; nem nosso Senhor Jesus o exclui do seu desejo, que é a visão de sua glória que temos pela fé neste mundo, senão ele ora para a perfeição da mesma no céu. É, por conseguinte, na primeira forma, que, em princípio eu vou insistir, e isto, pelas razões que se seguem.

1. Nenhum homem jamais contemplou aqui neste mundo a glória de Cristo pela visão, que não tenha sido, em alguma medida, senão pela fé; a graça é uma preparação necessária para a glória, e a fé para a visão. Quando o objeto, a alma, não está previamente preparada com graça e fé, ele não é capaz de glória, ou visão.

O apóstolo nos diz a respeito de si mesmo, e também outros crentes, que quando o Senhor Jesus Cristo estava presente, e conversava com eles, nos dias de sua carne, que eles “viram a sua glória como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e verdade”, Jo 1.14. E podemos perguntar: o que foi esta glória de Cristo, que foi assim vista? Porque não era a glória de sua condição externa, como contemplamos a glória e grandeza dos reis e potentados da terra; porque ele esvaziou a si mesmo e foi achado na forma de servo, vivendo na condição de um homem de baixo grau.

Eles viram a glória da sua pessoa e do seu ofício na administração da graça e da verdade. E como eles viram essa glória de Cristo? Foi pela fé, e não o contrário. Porque este privilégio foi concedido apenas àqueles que o receberam, e creram em seu nome, verso 12. Esta foi a glória que João Batista viu, quando em sua vinda a ele, disse a todos os que estavam presentes: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, Jo 1.29-33.
Portanto, que ninguém engane a si mesmo: aquele que não tem visão da glória de Cristo aqui, nunca a terá no futuro para sua vantagem.

2 . A contemplação de Cristo na glória, é algo em si mesmo muito elevado, ilustre e maravilhoso para nós em nossa condição atual . Ele tem um esplendor e glória muito grandes para a nossa presente faculdade espiritual.

3. Pela presente contemplação da glória de Cristo, a vida e o poder da fé são mais eminentemente exercitados.

E a partir deste exercício de fé, principalmente o amor a Cristo, se não exclusivamente, surge e aflora. Se, portanto, desejarmos ter a fé em seu vigor, ou o amor em seu poder, dando descanso e satisfação, para as nossas próprias almas, nós devemos procurar por eles no cumprimento diligente deste dever; pois, não será achado de outra forma.

Por isso, o apóstolo dá “graças ao Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz”, Col 1.12. Com efeito, o princípio aqui citado, e a plenitude da glória são comunicados aos crentes por um ato poderoso da vontade e graça de Deus.

Mas ele tem ainda ordenado meios pelos quais eles possam ser feitos participantes da glória que lhes é assim comunicada.

Este caminho e meios que são por se contemplar a glória de Cristo pela fé, serão totalmente declarados em nosso progresso. Isto, portanto, deve nos estimular para este dever, pelo qual toda a nossa presente glória consiste em nossa preparação para a glória futura.

Nenhum homem pode, pela fé ter uma visão real desta glória, mas a virtude procederá disto num poder transformador, para “mudá-lo na mesma imagem”, 2 Coríntios 3.18. Como isto é feito, e como nós nos tornamos como Cristo, contemplando sua glória, será plenamente visto em nosso progresso.

A contemplação constante da glória de Cristo, dará descanso e satisfação às almas que são assim exercitadas. Nossas mentes são aptas para serem enchidas com uma infinidade de pensamentos perplexos; medos, cuidados, perigos, angústias, paixões e concupiscências, fazendo várias impressões sobre as mentes dos homens, enchendo-os com desordem, escuridão e confusão. Mas onde a alma é fixada em seus pensamentos e contemplações neste glorioso objeto, ela será trazida e mantida em uma santa e serena condição espiritual. Porque “a inclinação do Espírito é vida e paz.”

Citações de um texto de John Owen, em domínio público, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

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A esposa deve mesmo submeter-se ao marido?

Samuel Rindlisbacher

Pergunta: “A ordem bíblica de que a esposa deve submeter-se ao marido ainda é válida hoje em dia? E quando ele nem é crente?”.

Resposta: Todo o Universo é mantido coeso pelas leis naturais. Sem elas, tudo sucumbiria no caos e a vida seria impossível no planeta Terra. A Bíblia nos diz que Deus é o Criador deste Universo e estabeleceu as leis que o regem e garantem seu funcionamento: “Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo; quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo; quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem seus limites; quando compunha os fundamentos da terra; então, eu estava com ele e era seu arquiteto…” (Pv 8.27-30). “Ou podes tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços do Órion? Ou fazer aparecer os signos do Zodíaco ou guiar a Ursa com seus filhos? Sabes tu as ordenanças dos céus, podes estabelecer sua influência sobre a terra?” (Jó 38.31-33). Essas ordens firmadas e estabelecidas por Deus asseguram que o Universo siga seu curso harmoniosamente.

Com o mesmo propósito, porém em um âmbito mais restrito, Deus deu à humanidade os Seus mandamentos e as Suas ordens. Quando nos norteamos por elas, torna-se possível uma coexistência harmoniosa. Quer seja o relacionamento entre marido e mulher, entre pais e filhos ou entre governos e cidadãos, a aplicação das leis e regras divinas ajudará a proteger e manter a ordem e contribuirá para o bem de todos. E todas essas ordens são uma glorificação dAquele que as criou.

Submissão é sujeitar-se a uma instância superior. Isso nada tem a ver com discriminação. Pelo contrário, representa o mecanismo na dinâmica do relacionamento. É como uma engrenagem que se encaixa perfeitamente na outra, fazendo o todo funcionar. Quando a ordem divina é obedecida, instala-se a harmonia, semelhante ao funcionamento de um relógio de precisão.

Deus espera que obedeçamos aos Seus preceitos. Se o fizermos, seremos abençoados pessoalmente e, juntamente conosco, todos aqueles com quem convivemos. O resultado de ater-se às regras bíblicas é a bênção de Deus e a paz no coração.

Das ordens de Deus também faz parte o princípio da submissão. Vemos, por exemplo, que Jesus se submetia a Seu Pai, pois Ele mesmo disse: “Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz” (Jo 5.19). Assim como o Filho se submetia ao Pai, na igreja local os membros devem submeter-se aos anciãos (segundo a Bíblia, sempre homens). Na família, as mulheres devem submeter-se a seus maridos e os filhos aos pais.

Esses princípios bíblicos foram dados por Deus para nosso próprio bem. Quando os seguimos, o casamento funciona, a família é funcional e a igreja também convive em harmonia. Isso acontece porque os princípios e mandamentos correspondem Àquele que os inventou. É como um computador, que só funciona a contento quando recebe os programas compatíveis. Somente assim ele desempenhará ao máximo todas as funções para as quais foi concebido.

As diretrizes divinas e os Seus mandamentos não têm o alvo de tolher nossa liberdade, mas servem de orientação para nossa vida e propiciam a melhor convivência entre os seres humanos.

A Bíblia diz a respeito: “Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura. Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados. Servos, obedecei em tudo ao vosso senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão-somente agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor. Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Cl 3.18-23). Na carta aos Efésios, Paulo escreve: “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor, porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela. Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja” (Ef 5.21-25,28-29).

O apóstolo Pedro complementa: “Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma” (1 Pe 3.5-7).

Em todo esse contexto a regra áurea deve ser aplicada sempre: “sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5.21). Ou, como disse o Senhor Jesus: “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (Mc 9.35). Depois de conhecer, é hora de colocar em prática na nossa vida diária todos esses princípios preciosos. Mais uma vez: os membros da igreja se submetem aos seus anciãos, que por sua vez têm grande responsabilidade diante de Deus. Na família, primeiramente o marido sujeita-se a Cristo. A mulher é instada a sujeitar-se ao marido, e os filhos, por sua vez, obedecem aos pais. Na sociedade, as autoridades são instituídas por Deus (Rm 13) e deveriam governar de forma responsável diante de Deus; o povo deve submeter-se aos líderes e orar por eles.

Quando lemos atentamente as passagens bíblicas citadas percebemos que existem mais exigências voltadas ao comportamento do marido do que ao da mulher! O esposo é instado a amar sua esposa, a sacrificar-se por ela, a respeitá-la e a valorizá-la, não criticando-a nem tratando-a rudemente. O marido deve amar sua esposa da forma que Cristo ama Sua Igreja.

Submissão não significa rebaixamento ou obediência a qualquer custo. Deus não manda que a esposa seja capacho do marido. Submissão bíblica é sujeição voluntária ao parceiro. Mas isso apenas funcionará quando nem um nem outro usar o cônjuge como um meio para alcançar algum fim, ou o relacionamento matrimonial para realizar seus próprios interesses egoístas. No relacionamento entre marido e mulher segundo a Bíblia, nenhum dos dois deve buscar seus próprios alvos egocêntricos ou suas preferências pessoais, antes, cada um deve servir e amar ao outro.

Quando uma esposa experimenta esse amor despreendido de seu marido, procurará fazer-lhe o bem e não terá dificuldades em submeter-se e em deixá-lo assumir a responsabilidade final. Quando a esposa tratá-lo assim, ele terá alegria em desempenhar seu papel, conduzindo sua família e seu casamento da maneira que Deus quer.

E quando um dos cônjuges não é crente? Também nesse caso nós cristãos somos exortados a nos portar segundo os padrões bíblicos. Os maridos crentes devem amar suas esposas não-crentes da forma já descrita: sacrificialmente, com respeito, valorizando-a, não sendo rude, nem magoando-a. As mulheres cristãs também devem comportar-se para com seus maridos não-cristãos como lemos no Novo Testamento: “Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido”. “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor. Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus (Ef 5.24; 1 Pe 3.1-4).

A palavra-chave em todo esse assunto é sempre o amor. Amor que valoriza o próximo, que o honra e demonstra boa vontade, colocando o outro acima de si mesmo. (Samuel Rindlisbacher)

Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite Fevereiro de 2013

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Palestina ou Israel – Qual o Nome da Terra Santa?

Thomas S. McCall, Th.D.

Durante os últimos séculos, o mundo, inclusive os cristãos, adotou um hábito ruim. Caímos na armadilha de uma antiga propaganda romana. Temos usado o nome “Palestina”, que foi colocado no país de Israel pelo imperador romano Adriano no ano de 135 d.c. Como essa denominação foi usada durante tanto tempo, esse nome se tornou de uso comum. Porém, ele é tão incorreto quanto seria chamarmos a Rússia de hoje de “União Soviética”, ou nos referirmos atualmente a Berlim como “Alemanha Oriental”.

O uso de “Palestina” na atual propaganda política

Está acontecendo agora uma guerra de propaganda política com o termo “Palestina”. Em um dado momento no passado, pode-se afirmar que “Palestina” era uma designação inócua da área do Oriente Médio que é geralmente entendida como a Terra Santa. Durante as últimas décadas, entretanto, o termo “Palestina” foi adotado pelos árabes que moram em Israel para designar a área a oeste do rio Jordão. O termo é usado especificamente para evitar o uso do nome Israel, e deve ser considerado um termo anti-Israel. Em todos os mapas publicados na Jordânia, no Egito, etc., a área a oeste do Rio Jordão é denominada Palestina, sem qualquer referência a Israel. A Palestina é o termo usado agora por aqueles que querem negar a legítima existência de Israel como uma nação genuína dentre a família das nações.

O termo agora adotado pela entidade política dentro de Israel que está gradativamente obtendo mais e mais porções de território através do “processo de paz” é Autoridade Palestina (AP). Embora tenha que tratar diariamente com os documentos oficiais israelenses, a AP odeia usar o termo Israel em qualquer uma de suas comunicações.

Portanto, “Palestina” deve agora ser considerado um termo de propaganda política com implicações maciçamente anti-Israel. A imprensa mundial usa o termo para questionar a legitimidade do Israel moderno. Os cristãos também têm usado o termo Palestina há séculos para se referirem à Terra Santa. Em tempos passados, isso poderia ser desculpado (embora biblicamente questionável) por causa de seu uso comum. Todavia, à luz da atual guerra de propaganda política contra Israel, os cristãos devem reavaliar o termo “Palestina” e considerar se é um termo bíblica, teológica ou profeticamente correto.

O uso bíblico de “Palestina”

O termo “Palestina”, da forma que foi aplicado à Terra de Israel, foi inventado pelo inveterado inimigo da Bíblia e do povo judeu, o imperador Adriano.

O termo Palestina é raramente usado no Antigo Testamento, e quando é usado, refere-se especificamente à área costeira a sudoeste de Israel ocupada pelos filisteus. É a tradução da palavra hebraica “Pilisheth”. O termo nunca é usado para se referir a toda a área de Israel. Antes que Israel se estabelecesse na terra, seria geralmente correto dizer que a área costeira a sudoeste era denominada Filístia (o Caminho dos Filisteus, ou Palestina), enquanto que as áreas centrais mais altas eram denominadas Canaã. Tanto os cananeus quanto os filisteus haviam desaparecido como povos distintos pela época do cativeiro de Judá em Babilônia (586 a.C.), e já não mais existem.

No Novo Testamento, o termo Palestina não é usado nenhuma vez. O termo Israel é essencialmente usado para se referir ao povo de Israel, em vez de se referir à Terra. Contudo, em pelo menos duas passagens, Israel é usado para se referir à Terra:

“…um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel” (Mt 2.20-21).

e

“Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem” (Mt 10.23).

A primeira passagem aconteceu quando José, Maria e Jesus retornaram do Egito para Israel; e a segunda refere-se à proclamação do Evangelho por toda a Terra de Israel. O anjo que falou a José, Mateus e Jesus usam o termo Israel com referência à Terra Santa, embora esse termo não fosse reconhecido pelas autoridades romanas naquela época.

Fica claro, então, que a Bíblia nunca usa o termo Palestina para se referir à Terra Santa como um todo, e que os mapas bíblicos que se referem à Palestina no Antigo e no Novo Testamento são, na melhor das hipóteses, imprecisos, e, na pior das hipóteses, são uma negação consciente do nome bíblico de Israel.

A história do termo “Palestina”

Onde se originou o termo “Palestina”? Como foi que o mundo e a Igreja adotaram o hábito de chamar a terra de Israel de “Palestina”? Um dos guias em nossas turnês a Israel é Zvi Rivai, um israelense cristão messiânico, que já fez consideráveis pesquisas sobre o assunto. Zvi nos informa que, antes do ano 135 d.C., os romanos usavam os termos Judéia e Galiléia para se referir à Terra de Israel. Quando Tito destruiu Jerusalém no ano 70 d.C., o governo romano cunhou uma moeda com a inscrição Iudea Capta, querendo dizer “a Judéia foi capturada”. O termo “Palestina” nunca foi usado nas designações romanas antigas.

Foi apenas quando os romanos aniquilaram a segunda revolta dos judeus contra Roma, liderada por Bar Kochba, em 135 d.C., que o imperador Adriano aplicou o termo “Palestina” à Terra de Israel. Adriano, como muitos ditadores de seu tempo, percebeu o poder da propaganda política dos termos e dos símbolos. Ele substituiu os santuários do Templo Judeu e do Sepulcro de Cristo em Jerusalém por templos a deidades pagãs. Ele mudou o nome de Jerusalém para Aelia Capitolina, e mudou o nome de Israel e da Judéia para Palestina. A escolha do termo Palestina por Adriano foi proposital, não acidental. Ele tomou o nome dos antigos inimigos de Israel, os filisteus, latinizou o termo para Palestina, e aplicou-o à Terra de Israel. Ele esperava apagar o nome de Israel de todas as memórias. Desse modo, o termo “Palestina”, da forma que foi aplicado à Terra de Israel, foi inventado pelo inveterado inimigo da Bíblia e do povo judeu, o imperador Adriano.

É interessante observar que os filisteus originais não eram, de forma nenhuma, do Oriente Médio. Eram povos europeus do Mar Adriático próximo à Grécia. Deve ter dado prazer a Adriano usar esse termo helenista para a terra dos judeus. De qualquer modo, o termo original “palestinos” não tem absolutamente nada a ver com os árabes.

A adoção do termo “Palestina” pelos cristãos

Um dos primeiros usos do termo “Palestina” é encontrado nos trabalhos de Eusébio, o historiador da Igreja, que vivia em Cesaréia. Ele escreveu em torno do ano 300 d.C., uma vez que a perseguição romana aos cristãos estava terminando e o imperador Constantino começava a aceitar o cristianismo como legal. Eusébio não aceitou a designação Aelia Capitolina que Adriano deu a Jerusalém, mas usou o termo “Palestina”. O próprio Eusébio considerava ser um dos bispos da Palestina. Assim, o nome anti-Israel e anticristão de “Palestina” foi assimilado ao vocabulário da Igreja à medida que o Império Bizantino ia sendo estabelecido.

Desde aquela época, a Igreja tem usado amplamente o termo “Palestina” na literatura e nos mapas para se referir à Terra de Israel. Não obstante, deve-se observar que as Cruzadas chamavam sua terra de Reino de Jerusalém. Entretanto, quando os britânicos receberam o mandato, depois da Primeira Guerra Mundial, eles chamavam os dois lados do rio Jordão de Palestina. Esse se tornou um termo geopolítico aceito por várias décadas, e aqueles que viviam naquela terra eram chamados de palestinos, sendo eles judeus, árabes ou europeus.

Nunca houve uma Palestina na época de Jesus. Esta é uma grave identificação incorreta. Seria algo como olhar um moderno mapa do estado do Texas com o título “O México no Século XX”.

Até mesmo cristãos evangélicos que crêem no futuro de Israel têm usado o termo “Palestina”. No final de muitas bíblias há mapas intitulados “A Palestina no Tempo de Jesus”. Nunca houve uma Palestina na época de Jesus. Esta é uma grave identificação incorreta. Seria algo como olhar um moderno mapa do estado do Texas com o título “O México no Século XX”.

Parece que os cristãos que crêem na Bíblia, seja consciente ou inadvertidamente, têm seguido o mundo, os pagãos e os que odeiam Israel ao chamarem Israel pelo nome anti-Israel de “Palestina”. Esse nome é encontrado em muitos mapas bíblicos, em comentários bíblicos e em livros-texto.

A designação adequada da terra

O uso do termo “Palestina” foi inadequado biblicamente e errado em toda a era da Igreja. Contudo, é mais do que apenas errado, é devastador quando, em nossos dias, o termo “Palestina” é a pedra de esquina da guerra da propaganda política contra Israel e contra o povo judeu. Será que queremos usar termos inventados por aqueles que odeiam a Cristo, a Bíblia e Israel? Será que queremos utilizar termos usados pelos inimigos de Israel que desejam realizar nada menos do que a destruição do povo judeu? Acho que não!

Os cristãos deveriam usar a terminologia da Bíblia sempre que possível. Por que não voltamos aos termos usados no Novo Testamento? Os escritores dos Evangelhos usaram o termo “Israel” para se referirem à Terra Santa. Por que deveríamos usar qualquer outro termo quando nos referimos à Terra Santa, especialmente agora que os judeus estão de volta a ela e se restabeleceram como a nação de Israel dentre a família das nações?

À medida que nos aproximamos da Segunda Vinda de Cristo, devemos entender que a fúria de Satanás contra a Igreja e contra Israel irá crescer exponencialmente. Satanás odeia o Evangelho do Messias crucificado e ressurreto, e odeia a realidade da restauração de Israel como nação que finalmente receberá Jesus como Messias em Seu retorno, e a nação que será o quartel-general terreno de Cristo. O único termo que devemos usar para a Terra Santa é Israel, ou suas subdivisões: Judéia, Samaria e Galiléia. Deveríamos empreender todos os esforços para remover o termo “Palestina” de nossos mapas bíblicos e de nossos livros-texto, e usar apenas termos bíblicos com referência à Terra Santa de Israel. (Thomas S. McCall, Th.D. – Pre-Trib Research Center –http://www.beth-shalom.com.br)

Extraído de Revista Notícias de Israel março de 2011

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